Artigos:

* Plano de jogo
* Footwork – A arma dos grandes tenistas
* Participação em torneios amadores: Erros de julgamento pelo não conhecimento da regra
* Positivismo: A arma do sucesso em qualquer atividade
* Semelhanças na evolução do estilo de jogo dos tenistas profissionais
* Isner VS Mahut: Exemplo de garra aos tenistas
* Crescimento Sustentável do Tênis
* Tenista: Ler é Preciso
* Treinamento X Jogo
* A Importância do Segundo Serviço
* Tênis Moderno - Forehand
* Forehand


Currículo:
* Tenista 1ª classe na Federação Paulista de Tênis com pontos na ATP (profissional)
* Ministrou clinica em Nova York
* Técnico da equipe de Nova Odessa e Hortolândia nos Jogos Regionais do Interior
* Colunista de 7 canais de comunicação sobre tênis
* 2 livros publicados na área de ensino de tênis e marketing esportivo
* Acadêmico: Registrado no Conselho Regional de Educação Física, formado em Administração de Empresas, MBA em Marketing e Mestrado em Administração com ênfase em marketing esportivo
* Diretor da Raquetes Clube
* Coordena aulas de tênis: Raquetes Clube, Raquetes Brasil, Rio Branco Esporte Clube, Clube Amizade de Tênis, Prefeitura de Nova Odessa e Prefeitura de Hortolândia

Rogério M. Kawakami



Atualizado: 25 de Março de 2018
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Plano de Jogo

Recebi um email de um aluno que está morando em Orlando/FL que está desesperado, pois não consegue vencer um americano que faz um anti-jogo. Segue trecho do email e as minhas considerações:

“Joguei ontem com um cara que a única coisa que ele faz é dar slice curto de direita e esquerda. Mas completamente cheia de efeito, até parece que ele está brincando e não jogando. É ridículo.”
Resp: Calma, isso não é ridículo. Acontece que ele tem apenas um tipo de jogo. Existem outros jogadores que só batem forte, outros só dão “balão”, outros só tem saque e voleio. Mas uma coisa temos que tirar o chapéu, ele deve fazer bem feito o que se propõe a fazer, pois desestabiliza o adversário e consegue vitórias.

“Acontece que ele só faz isso, ai você tem que correr pra rede porque a bola dele vem curta e cheia de efeito. Se você joga a bola curta de novo, entra no joguinho dele e vai brincar de quadradinho. Se joga bola no fundo e fica na rede ele dá um balão porque ele não tem batida pra dar passada, tem que dar balão. O que fazer nesse caso? Qual é a melhor forma de jogar com esse tipo de anti-jogo?”
Resp: Primeiramente você deve aumentar o seu arsenal de golpes. Treine exaustivamente voleios, smash, lob e deixadinhas. Se ele não tem o golpe para te dar a passada e provavelmente não tem um lob top spin, é inadmissível ficar tomando lob. Portanto treine dar passadas rápidas para trás e lateralmente, que com certeza ganhará eficiência no smash. Aproveite que ele não tem bolas vencedoras e faça-o pagar por isso distribuindo o jogo. Faça-o correr. Comande os pontos, não tente terminar os pontos. Para isso, você deve ter paciência porque a bola irá voltar, então distribua a bola de um lado para o outro e alterne com deixadinhas. Se ele chegar, jogue um lob do lado esquerdo do seu adversário. Faça variações com top spin alto que ele tentará baixar a bola e pode ficar curta ou na rede, com isso, invista em mais subidas na rede.

“Juro é ridículo. Só não deixo de jogar com  ele porque eu estou jogando numa liga aqui e vamos ter mais jogos com a liga deles.”
Resp: Não pense dessa forma e sim como um desafio para melhorar o seu jogo. Dessa maneira ele vai entrar na sua mente antes mesmo do jogo começar. Muitas vezes no momento que você souber que irá jogar com esse tipo de jogador, foque na estratégia e esteja motivado para aplicar o seu plano de jogo e vencer o chamado anti-jogo.

“Please, help me.”
Resp: Espero ter ajudado e pense em desenvolver variações no seu jogo para conseguir mudar a história da partida e conseguir vencer diferentes tipos de jogos. Caso contrário, nosso jogo fica muito previsível e fácil dos adversários se adaptarem.

Boas Raquetadas!!!



Footwork – A arma dos grandes tenistas

Entre os tenistas, existem diversos estilos de jogo, bem como variações nas técnicas e plano de jogo, mas um fator é comum entre os profissionais, a preocupação com o equilíbrio antes de executar os golpes.

Para se obter uma base bem equilibrada, aumentando a eficiência dos golpes, é necessário além de manter o foco na bola, onde é o primeiro fundamento que passo aos iniciantes, deve-se ter um bom footwork (trabalho de pés). Ao movimentar os seus pés de forma coordenada e no tempo correto, o tenista irá adquirir maior agilidade, melhorando a sua reação após a batida do adversário, assim terá maior tempo para conseguir se equilibrar antes de executar o golpe. Entre muitos exercícios que existem para desenvolver essa técnica, irei citar 4 exercícios simples mas muito eficientes:

1. Pular corda: além da agilidade, é um dos melhores exercícios para desenvolver a coordenação.

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2. Escada de coordenação: exercício que associa coordenação, agilidade e velocidade.
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3. Exercícios com cones: exercício que pode ser associado com os “drills”.
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4. SQUASH: é um excelente esporte que pode ajudar os tenistas a desenvolverem a agilidade e explosão de maneira rápida e divertida. Muitos tenistas profissionais praticam esse esporte como forma de aumentar a sua performance. Um detalhe que podemos mencionar é que não atrapalha nas técnicas do tênis, muito pelo contrário, ocorre uma melhora no slice, voleios e bolas de defesa.

Frase extraída de entrevista de Roger Federer após vencer partida contra David Nalbandian na semifinal de Roland Garros 2006, onde comenta que utiliza o Squash para melhorar o jogo de tênis: “It's all paying off, the squash I played over the years with my father early on," joked Federer, who is now one win away from becoming only the third man to hold all four grand slam titles at once.”

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Notem que até mesmo os tenistas profissionais ao se encontrarem em um momento de desequilíbrio, acabam errando bolas relativamente fáceis, aumento o número de erros não forçados. Portanto, tentam buscar uma base firme, com muito equilíbrio, antes de executar os golpes. Por isso, até países onde os praticantes têm o hábito de jogar em quadras rápidas (hard court) como Estados Unidos, Austrália e continente Europeu estão introduzindo no aprendizado as quadras de saibro, pois criando um ambiente de instabilidade, o tenista tem que focar na sua base.

Boas Raquetadas!!!



Participação em torneios amadores: Erros de julgamento pelo não conhecimento da regra

De tanto observar o quanto os participantes em torneios amadores desconhecem as regras, senti a necessidade de relatar alguns casos decorrentes nas partidas para ilustrar a melhor maneira de informar as ações que devem ser tomadas.

Irei citar alguns fatos que normalmente acontecem nos jogos:

Chamada de bola fora

O que acontece em muitos casos é que o jogador contestado da sua marcação, fica ofendido porque o adversário não acreditou na bola marcada e começa assim uma situação estranha durante a partida. Podem acontecer duas situações para esse caso:

1- O jogador contestado se sente ofendido e começa a levar para o lado pessoal, praticamente desistindo da partida e tomando atitudes embaraçosas, como “isolar a bola” e não correr nas bolas mais difíceis.

2- O jogador que contestou a marcação começa a achar que o adversário está roubando e por vezes acaba deixando a partida se dirigir a um nível de desconfiança.

Principalmente nas quadras de saibro a bola rebatida, freqüentemente deixa marcas. Portanto, faz parte do jogo em bolas duvidosas o tenista se dirigir até a bola que foi chamada e marcá-la. Isso evita muitas confusões e a partida pode transcorrer de forma pacifica. Nos casos que persistir a dúvida, mesmo com a marcação, os jogadores podem solicitar que o arbitro geral decida se a bola foi boa ou fora.




Chamada de bola contraria ao que você pensa

Nos jogos profissionais, quantas vezes não vemos os tenistas errando nos desafios das bolas duvidosas. Também vemos casos em que eles acertam. Se isso acontece com um profissional, imagine com os tenistas amadores. Aconselho em casos de dúvida que o tenista solicite a marcação da bola, para que essa jogada não fique na cabeça martelando por muitos e muitos pontos, chegando ao caso de ao final da partida o jogador lembrar da bola que aconteceu no inicio do jogo e colocar a culpa da derrota naquela marcação. Lembrem-se que se persistir a dúvida, os jogadores devem chamar um árbitro. Ressalto que o jogador contestado não deve levar essa atitude para o lado pessoal, pois faz parte do regulamento do jogo.



Contagem

Como todos sabem, nos torneios amadores e até em alguns torneios profissionais, não há a presença de árbitro na quadra e muito menos de juízes de linha. Portanto, procure contar alto todos os pontos para não perder a contagem.

Exemplo: Ocorreu um caso recentemente que um dos jogadores achou que a contagem do game estava 40/40, com o saque do adversário. Porém o saque foi do lado esquerdo (lado da vantagem) e o adversário cantou GAME  após vencer o próximo ponto, pois em sua contagem o placar estava 40/30. O jogador que solicitou a presença do arbitro continuou afirmando que o placar era iguais em 40, mas existiu um detalhe, o ponto anterior havia sido jogado no lado da vantagem. Esse erro aconteceu em uma partida da categoria Intermediário, ou seja, os dois tenistas não eram mais iniciantes para cometer esse tipo de erro. Assim, o tenista que reclamou do placar provavelmente errou na contagem e mesmo assim ficou contrariado. Por isso, em todo começo de jogo, solicitamos para que os jogadores contem alto o placar, mas poucos realmente seguem essa orientação.

O objetivo desse artigo foi de contribuir com algumas dúvidas e situações que ocorrem nos torneios amadores. Ressaltamos que o mais importante é a integração entre os tenistas e o “Fair Play”. Para isso procurem se informar da regra e utilizar o bom senso para resolver os conflitos que possam surgir durante uma partida.

Recomendações:

- estude o regulamento: disponível no site da Federação Pauilista de Tênis em www.tenispaulista.com.br;

- aplique o bom senso para que a partida possa ocorrer em harmonia: o objetivo do esporte é termos adversários e nunca inimigos;

- nas quadras de saibro marque toda bola duvidosa;

- confira as marcas duvidosas para que ela não fique martelando na sua cabeça;

- chame o arbitro para resolver bolas e erros de placar em caso de dúvida;

- por último e não menos importante: não leve para o lado pessoal.

O maior legado que podemos trazer com a pratica do esporte é em minha opinião, acima da preocupação com a saúde e competitividade, é conhecer novas pessoas e estreitar os laços amizades que podemos levar para o resto da vida. O tênis é caracterizado por ser um esporte de família, vamos também transformá-lo em esporte de amigos.




Boas Raquetadas!!!



Positivismo: A arma do sucesso em qualquer atividade

Constantemente observamos nas partidas de tênis, em especial nas partidas de jogadores amadores, o negativismo tomar conta do jogo e em muitas vezes, mesmo um jogador sendo o melhor tenista na quadra, ao encontrar-se em dificuldade muitos conseguem perder uma partida sem mesmo o adversário precisar vencê-los.


Lembro de uma frase de um importante treinador norte americano ao dizer: “Negatividade é como um resfriado, você pode pegar a qualquer minuto.” (Tom Chivington)

Normalmente a primeira atitude é começar a balançar a cabeça de forma negativa, como forma de desaprovar o que está acontecendo. Posteriormente vemos o jogador “esbravejar” palavras de descontentamento, passando para alguns casos a ofensas para si próprio, como se chamar de burro, entre outras coisas. Após essa fase, o negativismo ganha maiores proporções como a mudança de postura na quadra, onde o seu corpo começa a falar por si próprio, encolhendo os ombros, baixando a cabeça e curvando as costas, isso é conhecido como linguagem corporal. Nos casos mais extremos o tenista começa a descontar toda essa frustração na raquete. Em diversas situações o atleta chega até a utilizar a raquete com muleta, apoiando o seu peso sob a mesma. Nesse nível chegamos ao que chamo de Lei de Murphy, ou seja, "Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará". As bolas começam a bater com mais freqüência na linha e a desviar, a rede começa a jogar a favor do adversário, o vento atrapalha, tudo conspira contra, e o pior, achamos que isso está acontecendo somente conosco. Mas quem entrou nessa situação? A resposta é Você!



Portanto, a primeira atitude é não entrar nesse estado, e se por acaso entrar, procure sair de lá o mais rápido possível.

>A mente exerce uma importante função durante uma partida ou treinamento de um tenista. Mesmo os mais “desequilibrados” podem buscar diversas alternativas para melhorar a parte mental e não deixar o negativismo tomar conta do seu jogo e da sua personalidade. Essa habilidade pode ser fruto de técnicas e muito treino mental. Como curiosidade, vocês sabiam que Roger Federer e Novak Djokovic tinham muitos problemas com a parte mental no juvenil? Uma das técnicas que ajudaram a Djokovic melhorar a concentração entre os pontos, é o ritual de bater a bolinha por várias vezes no chão antes de executar o saque. Gosto de uma citação do Hunter, grande especialista sobre liderança, ao definir habilidade:

“é uma capacidade aprendida ou adquirida. Claro que nem todos podem jogar basquete como Michael Jordan, tocar piano como George Winston, jogar golfe como Tiger Woods ou pilotar um carro de formula 1 como Michael Schumacher. Mesmo assim, a maioria pode jogar basquete, tocar piano, jogar golfe e pilotar um carro de forma mais eficiente do que faz atualmente.”



Devemos buscar em outras áreas benefícios que podemos trazer para nossas vidas e também para dentro da quadra. Diversos esportistas buscam na ioga uma forma de aprender a respirar. Muitas vezes em um jogo com pressão e o desgaste físico, falta oxigênio em nosso cérebro e por isso tomamos decisões erradas. Com a melhora dessa técnica, o tenista pode ficar mais consciente e buscar as melhores saídas. A pratica de algum hobby como o surf, pode-se encontrar uma forma de acalmar a mente e relaxar. Em momentos críticos na partida, onde precisamos nos acalmar, deve-se mentalizar a experiência e sensação que sentimos no mar e conseguir dessa forma tranquilizar a sua mente.

Gostaria de finalizar com uma citação que particularmente me agrada e acredito que simboliza a idéia que tentei transmitir nesse artigo:

“Deixe passar! Se você perdeu na terça-feira e continua falando sobre isso na sexta-feira, o que você fará quando segunda-feira chegar?” – Brad Gilbert.

Boas Raquetadas!!!



Semelhanças na evolução do estilo de jogo dos tenistas profissionais

Nos últimos 3 anos, vem predominando no tênis, principalmente no circuito masculino, um estilo de jogo padrão entre os tenistas da elite. Todos acordaram para o fato de que o vencedor será aquele que tiver o menor número de erros não forçados. Os pontos estão cada vez mais disputados em virtude dos fatores que elenco abaixo:

• A evolução do material da raquete e encordoamento;

• A preocupação dos organizadores de torneios em deixarem a quadra um pouco mais lenta, para ocorrer mais rallies;

• Melhora no condicionamento físico.

O estilo de jogo baseado em poucos erros não forçados é a fórmula do sucesso dos tenistas da armada espanhola. Com isso, os demais tenistas estão incorporando em seu jogo este estilo com mais top spin em suas batidas e jogando com uma boa margem de segurança da rede, o que chamamos de “rede dupla”. Outros golpes que podem ser analisados para esse estilo de jogo são o slice, voleios e saque. Algumas tenistas também já estão utilizando esses recursos, como a italiana Schiavone e as belgas Henin e Clijters.



FOREHAND

Como o já mencionado em colunas anteriores, cada vez mais os tenistas estão jogando com o forehand, ou seja, tentando cobrir 2/3 da quadra com esse golpe. Baseando o golpe em top spin, aproveitam as oportunidades em ganhar o ponto utilizando os inside-in e inside-out.



SLICE

Esse golpe voltou no circuito com força total. Acredito em função das ótimas jogadas do Federer, conseguindo utilizar esse golpe para defesa, ataque e variação. Nadal, que sempre baseou seu jogo em bolas com top spin, atualmente está utilizando as variações de slice como forma de mudança de ritmo em seu jogo. Outro tenista que merece destaque nesse quesito é o americano Andy Roddick, que durante anos se mantém na elite do tênis mundial. O slice é uma bola difícil de contra-atacar e para os tenistas que possuem empunhaduras mais extremas, bater essa bola se torna uma tareda quee requer muita atenção.



SAQUE

O estudo da biomecânica ajudou a evoluir mais rápido esse golpe, portanto, existe um número maior de jogadores sacando bem. Gostaria de destacar uma variação de saque importantíssima e que principalmente os amadores e juvenis acabam não utilizando, o saque no corpo. Muito se falam em saque kick, slice, flat, aberto e fechado, mas e o saque no corpo? Você utiliza essa variação? Tente se lembrar quando vem uma bola em cima do seu corpo, a sensação de desconforto em conseguir devolver, executar o golpe, utilizar as alavancas e gerar ângulos. Portanto, em seu próximo jogo e treino, utilize o saque no corpo e você poderá notar que a bola chegará mais “redonda” para a sua próxima batida.



Ainda falando em estilo de jogo, devemos levar em consideração a parte mental, porém esse tema é tão importante que merece uma coluna que aborde somente esse assunto. O jogo mental é responsável pelo sucesso dos top 100. Podemos notar que existem uns 300 a 400 tenistas no ranking em condições técnicas e financeiras muito próximas, mas o que faz um tenista ser número 400 e outro número 50 é a parte psicológica, que chamamos de “jogo mental”.

Envie sugestões de outras evoluções no estilo de jogo dos tenistas profissionais para rogerio@raquetesclube.com.br e colocaremos em uma próxima coluna.

Boas Raquetadas!!!



Isner VS Mahut: Exemplo de garra aos tenistas

A principio, havia preparado outra coluna aos leitores, porém após o jogo do Isner VS Mahut, gerou uma conversa com um dos meus tenistas sobre estilo de jogo e atitude dentro e fora da quadra, onde acredito que seja um excelente gancho para esse tema.



Gosto de conversar com os tenistas após os jogos, enquanto os sentimentos de uma vitoria e principalmente de uma derrota estão mais aflorados. Constantemente escutamos desculpas como:

* Joguei com um baloeiro e o cara devolve tudo;

* Acho que faltou atacar mais;

* O cara estava com muita sorte, só bolas na linha;

* A quadra era horrível.

Alguns desses itens estão relacionados ao plano de jogo, mas lembrando que o plano de jogo deve ser baseado primeiramente no seu estilo de jogo e não com o pensamento inicial no adversário. Porém, para essa coluna, gostaria de deixar uma mensagem inspirada no jogo Isner VS Mahut: "Se você se dispôs a entrar em um torneio, independente do seu porte, seja um torneio interno ou um torneio profissional, você não pode ter pressa para terminar uma partida. Lute e se dedique para encontrar uma solução para virar o jogo. Por exemplo, ao se deparar com adversário que devolve tudo, muitos tenistas costumam tentar a definição, já que não tem paciência para encontrar outra saída. Primeiramente, o seu adversário não é uma máquina, se você conseguir distribuir as bolas de um lado para o outro sem necessariamente ir para as bolas vencedoras, em um médio prazo você estará minando o jogo do seu oponente e ele deixará de chegar bem nas bolas e efetuar os golpes". Essa é apenas uma das dicas, existem outras estratégias que podem ser utilizadas, mas a mensagem é: Não desista!

Quando você se sentir cansado e frustrado por uma partida, lembre-se de não ter pressa para jogar, e se mesmo assim você ainda achar que está muito tempo dentro da quadra, lembre desse jogo:

Isner VS Mahut: 6/4, 3/6, 6/7 (9/7), 7/6 (7/3) e 70/68

Tempo de jogo: 11 horas e 5 minutos





A maioria de nós não tivemos esse tempo de quadra em um torneio inteiro, imagine em apenas 1 jogo! Pense nisso: O jogo não estava valendo o topo do ranking mundial, ou mesmo o título de um Grand Slam, era a primeira rodada do torneio.

Quando você pensar em desistir de uma partida, onde normalmente o psicológico começa a dar sinais de fraqueza, lembre que você não está sozinho, normalmente dedicações dos pais, familiares e treinadores, também estão em jogo, então, não custa se dedicar um pouco a mais, mesmo que o jogo tenha que durar horas e horas.

Para finalizar, colocarei uma frase do vencedor do jogo, John Isner, que demonstra a dedicação por uma partida de tênis: “Tentei de tudo para me recobrar fisicamente. Tomei carboidratos, comi o máximo de massa que pude, então entrei numa banheira com água gelada, coloquei gelo no braço".




(foto: pés do Isner)


Boas Raquetadas!!!



Crescimento Sustentável do Tênis

O desenvolvimento do tênis sempre esteve relacionado ao número de competidores em um torneio, o que me fez refletir na seguinte questão: O número de tenistas de alto rendimento pode ser um termômetro para mensurarmos o crescimento do tênis em um país?

Quem vivencia o tênis por mais de uma década pode notar a seguinte constatação: Quantos atletas de alto rendimento que ao deixar o tênis de competição ainda continuam batendo uma bolinha por lazer ou mesmo para manter a forma? Aqueles jovens que jogaram paulistas e brasileiros até os 18 anos, ou aqueles que ainda tentaram o profissionalismo ou fizeram universidades nos Estados Unidos, conseguem mudar a visão do tênis como um esporte prazeroso, capaz de fornecer qualidade de vida?

Por isso devemos incentivar a base da pirâmide que realmente mantém o tênis vivo no Brasil, os tenistas de academias, clubes e locais públicos que levam o tênis por toda a vida e conseguem divulgar o esporte para amigos e familiares, sendo responsáveis diretamente pelo aumento de tenistas.



O tênis de alto rendimento é uma parte importante no desenvolvimento do tênis, mas não é o fator principal, portanto, nós, como tenistas, devemos dar a importância e respeito que todos os praticantes merecem, não somente os tenistas de alto rendimento. Devemos sim idolatrar os nossos ídolos como Guga, Meligeni, Bellucci, entre outros, pois eles irão incentivar os jovens a iniciarem no esporte, mas também devemos idolatrar figuras menos famosas, mas que carregam a bandeira do tênis de forma amadora até a melhor idade.



Acredito também que o tênis pode ser mais bem difundido ao proporcionar à população menos favorecida a pratica de um esporte que é considerado de elite, essa é a obrigação de um relacionamento entre os órgãos públicos e privados, um dever com a sociedade. Assim como, fornecer condições para que pessoas portadoras de necessidades especiais possam obter no tênis uma nova inspiração para vencer os desafios da vida, através de adaptações na modalidade.



A todos os leitores do Jornal do Tênis, aqui vai um pedido: Incentive um amigo a iniciar a pratica do tênis, se cada um fizer a sua parte, logo aumentaremos o número de tenistas no Brasil, pois a base da pirâmide depende de você.

Isso é o que chamo de Crescimento Sustentável do Tênis.

Boas Raquetadas!!!



Tenista: Ler é Preciso

O hábito da leitura foi um processo que precisei adquirir ao longo dos anos. Como a maioria das crianças e adolescentes, acabei não dando tanta importância para a leitura, acredito que devido às constantes obrigações de leitura que a escola implantava no plano de ensino, principalmente no que tange a leitura de obras antigas, o que torna a leitura desinteressante aos jovens.

O gosto pela leitura mudou quando aos 17 anos li o meu primeiro livro sobre tênis, chamado Winning Ugly, do renomado treinador Brad Gilbert. Esse livro marcou o início do meu interesse por leitura e principalmente do interesse em ser treinador e ajudar os tenistas. Logicamente, o meu gosto por leitura passou por outras áreas como marketing, gestão, liderança, economia aplicado a ações financeiras, entre outros, mas confesso que a minha grande paixão sem dúvida nenhuma está nos assuntos sobre esporte.

Recomendo aos jovens tenistas leituras que são importantes para o entendimento do processo que leva à construção dos atletas profissionais, não somente os aplicados no tênis, já que podemos tirar valiosas lições de outras modalidades. Seguem uma pequena lista e livros que fazem parte da minha biblioteca pessoal e conseqüentemente fizeram e fazem parte da minha formação como jogador e treinador, ao qual irei apontar alguns itens marcantes e assim incentivar a sua leitura:
Livro: Winning Ugly

Autor: Brad Gilbert e Steve Jamison
Destaque: o livro traz relatos do ex-tenista profissional Brad Gilbert e como ele conseguia vencer grandes estrelas do tênis mundial abordando a parte mental do jogo.

Livro: I´ve Got Your Back
Autor: Brad Gilbert
Destaque: Na mesma linha do livro Winning Ugly, Brad Gilbert relata passagens da sua experiência como treinador dos tenistas Andre Agassi e Andy Roddick, onde os jogadores também fornecem depoimentos sobre o trabalho com Gilbert e as mudanças de atitudes dentro e fora das quadras.

Livro: O Jogo Interior de Tênis
Autor: W. Timothy Gallwey
Destaque: o livro explora a batalha que um tenista trava em sua mente, ou seja, fatores como nervosismo, concentração, hábitos e ausência de confiança, que fazem parte do jogador e são fundamentais em momentos decisivos de uma partida.

Livro: Nunca Deixe de Tentar
Autor: Michael Jordan
Destaque: Um dos maiores esportistas de todos os tempos e o melhor jogador de basquete da história, relata os fatos que fizeram com que ele se torna-se um jogador completo. O interessante é que Jordan não passou em seu primeiro teste como jogador e a partir das adversidades traçou metas alcançáveis, o que o motivou a sempre traçar novas metas e buscar constantemente superá-las.

Livro: Transformando Suor em Ouro
Autor: Bernardinho
Destaque: Em minha opinião, Bernardinho é um dos maiores profissionais no esporte que o Brasil já produziu, demonstra em seu livro o trabalho diferenciado com os atletas masculino e feminino, assim como a grande chave do sucesso: dedicação e muito suor.

Livros: O Monge e o Executivo / Como se tornar um líder servidor
Autor: James C. Hunter
Destaque: Esses dois livros escritos por Hunter é exatamente o que acredito de liderança, enfatizando a diferença de chefe e líder. Portanto, os relatos desse livro são bem ilustrativos para o trabalho onde temos que liderar um jogador a buscar o resultado final através de trabalho em conjunto e não através de opressão.

Livro: Mente de Campeão
Autor: Pete Sampras
Destaque: Em minha opinião, é o melhor livro de tênis já escrito, pois conseguimos entrar na cabeça o tenista Pete Sampras e entender como é formado um grande campeão e número 1 do mundo. Sampras se tornou a lenda do tênis, pois desde cedo entendeu que o trabalho deve ser feito a longo prazo, não importando com as sucessivas derrotas na transição de sua técnica e estratégia de jogo, pois sabia que ao amadurecer o trabalho, os resultados seriam conseqüência.

Com certeza deixei muitos livros que fizeram parte da minha formação de fora, pois seria impossível listá-los e comentá-los em apenas uma edição, mas o meu objeto é estimular a leitura dos tenistas e quem sabe podermos em um futuro próximo gerar tenistas brasileiros mais conscientes.

Boas Raquetadas!!!



Treinamento x Jogo

No tênis, especificamente no Brasil, notamos que os tenistas que disputam torneios, sejam eles federados, brasileiros, internos, abertos, profissionais ou amistosos, estão divididos em sua maioria em 3 grupos. O primeiro grupo são os jogadores que apenas treinam, ou fazem aula, e deixam para jogar sets apenas nos torneios. O segundo grupo é formado por tenistas que não fazem aula ou treinamento específico om professor e apenas bate bola com os amigos e joga muitos sets. Já o terceiro grupo são aqueles que além de não fazer aula, também não gostam de jogar sets e ficam horas batendo bola com os amigos, deixando os sets para as horas das competições.



Qual é a melhor alternativa para obter sucesso nos torneios?

Segundo os médicos, a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Portanto vamos diagnosticar alguns sintomas desses grupos:

Característica Ponto Positivo Ponto Negativo
Grupo 1
- Fazem aula/treinamento;
- Não jogam sets fora das aulas, apenas nos torneios;
- Estão preocupados em melhorar a técnica, minimizando o risco de lesões por movimentos errados;
- Potencial em evoluir a qualidade dos golpes;
- Pelo fato do compromisso assumido com o professor para fazer as aulas, dificilmente faltam nos treinos
- Por não jogar sets fora de competições, o jogador disputa os torneios com falta de ritmo, podendo ser surpreendido em muitas ocasiões por tenistas de qualidade teoricamente inferior;
- Não treina as invariáveis que podem acontecer em um jogo;
- Encontra dificuldades em fechar os games, perdendo muitos “iguais”;
- Precisa aprimorar estratégias de jogo para os diferentes adversários e situações de jogo
Grupo 2
- Não faz aula/ treinamento;
- Joga muitos sets;
- Freqüentemente bate bola com os amigos;
- Bom ritmo de jogo;
- Tem menos dificuldade em fechar os games;
- Treina as invariáveis do jogo;
- Golpes limitados;
- O nível do tênis fica estagnado por anos (ex: quantos tenistas disputam as mesmas categorias por anos?). Apenas fazendo correções e evoluções na técnica, que o tenista irá passar para um próximo nível;
Grupo 3
- Não faz aula;
- Não joga sets fora de competições;
- Gosta de passar longas horas batendo bola com os amigos;
- Diversão; Todos os pontos negativos listados para os Grupos 1 e 2;


Opinião: Os jogadores que gostam de disputar torneios, e têm a preocupação com a técnica, tática, estratégias e conseqüentemente a vitória, devem realizar aulas/treinamento com algum professor, a fim de corrigir imperfeições nos golpes, gerando evoluções na qualidade do golpe e diminuição no risco de lesões. Tudo isso deve ser mesclado com sets fora do treinamento, assim o tenista irá treinar as invariáveis do jogo e manter um maior ritmo que será importante nas horas dos “iguais”. Dessa forma, o tenista terá condições de resolver os problemas apresentados em uma partida de tênis, juntamente com as “armas” treinadas nas aulas.

Em minha opinião, os brasileiros treinam muito e jogam pouco, acarretando em jogadores que tem dificuldades em fechar os games e conseqüentemente as partidas. Essa característica é encontrada principalmente nos juvenis, dificultando posteriormente na ascensão ao profissional.



Boas Raquetadas!!!



A Importância do Segundo Serviço

O segundo serviço de um tenista fornece algumas dicas sobre a sua confiança, técnica e nível de jogo. Deparamos constantemente nas quadras com jogadores com o primeiro saque forte e o segundo saque muito fraco, ao qual denomino de saque inocente, ou seja, sem terminação, sem efeito, sem potência, sem tática, onde o jogador apenas “empurra a bola” para o outro lado.

Costumo iniciar a análise da qualidade de um jogador pelo segundo serviço, ele será o responsável em muitas ocasiões pela vitória ou derrota de um tenista. Em campeonatos, observamos tenistas de nível intermediário sacando o primeiro serviço na mesma potência de um tenista avançado, mas e o segundo serviço? Existe outro fator psicológico que pode melhorar o primeiro serviço, se o tenista tem confiança em seu segundo serviço, logo poderá arriscar um saque mais forçado no primeiro serviço.



Vamos imaginar outra situação de jogo, quantas vezes estamos naqueles dias que o saque não quer entrar de jeito nenhum, onde ficamos refém do segundo serviço? Por isso temos que treinar o que chamo de “saque intermediário”, utilizando mais tática e efeito do que potência. Dessa forma o tenista adversário terá maior dificuldade em comandar os pontos já na devolução.



As variações básicas dos serviços são:

Slice: Efetuar o golpe “cortando” a bola. Fácil aprendizado para todos os níveis e faixa etária;

Flat: Saque chapado que gera maior potência, indicado para as variações no primeiro serviço;

American Twist (kick): Esse estilo de saque requer muito treino e indispensável para jogadores de alto rendimento ou avançados. A cabeça da raquete deve entrar ligeiramente em baixo da bola, gerando o efeito top spin. Ideal para o segundo serviço, variações do primeiro serviço e saque/voleio.

Como estamos tratando nesse artigo do segundo serviço, aconselho os tenistas a trabalharem o American Twist, pois a bola passa mais alta da rede, diminuindo a margem de erros na rede, e ao quicar na quadra do adversário, gera maior efeito e altura, dificultando a devolução.



Qual é a importância do segundo serviço?

Além é claro de não realizar a dupla falta, a principal importância do segundo serviço é dificultar a devolução do adversário para que o ponto seja iniciado com o sacador controlando o ponto e não o devolvedor.

Dicas: Se você não possui um bom segundo serviço, aumente o treino desse golpe, pois muitos dos erros em treinamento é que o tenista efetua mais primeiros serviços, pois são mais prazerosos de treinar, devido a ligação que realizamos inconscientemente de potência com qualidade do saque, mas nos jogos notamos justamente o contrário. Portanto, vamos treinar!!!

Boas Raquetadas!!!



Tênis Moderno - Forehand

Segundo o IDTC (International Development Tennis Center), conceituado método argentino de aprendizagem do tênis, ao qual é aplicado na Academia Raquetes Brasil (ARB), os dois golpes mais importantes de um tenista são o forehand e o saque. Iremos focar para essa matéria o forehand, o golpe de direita, aproveitando o link com o artigo publicado: Quantos tipos de forehand você tem?

Toda academia/clube, possui uma filosofia de ensino e preferência por uma determinada técnica, seja ela o neutral stance, open stance, semi-open stance ou closed stance. Os tenistas da ARB são orientados a utilizar como base o semi-open stance, pois acreditamos que é o estilo mais natural de bater o forehand e também é o mais utilizado pelos profissionais, já que nessa mecânica consegue-se gerar maior controle e potência maximizando os efeitos da cadeia cinética gerada pela ação e reação dos pés dos tenistas com relação ao solo. Outra grande vantagem do semi-open stance é o ganho de tempo em bolas mais aceleradas, inclusive nas devoluções de saque. Enquanto tradicionalmente a maioria das academias/clubes ensinam que o peso do corpo deve iniciar na perna esquerda (para os destros), a metodologia do IDTC aplicada na ARB trabalha com o peso na perna direita (para os destros), e na progressão do golpe o peso é passado para outra perna. Essa base deixa o golpe mais sólido, já que o tenista fica mais equilibrado. Logicamente, dependendo da situação do jogo, pode ser solicitado os outros tipos de forehand, como por exemplo, utilizar o open stance para devolução de serviço. Sugerimos o semi-open stance para o que chamamos de posição mestre, ou seja, a base que será utilizada na maioria das vezes que o tenista bater o forehand. Para a correção do forehand da equipe ARB, utilizamos os seguintes passos:

1) Posição de espera: realizar o split step antes do adversário bater na bola;
2) 1ª rotação: Liberar o quadril para iniciar a corrida até a bola;
3) Corrida até a bola;
4) Pré extensão;
5) Carga;
6) Movimento da batida até a bola;
7) Impacto;
8) Terminação;
9) Recuperação (utilização do crossover).


Opinião: Acreditamos que não basta filmar os golpes e mostrar para o jogador, mas sim deixar a gravação disponível com uma análise para que toda vez que for necessário, o jogador possa ver o filme e assimilar os fundamentos, por isso, a ARB coloca em seu site as análises dos jogadores e também exemplos de golpes perfeitos. A análise leva em consideração o nível do tenista, pois não se pode corrigir uma etapa ao qual ainda não foi ensinada. Para acessar os vídeos:

1) Entre no site www.raquetesbrasil.com.br
2) Clique no item Fotos/Vídeos, disponível no Menu a esquerda do site
3) Clique em Vídeos
4) Escolha a alternativa

Boas Raquetadas!!!



Quantos tipos de forehand você tem?

O tênis cada vez mais acompanha as evoluções tecnológicas em materiais, cientificas com estudos de biomecânica e conseqüentemente, se muda as varáveis do macroambiente, muda-se também as táticas e estratégias, pois o jogo torna-se diferente.

Esse artigo visa demonstrar umas das grandes evoluções do tênis moderno: O forehand (golpe de direita).

Existem quatro tipos de forehand, todos eles estão relacionados ao posicionamento dos pés, porém ressalta-se que sempre o tenista deve ficar de lado para a quadra, para facilitar as rotações e transferência de peso:

1) Neutral Stance

Essa posição de forehand é a mais utilizada entre os iniciantes e considerada o modo tradicional de bater um forehand. Se tomarmos como referência a linha de base, as pernas devem ficam perpendicularmente, como se fosse uma base de skate ou surf. A idéia é dar maior equilíbrio e base no momento que antecede a batida. Além dos benefícios já citados, pode-se destacar que com o neutral stance o jogador consegue uma maior transferência de peso.



2) Open Stance

Ao contrário do neutral stance, as pernas estão posicionadas paralelamente a linha de base. Esse golpe é muito utilizado em devoluções de saque, ao qual não se tem muito tempo para posicionar as pernas e também em bolas rápidas. Nos jogos em piso de saibro, é uma boa alternativa de tentar chegar à bola e colocá-la em jogo de forma eficiente, ou seja, através de um top spin ou em bolas de contra ataque. Até os dias atuais, esse posicionamento é renegado na maioria das academias e clubes, mas com a velocidade do tênis moderno, é muito utilizado entre os profissionais. Recomendo cuidado no ensino desse posicionamento para crianças que estão iniciando as atividades de competição, pois como essa posição requer menos movimentação do que o neutral stance, o jogador pode ficar “preguiçoso” e não utilizar a técnica adequada para cada tipo bola. Aconselho também a ter moderação nesse posicionamento, pois muitos tenistas tiveram graves lesões. O exemplo mais próximo de nós é o caso do Guga. Existe um estudo que achei interessante sobre os problemas do golpe open stance, o artigo está na língua inglesa no portal Revolutionary Tennis través do link: http://www.revolutionarytennis.com/rebuttalforehand2.html.



3) Semi Open Stance

A diferença para o open stance é que as pernas ficam em uma diagonal e não totalmente paralelas como o open stance. Nota-se que para essa posição o jogador consegue alguns benefícios do neutral stance, como o equilíbrio e transferência corporal do peso para a bola, como também benefícios do open stance, que é atingir maior rotação dos ombros e quadril, com certo “ganho de tempo” em bolas mais rápidas e conseguir devolver a bola para um rally ou winner.



4) Closed Stance

Essa técnica de forehand posiciona as pernas de maneira cruzada, literalmente fechando o corpo com relação à quadra. Torna-se difícil uma rotação de quadril e aceleração corporal, com rotações de tronco e ombros. Por isso, é utilizada para “colocar a casa em ordem”, ou seja, bater um forehand com o objetivo de entrar em um rally. Dificilmente em um forehand closed stance consegue-se gerar potência para bolas vencedoras.



DICAS: Recomendo para que os jogadores tenham no mínimo 2 tipos de forehand. Particularmente, os que mais me agradam são o neutral stance e o semi open stance, mas isso você deve conversar com o seu treinador/professor, para saber qual estilo se adéqua melhor ao seu jogo e seu biótipo. Como não é muito comum treinar principalmente os golpes open stance e semi open stance, aqui vai uma dica: Treine devolução de saque e bolas de contra ataque através de drills, assim você conseguirá naturalmente analisar em qual momento poderá utilizar cada tipo de forehand.

Boas Raquetadas!!!