.: LRT - Temporada 2019 - Tatuí Tênis :.

RODOLFO RASMUSEN


Atualizado: 22 de Novembro de 2018


Consultor em Psicologia do Esporte com atletas juvenis e profissionais de diversas modalidades individuais e coletivas visando o acompanhamento de atletas com foco no aumento de performance a partir do manuseio e da potencialização das características psicológicas da modalidade.
A psicologia do esporte é uma especialidade da psicologia, e em linhas gerais, estuda o comportamento humano no contexto esportivo. Seu principal objetivo é otimizar o desempenho do atleta, visando sempre seu bem-estar psicológico. Além de beneficiar atletas de alto rendimento, os conhecimentos da ciência irão beneficiar também pessoas que praticam atividades físicas em geral, sem fins competitivos.

Décadas de estudos científicos comprovam que algumas variáveis como motivação, concentração, ansiedade pré-competitiva, coesão de grupo, entre outras, interferem no desempenho do atleta. Se um atleta consegue atingir uma meta, ele prova que tem as habilidades físicas para tal, mas por que isso não acontece sempre? Por exemplo, se um jogador de futebol bate um pênalti bem uma vez, porque ele não bate o pênalti bem todas as vezes?

O papel deste profissional depende do contexto em que ele trabalha. Ou seja, depende se seu cliente é um(a) atleta buscando melhorar seu desempenho de alto nível ou se é praticante de atividade física buscando bem-estar, saúde e lazer. No contexto de alto nível, o psicólogo do esporte tem o papel de ajudar indivíduos a encontrarem o estado mental que possibilite seu melhor desempenho, principalmente em nível de formação de jovens e futuros atletas onde nem sempre há uma instrumentalização emocional necessária para enfrentar o esporte de alto rendimento.

Quando se fala em Psicologia, em um acompanhamento de um psicólogo, logo imaginamos o contexto de um consultório. O trabalho do psicólogo do esporte é um pouco diferente do psicólogo clínico, ele irá acompanhar o atleta no seu dia a dia, durante o período de treinamento e competição e o foco principal é o desempenho.

A psicologia do esporte também vai auxiliar no entendimento de fenômenos psicológicos que ocorrem com atletas, como por exemplo a sensação de euforia denominada clímax do corredor, o vício em exercício físico, e até mesmo a pausa pós-reforço, experimentada após o término de uma prova ou competição importante.

Um dos olhares do psicólogo do esporte é a percepção do atleta de si mesmo, sendo estimulado para discriminar o que está acontecendo com seu corpo, com seus músculos, articulações e tendões, bem como, de outros órgãos que estão envolvidos com a execução do movimento.

Outro fator psicológico importante e fundamental é a concentração visando ensinar o atleta a focalizar a atenção naquilo que é relevante no momento do treino e de sua competição.

Um dos suportes principais também é o emocional, proporcionando condições para lidar com as cobranças, expectativas, competitividade, ansiedades, derrotas e vitórias e as consequências socioeconômicas que isso pode trazer para a vida do atleta.

Devido a todas estas interferências no mundo do atleta e que muitas vezes afetam seu rendimento e o alcance de seus objetivos em seu dia a dia, as metas, a visualização positiva da conquista e a rotina de treinos são muito importantes. Portanto, trace metas, acredite na conquista e leve à sério seus treinos.
Eles são um dos menores equipamentos da prática do tênis (se não me falha a memória, só perdem dos "bate forte" ou string savers), mas nem por isso são deixados em segundo plano. Pessoalmente, já testemunhei inúmeras discussões sobre sua eficácia e o assunto tem sempre um toque de polêmica. Estou falando dos antivibradores, que são peças de silicone ou borracha que ficam acoplados na parte inferior do encordoamento da raquete. Suas funções conheceremos a seguir.

Antes de opinar sobre sua eficiência e quanta diferença pode fazer, precisamos conhecer o equipamento tecnicamente. Os antivibradores fazem parte de todos os catálogos das grandes empresas de artigos para tênis, podem ser produzidos de formas menores (normalmente os mais fáceis de escapar) ou em formato comprido, que além de estar em contato com mais cordas, são mais difíceis de escapar. Se isso vier a acontecer, será também mais fácil de achá-lo!

Normalmente, os antivibradores menores são de materiais mais simples, como borracha (são aqueles famosos logos dos fabricantes). Já os mais compridos geralmente são de silicone, material que se mostra muito mais eficiente em termos de eliminar as vibrações, lembrando que cada marca apresenta uma particularidade em seus modelos, sejam elas diferenças na hora de prendê-lo ou materiais extras que maximizam o efeito de eliminar a vibração (existem modelos que vêm com micro-esferas de quartzo em seu interior).

Onde usá-lo? Qualquer golpe no tênis tende a gerar uma vibração, vibração essa que, eventualmente, pode até chegar ao cotovelo/ombro do jogador, e pode ser minimizada com o encordoamento, antivibrador, tecnologias das raquetes e musculatura do braço, além do próprio movimento do tenista. Esses "filtros" normalmente reduzem a porcentagem de vibração a um nível que o nosso físico pode tolerar. E a vibração sempre desce, por isso, quanto mais baixo o antivibrador é colocado, melhor, ao contrário do que muitos tenistas fazem, colocando-o em cordas mais superiores. Obs: Em torneios oficiais não é permitido o uso do antivibrador acima da primeira corda.

Quais diferenças eles trazem? Ao usar um antivibrador, a primeira diferença que um tenista irá sentir é o som da batida, que fica mais "seco". Este é um dos principais pontos, pois eu, por exemplo, gosto de ouvir o som da batida, outros detestam. Mas isso é muito particular de cada jogador. No mais, no golpe propriamente dito, eles deixam também a batida mais seca e a consequência disso também varia de tenista para tenista, pois isso afeta o psicológico e cada um recebe de uma maneira. Falando da vibração, em si, o acessório ajuda, sim, a eliminar parte da vibração da corda, mas prestem atenção: a vibração que pode chegar ao braço do tenista de maneira nociva é a causada pela raquete, ou seja, uma excelente corda e um ótimo antivibrador em uma raquete que vibra muito (normalmente as de alumínio/fusionadas, mas algumas raquetes tops de linha (principalmente as de maior controle, que têm uma área de batida muito restrita) não mudam este quadro.

Devo usá-lo? Particularmente, sou da opinião que os antivibradores fazem, sim, diferença, pois parto do princípio que, além dos tenistas amadores, alguns profissionais usam e outros não. Posso exemplificar: Djokovic, Nadal, Sampras e Agassi são alguns dos que usam. Por isso, acho vital que cada tenista faça ao menos alguns testes para saber na prática as diferenças que irão sentir e, a partir daí, chegar à conclusão de se deve ou não usar em suas raquetes. Conheço casos de tenistas que usam antivibrador em um determinado modelo, mas em outro, não, tamanha a peculiaridade que cada jogador, mais o seu equipamento, têm.

Conforme comentei acima, os antivibradores não "salvam" uma raquete que vibra muito, mas se você é aquele tenista que vive sofrendo com dores, principalmente de tennis elbow, ter uma raquete que não vibre, uma corda que proporcione conforto aliada com uma tensão adequada e um bom antivibrador, garanto que mal não fará, pelo contrário. O máximo que pode acontecer é somar maior conforto.

Grande abraço e até a próxima!
O esporte é um fenômeno que chama a atenção do indivíduo na sociedade contemporânea, e tem na escola e nos clubes seus grandes alicerces de formação. Um personagem fundamental nessa dinâmica são os pais que podem auxiliar ou prejudicar o desenvolvimento.

A realidade do tênis não é diferente, pais ingressam seus filhos e a partir daí a criança sofre toda a influência desse contexto em sua trajetória. A presença dos pais ou familiares tanto nas competições como treinamento do tênis, é de essencial importância. Porém quando os pais interferem tentando exercer outros papéis (técnico, preparador físico, agente, entre outros) -, além do nato, que poderia centrar-se em incentivar, motivar e apontar pontos positivos. Pode se drástico, frustrante para o atleta, e as consequências são inúmeras. Para Hanlon (1994), muitas vezes, os pais projetam seus sonhos em seus filhos, buscando suprir seus interesses próprios, ao invés de ajudar suas crianças a terem experiências alegres, seguras e de grande valor

É claro, que seja ou não o pai um desportista, ele tende a buscar o melhor para seu filho. O problema só se deflagra, quando uma determinada conduta passa despercebida, ou seja, de forma inconsciente, tanto em relação aos pais, quanto em relação às observações dos treinadores. Aspectos como estes, levam os pais a assumirem comportamentos que poderão representar aspectos positivos ou negativos na carreira de seus filhos. Gordillo (1992) ressalta que a influência dos pais, queira ou não, é importantíssima, e não tem porque interferir no trabalho do treinador ou ser negativa. Logo, precisamos compreender melhor essas relações e propor trabalhos de orientação e intervenção junto à família, que possa estabelecer uma relação adequada e propiciar um ambiente ótimo para o desenvolvimento da carreira esportiva do atleta.

Para Rayon (1997), ser no tênis um bom pai é uma tarefa árdua. De repente, os pais se encontram, projetados no meio do mundo do tênis com suas complexidades. O tênis já é um esporte cruel quanto à cobrança psicológica que é exercida sobre o atleta simplesmente pelos fatores casuais do jogo. Na criança e no adolescente essa cobrança pode ser muito maior.
Pais são essenciais para que filhos pratiquem atividade física
Hellstadt (1987) aborda o comportamento e envolvimento dos pais no esporte, através da divisão de grupos, ordenada do sub envolvimento, passando para o envolvimento moderado (zona adequada) até o envolvimento excessivo, ou super envolvimento, e os classifica da seguinte forma:

Pais desinteressados: São os pais que transferem a responsabilidade de cuidar de seus filhos para o treinador. Eles inscrevem as crianças em programas esportivos, sem ao menos saber se o garoto gosta ou não daquela atividade.

Pais mal informados: São aqueles que permitem a prática esportiva de seus filhos a partir de uma primeira conversa, mas depois não se envolvem no processo de treinamento e competições. Nestes casos, não parece haver desinteresse por parte dos pais, mas uma incompreensão sobre a importância do seu papel frente a formação esportiva de seu filho.

Pais excitados: Este grupo refere-se aos pais que tendem a estar sempre colaborando como técnico. Frequentam aos treinamentos, se envolvem no processo de forma adequada. Entretanto, em jogos mais empolgantes, se excitam de forma exacerbada, dirigindo aos árbitros com frases ofensivas e acabam prejudicando todo o ambiente competitivo.

Pais fanáticos: Sem sombra de dúvidas, são os mais problemáticos. Independentemente de suas experiências no esporte, bem ou malsucedidos, eles criam um desejo comum, que seus filhos sejam os verdadeiros heróis no esporte. Nunca estão satisfeitos com o desempenho e sempre têm sugestões para melhoria deste e acabam interferindo em todo processo de preparação, cobram muito de seus filhos a ponto de gerar grandes pressões e falta de prazer pela prática de esportes.

Os pais “técnicos”: São, na maioria das vezes, os maiores responsáveis por atletas que não conseguem confiar no trabalho do treinador ao apontar constantemente os erros, resultando em jovens com autoestima baixa e alto nível de cobrança consigo. São resistentes e contestadores que se apoiam em leituras e vivências esportivas pessoais, fazem cursos, escutam tudo e criam seu próprio método. Para esse tipo de pai, duas notícias. Uma boa e outra ruim. A boa é que existem, sim, muitos casos de pais que administram, gerenciam e treinam seus próprios filhos. A ruim é que isso ocorre principalmente nos países europeus em que o relacionamento entre pais e filhos é menos caloroso e emotivo, e que na esmagadora maioria dos casos os “pais técnicos” já eram técnicos ou professores, antes de ter filhos.

Sendo assim, podemos sugerir aos pais de atletas de tênis, algumas dicas importantes, lembre se que antes de relação pai e atleta, a uma relação pai e filho, preze pelo bem-estar tanto sua quanto do seu filho, e não se esqueça que o aprendizado do tênis é um processo gradativo e que postergar fases de desenvolvimento do atleta pode gerar atrasos no futuro. Por fim escolha alguém capacitado a desenvolver quais sejam as funções direcionadas ao ensino e desenvolvimento do atleta.