Blog da Liga Regional de Tênis

Atualizado: 03 de Maio de 2019

Artigos:

* Seis golpes subestimados do tênis
* Conheça as três lesões mais comuns que acometem os punhos dos tenistas
* Entenda a contagem do placar no tênis
* Guia da cãibra: o que é, causas e dicas para evitá-la
* Como se preparar para uma partida?
* Tênis é um esporte incompleto?
* Saiba como aprimorar seu pensamento estratégico
* Entenda quais os benefícios que o tênis pode trazer ao seu filho
* Qual o papel dos pais no desenvolvimento do filho tenista?


Seis golpes subestimados do tênis

Marginalizados, eles podem fazer toda a diferença na hora de um jogo

O tênis é uma caixinha de surpresas. Mesmo os golpes subestimados podem fazer estrago no jogo contra os adversários. Neste texto de Peter Burwash, confira seis jogadas que podem te ajudar durante as partidas.

1. Backhand de uma mão

A maioria dos tenistas profissionais e também dos amadores hoje tem o backhand com duas mãos. Mas você estará cometendo um erro se não aprender a bater o backhand de uma mão. Todo mundo precisa, não importa se for para executar um drop-shot, um slice, mudar o ritmo ou - e isso é essencial - fazer um golpe defensivo quando se está na corrida. Se você precisa bater um backhand atrasado, deve batê-lo com uma mão (isso vai ajudar suas costas também).

Dica Rápida: Não se deixe enganar pelo rótulo do backhand de "uma mão": seu braço não dominante cumpre papel essencial nesse golpe também. Ele age como um guia durante a preparação e ainda para contrabalancear seu movimento.

2. Drop-shot e voleio deixada

O drop-shot é um golpe mais perigoso do que o voleio no circuito profissional atualmente e ele pode ser ainda mais efetivo entre os amadores. Para a maioria dos tenistas, é mais difícil andar para frente e para trás do que mover-se lateralmente. Boa parte dos jogadores tem aversão à rede, então seu drop-shot, mesmo que não ganhe o ponto diretamente, pode colocar seu oponente em uma posição ruim. Nas duplas, o voleio deixada tem benefícios semelhantes. Hoje é raro enfrentar uma equipe cujos dois tenistas ficam na rede, então o drop-volley pode forçar o jogador da base a correr e talvez exagerar ou levantar a bola, dando a chance de você ou seu parceiro matar o ponto com um voleio fácil. É preciso disfarçar as deixadinhas. Se você executou algumas com sucesso, prepare sua raquete como se fosse fazer isso de novo e então empurre a bola no fundo da quadra com efeito slice. Se seu adversário cair na disfarce e começar a se mover para a frente, ele terá problema para chegar na posição ideal para golpear a bola.

Dica Rápida: Abra a cabeça da raquete no drop-shot e bata a bola alguns palmos acima da rede. Isso vai assegurar o efeito do golpe e também reduzir o risco de jogar a bola na rede, o erro mais comum das deixadinhas.

3. Saque no corpo

O saque no corpo fez um breve retorno ao circuito profissional, pois Rafael Nadal usa isso muito bem. Porém, entre os profissionais, esse é um golpe arriscado, pois eles se movem muito bem. A menos que o sacador acerte no lugar perfeito, é fácil para um profissional dar um passo para o lado e devolver com seu golpe favorito. Contudo, esse não é o caso entre os amadores. Se você consegue sacar forte, chapado ou slice, na direção do corpo, não encontrará muitas pessoas que consigam sair do caminho da bola. Todo mundo gosta de sacar aces e é excitante quando se dá um saque quique e você vê seu adversário ser jogado para fora da linha de duplas. No entanto, o saque no corpo é mais fácil de executar e tão efetivo quanto os outros, algumas vezes até mais eficiente. Você vai bater a bola sobre o meio da rede, que é mais baixa, e dará poucos e óbvios ângulos para a resposta do oponente. E a devolução sempre será fraca, a não ser que ele seja excepcionalmente rápido. Você provavelmente terá de executar outro golpe depois do saque, mas deve ser um golpe que você ficará feliz em bater.

Dica Rápida: O saque slice é particularmente eficiente como saque no corpo no lado do iguais (ou, se você for canhoto, no lado da vantagem). Se mirar na linha do meio, seu saque parecerá que está endereçado para a esquerda do seu adversário e então vai direto para o corpo.

4. Devolução funda

No que você pensa quando devolve um saque? Talvez seja: "Quero bater a bola no backhand dele, pois é mais fraco", ou "Ela errou três forehands seguidos, então vou nessa direção". Não é ruim pensar assim, mas não ignore o aspecto mais importante das suas devoluções: a profundidade. A prova infalível disso é quando você mesmo saca. Quão desconfortável você se sente quando seu adversário devolve a bola a poucos centímetros da linha de base, ou mesmo perto de você? Supõe-se que o sacador esteja na ofensiva; uma devolução funda o coloca na defensiva, o que é desconfortável. Então, na próxima vez que estiver jogando, pense em profundidade, mais do que em colocação. Há uma exceção: caso você esteja jogando contra um tenista de saque-e-voleio. Nesse caso, pense em altura (bolas baixas) em vez de profundidade, para que seu oponente tenha que se ajoelhar para executar um difícil primeiro voleio

Dica Rápida: Está tudo bem em usar uma preparação mais abreviada na devolução do saque, pois há pouco tempo para qualquer coisa. Não há razão, contudo, para diminuir sua terminação. Estenda o braço através da bola e você vai bater devoluções com grande profundidade.

5. Balão

Qual o golpe com que Roger Federer teve mais dificuldade em sua carreira? O backhand alto, especialmente quando a bola vem com muito spin e profundidade, como o forehand que o Nadal geralmente produz. Há apenas um Nadal, no entanto, jogadores comuns podem aprender algo com seu golpe e pensar mais na altura de seus golpes em vez de ritmo. É extremamente difícil fazer algo de produtivo contra uma bola alta e funda. Bata uma dessas bolas altas no meio e veja seu adversário sofrer para criar um ângulo. Bata ela perto da linha lateral e é uma garantia de que seu oponente vai jogar uma bola no meio da quadra. O "balão" pode ser um ótimo golpe de approach, e não só porque é complicado para seu adversário fazer uma passada diante de bolas altas. "Balões" também podem lhe dar mais tempo de chegar na rede enquanto jogam seu oponente para trás. Essa é uma combinação vencedora.

Dica Rápida: Para bater fundo e alto, você precisa deixar a cabeça da raquete cair abaixo do nível da bola. Se você fizer o movimento de baixo para cima e bater com topspin, pode golpear a bola bem alto sem qualquer medo de que ela caia fora da quadra adversária.

6. Slice de forehand

Também conhecido como forehand com backspin, o que teoricamente é mais certo, pois o slice implica em efeito da esquerda para a direita. Esse golpe costumava ter um grande papel no circuito profissional. Hoje, só se vê quando um jogador está correndo desesperado atrás da bola e tenta alcançá-la quase como em um golpe de squash. O jogo amador tende a imitar o profissional, então atualmente você vê quase todos os tenistas amadores bater com apoio aberto e tentando colocar muito topspin nos golpes. Eles deveriam reconsiderar o slice de forehand, pois, com isso, podem colher bons frutos. Você deve usar o forehand com backspin para mudar o ritmo do rali, ou quebrar o timing de um adversário que gosta de ficar trocando bolas com topspin.

Isso também serve com um ótimo approach, especialmente na paralela. O slice de forehand é mais fácil de posicionar do que o topspin. Incorpore-o em seu jogo e você verá quanto problema ele pode causar, especialmente contra jogadores que gostam de potência ou que pegam a bola na subida.

Dica Rápida: Disfarce esse golpe essencial. Aprenda a levar sua raquete para trás como faria em um forehand com topspin e então ajuste sua empunhadura e seu movimento no último segundo. Quando menos telegrafar o golpe, mais eficiente ele será.

Fonte: https://revistatenis.uol.com.br/artigo/seis-golpes-subestimados-no-tenis_8649.html



Conheça as três lesões mais comuns que acometem os punhos dos tenistas

Mantenha esta parte essencial do corpo funcionando corretamente

Uma lesão no pulso pode arruinar seu jogo por meses. Jogadores ansiosos, que mesmo estando machucados insistem em jogar, acabam agravando ainda mais o problema, afirma o Dr. Steven Beldner, médio especialista em cirurgias de punho do Beth Israel Hospital, em Nova York. Abaixo, o Dr. Beldner identifica as três lesões de punho mais comuns em tenistas e a melhor maneira de prevenir ou tratá-las.

Lesão na fibrocartilagem triangular

Afeta o lado ulnar do punho (o lado do dedo mindinho). Os tecidos moles do punho atuam em conjunto para estabilizar a articulação. Uma lesão pode causar mais do que uma distensão.

"Você pode não perceber quando o estrago for feito", afirma Dr. Beldner. "A lesão vai se desenvolvendo por excesso de uso da mão, e também pode ser vista na mão não dominante por conta do backhand de duas mãos".

Geralmente ocorre por conta da empunhadura Western, que força o punho para o topspin e acaba girando-o de maneira desfavorável.

Tratamento: Na maioria das vezes, descanso e apenas uma tala já irão ajudar a curar a lesão. Outras vezes, é necessário dar injeção de cortisona, para diminuir o inchaço.

Lesão no gancho do hamato

O hamato é um pequeno osso que fica no lado de fora (mesmo do dedo mindinho) do punho. Ele tem a forma de um gancho, que se projeta para fora, e por isso é mais suscetível a fraturas.

"A ponta da raquete se apóia neste osso e, ao longo do tempo, pode causar uma fadiga óssea por stress ou até mesmo uma fratura completa", explica Dr. Beldner. "É uma lesão por excesso de uso que também pode acontecer por conta de quedas. Meu conselho é aprimorar o footwork e o equilíbrio e manter as bolas que não estão em jogo fora da quadra".

Prevenção: "Mexa o punho tanto quanto possível, para mantê-lo flexível. Se sentir um desconforto, use um protetor de punho", aconselha Dr. Beldner. "Se você sentir uma dor crônica no pulso, isso provavelmente está relacionado com o seu grip. Tentar jogar apesar da dor não é a solução. Isso só vai agravar o problema".

Tendinite no punho

A Síndrome de Quervain é uma inflamação dos dois tendões do polegar que causa a compressão destes. É mais comum em mulheres e geralmente é provocada por movimentos contínuos da empunhadura. Já a tendinite ECU é uma inflamação no tendão extensor ulnar do carpo causada principalmente por movimentos que flexionam a mão para trás.

Tratamento: Assim como outras lesões desse tipo, Dr. Beldner sugere o método do descanso, gelo, compressão e elevação (RICE, em inglês), além de uma tala para manter o punho imóvel. Ele também aconselha o jogador a tomar alguns anti-inflamatórios. "Depois de cinco ou sete dias, faça compressas de água quente na região, pois isso fará aumentar a circulação de sangue e deve ajudar a limpar o organismo das substâncias causadoras da inflamação".

Casos mais graves podem necessitar injeção de cortisona ou até mesmo cirurgia para reparar o tendão e seu revestimento. "Cerca de 80% das tendinites se encaixam nestes dois tipos explicados acima, e a maioria delas não precisa de cirurgia", finaliza Dr. Beldner.

Fonte: https://revistatenis.uol.com.br/artigo/conheca-as-tres-lesoes-mais-comuns-no-punho_6588.html



Entenda a contagem do placar no tênis

15, 30, 40. A contagem no tênis é mais simples do que parece

Muitos que tem o primeiro contato com o tênis às vezes se sentem um pouco perdidos para acompanhar os placares dos jogos. Se esse é o seu caso, calma. Não é tão difícil quanto parece. Então, vamos explicar desde o começo.

A partidas de tênis são divididas em pontos, games e sets. Quando um jogador vence quatro pontos, ele ganha um game. Quando ele vence seis games, ele ganha o set. Simples? Simples. Agora duas complicações:

1- Caso cada um dos tenistas faça três pontos no mesmo game, é preciso que um deles vença dois pontos para definir o ganhador do game.

2- Caso ambos os tenistas cheguem a seis games (sem que nenhum deles abra dois games de diferença para o adversário), joga-se um tiebreak, ou desempate. Aí, quem vencer sete pontos (sempre pensando que é preciso estar, no mínimo, a dois de vantagem do oponente para vencer), ganha o set.

Enfim, se for um jogo comum do circuito ATP, em melhor de três sets, quem vencer dois sets, ganha. Se for uma partida masculina de Grand Slam, em melhor de cinco sets, quem vence três, ganha. Um detalhe: em alguns Grand Slams (como Australian Open, Wimbledon e Roland Garros), caso os tenistas empatem em dois sets, o último set não tem tiebreak, ou seja, eles ficam jogando até alguém abrir dois games de vantagem.

Por que 15, 30, 40?

Uma das coisas que mais intriga quem nunca viu tênis são os números da contagem dos games. Contudo, é muito mais simples do que parece. Se você faz o primeiro ponto do game, tem 15 a 0. Se faz o segundo, 30 a 0. O terceiro, 40 a 0. Se fizer mais um, fecha o game. De onde veio 15, 30, 40? Do relógio. Mas então não seria 45 ao invés de 40? Sim, mas, seguramente, com o passar do tempo, as pessoas adotaram 40, pois seria mais fácil de dizer do que 45. Ou seja, abreviaram.

E quando dois tenistas empatam em 40? Como explicado antes, um deles terá de vencer dois pontos para ganhar o game. No caso de empate em 40, geralmente diz-se 40 iguais, ou somente iguais. Caso o sacador faça o ponto seguinte, diz-se "Vantagem a favor". A favor de quem? Do sacador. Se quem ganha o ponto seguinte é o recebedor, diz-se: "Vantagem contra". Contra quem? O sacador.

Aliás, todos os pontos são "cantados" em relação ao sacador. Então, se você estiver sacando e fizer o primeiro ponto, diz-se: 15 a 0, ou 15/0. Se quem fez o ponto foi o adversário que está recebendo, diz-se: 0 a 15, ou 0/15. Da mesma maneira em relação aos games. Caso você esteja sacando e esteja perdendo por 3 games a 2, dirá: 2 a 3, ou 2/3

Contagem de placar em jogos de duplas

Atualmente, os jogos de duplas da ATP possuem um formato de contagem um pouco diferente do convencional. São dois os pontos divergentes:

1- Quando as duas duplas estão empatadas em 40 em um game, a dupla que está recebendo o saque escolhe o jogador receberá. Aí, quem fizer esse ponto ganha o game.

2- Caso as duplas empatem em 1 set a 1, joga-se - ao invés de um novo set - um match-tiebreak, que nada mais é do que um tiebreak até 10 pontos. A parceria que fizer 10 primeiro (sempre com dois de vantagem), ganha a partida.

Fonte: https://revistatenis.uol.com.br/artigo/conte-certo_6024.html



Guia da cãibra: o que é, causas e dicas para evitá-la

Está indo tudo bem na prova ou no treino, ritmo encaixado. De repente, uma dor intensa na panturrilha impede que você raciocine e continue a corrida. A cãibra é um desconforto que muita gente já enfrentou em algum momento, e divide opiniões entre os especialistas em relação à sua origem e tratamento. Definida por ser uma contração contínua involuntária da musculatura, a cãibra é uma dor paralisante, que pode durar por segundos ou até mesmo minutos.

O que fazer no período da dor e como preveni-la? Para Diego Leite de Barros, fisiologista do esporte do HCor e diretor da DLB Assessoria Esportiva, a cãibra é um fenômeno multifatorial, porque não há uma única causa para sua explicação.

“A desidratação proveniente do desgaste físico, o encurtamento muscular que ocorre quando o corredor tem pouca amplitude de movimento, e a falta de nutrientes, como o sódio e o potássio, são os principais fatores para o aparecimento da cãibra”, alerta.

De imediato, não existe nenhuma medida que melhore completamente a cãibra. “Para amenizar as dores insuportáveis, é preciso que o corredor relaxe a musculatura”, recomenda o fisiologista. “Depois de superar a dor, o atleta pode aplicar técnicas de massagens ou colocar gelo na região para agilizar o processo de recuperação”, completa.

Dicas para evitar a cãibra

Respeite seu limite: Uma das estratégias para evitar esse fenômeno é aprender a respeitar o próprio corpo. “É importante lembrar que o excesso nunca é saudável. Além de gerar a desidratação do corpo, também pode ser uma das causas para ter cãibras.”, alerta Barros.

Alongamento: Para evitar o encurtamento muscular, invista nos alongamentos. “Focando algumas aulas específicas, é possível ganhar amplitude muscular sem sobrecarregar determinado músculo”, explica Barros.

Preparação: Principalmente para os corredores de longas distâncias, a preparação é essencial para um bom desempenho. Nela, a hidratação e alimentação são alguns dos requisitos. “Todo corredor faz uma estratégia de hidratação e alimentação para antes, durante e depois da corrida. É importante valorizar os principais períodos da prova que ela deve ser reforçada”, justifica o fisiologista.

Consumir alimentos ricos em minerais, potássio, magnésio e cálcio são estratégias utilizadas para promover a reposição desses nutrientes perdidos durante a atividade física. Banana, castanha do Pará, aveia, granola e brócolis são algumas das opções.

Fonte: https://www.educacaofisica.com.br/blogs/blog-esportes/guia-da-caibra-o-que-e-causas-e-dicas-para-evita-la/



Como se preparar para uma partida?

Conheça a importância deste tipo de raciocínio e o aperfeiçoe para ganhar mais - Por André Sá

Você sabe como é a preparação de um tenista profissional para um partida? Ela não começa no dia da disputa, mas na noite anterior ao jogo, logo depois dos treinos físicos e técnicos. A preparação se inicia com um bom jantar, cheio de carboidratos, muito líquido e uma boa conversa com seu treinador sobre a tática que vai usar.

Na manhã do jogo, você deve acordar no mínimo três horas antes da partida para dar bastante tempo para o corpo acordar. Depois, vá para o aquecimento. Quando possível, se for jogar contra um tenista canhoto, é bom aquecer com um canhoto para já se acostumar com o estilo de jogo, por exemplo. Durante o aquecimento, que dura de 30 a 45 minutos, o jogador aquece bem solto, sem se esforçar muito, só uma suada para o corpo entrar em giro. Talvez gaste cinco minutos a mais em um golpe que vai ser importante dentro da sua tática.


Depois do aquecimento é muito importante um banho morno para relaxar o corpo e deixá-lo totalmente ligado para o jogo. Em seguida, é hora de comer algo leve e se preparar mentalmente para o embate. Geralmente, fica-se no vestiário arrumando os grips das raquetes e pensando na estratégia.

Claro que essa rotina varia de jogador para jogador, mas eu gosto de escutar música e ficar pensando nas jogadas que preciso fazer para ganhar. Nesse momento, é importante não pensar em nada além da partida, para entrar com o foco total no jogo. E, por isso, a música me ajuda, ela lhe deixa no seu mundo, animando e também evitando que muitas pessoas venham falar com você, o que tira sua concentração.

Durante a espera para entrar em quadra – que pode demorar dependendo do que acontece no jogo anterior –, há conversas rápidas com o treinador para relembrar alguns pontos fundamentais da estratégia. Aí, quando o jogo anterior está acabando, é hora de aquecer um pouco mais, geralmente com borracha para os braços e piques curtos para ativar as pernas.

Nas duplas, o aquecimento é quase igual. As únicas coisas que mudam são a conversa com seu parceiro (como ele está para o jogo e se a tática está clara para ambos os jogadores) e a cor da roupa que vamos usar, pois, por regra, tem que ser shorts da mesma cor e camisa praticamente da mesma cor para os dois.

Em uma nota pessoal, antes de entrar em quadra, eu vou ao banheiro, me olho no espelho e digo: “Acredita em você” e faço cara de mau (risos).

Obviamente que isso é uma visão geral do que um tenista costuma fazer antes de seu jogo, pois cada pessoa possui suas manias (algumas bem peculiares, mas faz parte da superstição às vezes) e suas rotinas especificas. Porém, em linhas gerais, ao tomar essas atitudes, você estará bem preparado para o jogo.

Fonte: http://revistatenis.uol.com.br/artigo/como-se-preparar-para-uma-partida_6996.html



Tênis é um esporte incompleto?

O tênis é um esporte incompleto, que desenvolve apenas os braços!” É possível que essa afirmação seja ou já tenha sido uma verdade para você, e com certeza é uma crença de muitos que desconhecem o esporte, e até mesmo de alguns tenistas menos atentos às características do jogo. Isso até faz sentido se analisarmos isoladamente apenas as muitas rebatidas que um tenista faz durante uma partida.

Entretanto, não podemos nos esquecer que, antes de rebater a bola, o tenista precisa perceber aonde a bola está indo, tomar uma decisão sobre o que irá fazer, se movimentar até o local da rebatida e organizar seu corpo. Após rebater, ele precisa analisar o resultado de seu golpe e se reposicionar na quadra para que logo em seguida recomece todo o processo novamente, três, quatro vezes por ponto, totalizando cerca de 500 idas e vindas em uma partida.

Não à toa, o tênis é considerado uma das modalidades mais completas que há, exigindo e desenvolvendo não só a habilidade de rebater como também a coordenação motora, a força, a velocidade, a concentração, a capacidade de decisão, a capacidade estratégica, o ritmo, a rapidez e muito, muito mais!

* Para deixar mais claro o que estamos falando, você sabia que a partida mais longa da história do tênis teve a duração de 11 horas e 5 minutos? Esse jogo, disputado ao longo de três dias, aconteceu no torneio de Wimbledon, em 2010. A vitória foi de John Isner sobre Nicolas Mahut. Haja força física e mental para suportar essa batalha! Em contrapartida a esta maratona, o jogo mais rápido durou apenas 23 minutos. O torneio de Wimbledon mais uma vez foi a casa desse recorde, em 1922, durante a final feminina entre Suzanne Lenglen (vencedora) e Molla Mallory.

* Olhando outro aspecto do jogo, o saque, conseguimos perceber mais uma habilidade intrínseca ao tênis. Entre as mulheres, o saque mais rápido chegou a 210 km/h, responsabilidade da alemã Sabine Lisicki. Entre os homens, o número é ainda mais assustador, o australiano Sam Groth, em 2012, conseguiu a incrível marca de 263 km/h, durante um torneio da série Challenger na Coreia do Sul. Para se conseguir saques tão velozes, é necessário muita coordenação e velocidade, pois, ao contrário do que muitos pensam, as pernas são fundamentais para a potência do saque.

* Por falar nisso, outra curiosidade é a distância percorrida pelos tenistas durante uma partida. Durante o Austrália Open de 2015, o espanhol Rafael Nadal percorreu uma média de 3 km por jogo, número não tão distante de outro espanhol, David Ferrer, que percorreu uma média de 4 km. O contraste fica por conta do sérvio Novak Djokovic, atual número um do mundo, que percorreu a média de apenas 1,5 km por partida. Essas diferenças se devem ao fato de os jogadores possuírem estilos de jogo diferentes; Nadal e Ferrer jogam de forma menos agressiva e se posicionam mais longe da linha de fundo da quadra, se comparados com Djokovic.

Poderíamos descrever outros curiosos casos que mostram a complexidade física do jogo do tênis, porém nem sempre o jogador mais rápido e com melhores golpes ganha o jogo. É possível compensar possíveis deficiências técnicas com inteligência tática, persistência, coragem e outras qualidades, sejam mentais ou técnicas. Tão importante quanto ser um atleta exterior (físico) é ser um bom atleta interior (psicológico), ainda mais no tênis profissional moderno.

Analisando os dez melhores do ranking, por exemplo, é difícil identificar um ponto fraco. Você até pode encontrar pontos a melhorar, porém dificilmente encontrará “buracos” em seu jogo. Avaliando o ranking dos jogadores profissionais, observamos que eles também estão cada vez mais rápidos, consistentes e completos.

Sim, jogar tênis, em qualquer nível, te garante a necessidade de desenvolver muitas qualidades físicas, e só por isso o tênis já seria sensacional, porém a verdade é que, muitas vezes, talvez na maioria delas, os jogos não são decididos pelas qualidades físicas dos tenistas, mas sim pelas boas decisões e pela coragem de se fazer a coisa certa nos momentos mais difíceis.


Será que ainda está achando que tênis é bom apenas para os braços? Jogar tênis é excelente para o corpo e para mente e, o mais legal, pode ser jogado dos 4 aos 100 anos.

Fonte: http://www.tenismais.com.br/tenis-esporte-completo-ou-nao/



Saiba como aprimorar seu pensamento estratégico

Conheça a importância deste tipo de raciocínio e o aperfeiçoe para ganhar mais

"Seu eu sacar na esquerda, que é o ponto fraco do meu adversário, terei mais chances de vencer o ponto, pois ele devolverá uma bola mais defensiva e poderei tomar o controle do ponto".
"Se eu conseguir abaixar bem a bola na direita da minha adversária, que empunha a raquete com pegada muito extrema, causarei mais dificuldade e ela acabará errando ou encurtando a bola".
"Se eu fizer meu adversário fazer contato com a bola durante a corrida, terei mais chances de sucesso, porque ele é muito ruim neste fundamento".
Os exemplos acima são apenas para ilustrar o que pode passar na cabeça de um tenista que pensa estrategicamente e não somente entra na quadra achando que tênis é um esporte de "bater na bola".


Estratégia vem do termo em latim "strategia" que significa: "a arte de planejar e executar movimentos e operações de tropas". Se a Olimpíada foi criada na Grécia como uma tentativa de evitar que as cidades entrassem em guerras para medir forças, dá para entender como o esporte, desde sempre, usou e usa até hoje termos militares em seu vocabulário cotidiano. O que importa para este artigo é estudar os movimentos do adversário, seu estilo de jogo, pontos fortes e fracos - o que já tem sido apregoado por todos os bons treinadores do mundo das raquetes.
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O que talvez o leitor não saiba é que determinar uma estratégia de ação depende da capacidade mental de pensar hipoteticamente ("se isto, então aquilo; se aquilo, então isso"). As pessoas podem usar sua imaginação ou pensamento abstrato para visualizar ações e suas consequências. Jean Piaget, biólogo suíço que influenciou gerações de psicólogos e pedagogos aprofundando seus estudos sobre o desenvolvimento do pensamento humano, afirma que as crianças desenvolvem essa capacidade por volta de 10, 11 anos.

A maneira como o jogo de tênis é ensinado para crianças e adultos pode facilitar ou dificultar o desenvolvimento dessa capacidade. Ao participar de aulas em que a metodologia de descobrimento guiado é utilizada, o jogador reflete sobre a prática e sobre as escolhas táticas e suas consequências desde o início - o que contribui para a compreensão mais ampla do jogo. Os praticantes estarão envolvidos integralmente com a modalidade, com o corpo e com a mente.

O contrário disso são pessoas que ainda aprendem apenas pela pura repetição mecânica dos gestos esportivos, sem reflexão. Estas poderão até desenvolver movimentos "perfeitos", mas perderão de adversários mais "espertos", com visão tática do jogo, mesmo que com golpes "feios" ou técnica limitada. Qualquer tenista que se preze já presenciou uma cena dessas, em que um tenista que joga "feio" vence outro que joga "bonito", mas não possui conhecimento tático algum.

O pensamento hipotético é fundamental para que você planeje um esquema tático geral para ser usado contra um adversário específico, para que você possa planejar seu calendário de competições, para que você escolha jogar agressiva ou conservadoramente no tie break, seguindo o que você faz de melhor. Enfim, para cada passo de sua jornada competitiva.

Esse pensamento ocupa a mente do Tenista com "T" maiúsculo durante toda a partida. É nisso em que ele se concentra: como vencer, como resolver cada problema que o adversário lhe apresenta.

Faça fácil:

1- Sempre que puder, estude o jogo do adversário antecipadamente. Grandes campeões assistem seus adversários em ação ao vivo ou em gravações. Anotam que o padrão de jogo eles possuem, quais as bolas que causam maior dificuldade etc. Caso não tenha tido oportunidade de estudar o adversário antecipadamente, use o bate-bola para isso, variando as bolas e percebendo como o oponente reage.

2- A partir do que foi visto, monte um padrão de jogo: o seu saque e mais uma ou duas bolas depois; e a partir da resposta do saque e mais uma ou duas bolas. Exemplo: sacar aberto e cruzar a primeira bola no ângulo; ou responder no fundo e no meio e, em seguida, atacar a esquerda etc.

3- Pratique esses padrões no treino. Por exemplo: o jogo só começa depois que você conseguir sacar aberto e cruzar a primeira bola.

4- Use as viradas de lado para reforçar seus padrões táticos mentalmente, visualizando as jogadas que estiverem funcionando; ou para mudá-los, caso esteja em larga desvantagem no placar. É muito mais fácil se "concentrar" com esse objetivo em mente: "Como vencerei fulana? Quais seus pontos fracos? Como poderei atacá-los? Como usar meus pontos fortes contra esta adversária?".

Ao manter o foco na estratégia, o resto do mundo desaparece e você e a bolinha tornam-se apenas um, e o jogo cumpre seu objetivo: trazê-lo para um mundo à parte e entretê-lo na realidade do dia-a-dia.

Fonte: http://revistatenis.uol.com.br/artigo/saiba-como-aprimorar-seu-pensamento-estrategico_3374.html



Entenda quais os benefícios que o tênis pode trazer ao seu filho

A vida esportiva dele é de sua responsabilidade, portanto, informe-se e saiba como agir

Este texto não está endereçado aos leitores que jogam regularmente e até participam de alguns torneios, cujos filhos também jogam, que não sabem perder, que xingam o adversário ou que “garfam” bolas. Não é desta falta de espírito esportivo que falamos aqui. Nesta missiva, quero conversar com aqueles pais que não praticam atividade física e/ou esportiva regularmente.



As razões da falta de vida esportiva na idade adulta podem ser várias. Muitas pessoas nunca tiveram a oportunidade de participar de aulas formais de esporte na infância; outras tiveram chance de praticá-lo na escola e foram discriminados pela falta de habilidade ou de assertividade, parando completamente de praticar atividades físicas na vida adulta. Alguns pais, ainda, simplesmente encontraram outra paixão que os deixaram mais felizes. Enfim, há muitos que não praticam esportes e que talvez não tenham a mais pálida ideia do que sua prática pode auxiliar na formação de uma criança. Bem, em parte sabem que o sedentarismo faz mal à saúde, aumenta a chance de distúrbios cardiovasculares, essas coisas.

Em 2016, com o estímulo dos Jogos Olímpicos sendo disputados no Brasil, por favor pais, escolham um esporte para seus filhos praticarem e amarem. As opções de modalidades olímpicas para acompanhar in loco ou pela televisão vão muito além do “quarteto de ferro” futebol, handebol, basquetebol e voleibol. Tem esgrima, badminton, golfe, salto com vara. Tem judô, ginástica artística, remo, corrida de revezamento. Tem ciclismo, arremesso de peso, polo e hóquei. Tem tênis, tênis, tênis, tênis.

Nas Olímpiadas, nosso time irá disputar as categorias simples (masculina e feminina) e duplas (masculinas, femininas e mistas). Para você, pai que não pratica atividade física, vai a informação de que o tênis é um esporte que foi criado para ser praticado por homens e mulheres conjuntamente, como o golfe e o críquete, nos quais também não há o contato físico direto. O tênis foi criado para o convívio, para criação e fortalecimento de relacionamentos entre as pessoas. Jogo justo, honra e camaradagem estão em seu DNA.

Vantagens do tênis

Ao mesmo tempo, o campo é grande, a bola é pequena e, para complicar, existe entre o atleta e a bola uma raquete que, mesmo em tempos modernos de raquetes mais leves e adaptadas às crianças, é um desafio a ser superado. A bola chega a ser disparada a mais de 200 km/h, o que faz do tênis um esporte excelente para o desenvolvimento do tempo de reação, da coordenação e da agilidade. As partidas podem durar mais de duas horas, nas quais os atletas realizam inúmeros piques curtos, o que exige deles ao mesmo tempo potência e resistência.

Nas disputas individuais, o atleta não pode receber instruções de seu treinador. Os desafios táticos e a solução dos problemas apresentados pelo adversário exigem do tenista concentração constante. A exposição do atleta na arena é total: acertos, erros, frustrações e reviravoltas espetaculares acontecem na frente de todo mundo, como se o jogo fosse uma jornada heroica dos contos de fada, tendo o tenista como o grande personagem. Se isso parece assustador na hora de escolher um esporte para o seu filho, imagine como todas essas aventuras poderão fortalecê-lo para lidar com os desafios da vida no futuro.

O tênis é um esporte individual, que pode ser bastante útil caso seu filho tenha tido uma experiência ruim com os esportes coletivos. Mas, ao mesmo tempo, para praticar, o tenista precisa sempre de um companheiro para trocar bolas, o que necessariamente o envolverá numa alternância de situações cooperativas e competitivas. Para as crianças com espírito mais coletivo, as duplas e as disputas por equipe são possibilidades reais, ainda mais com a inspiração dos nossos duplistas, Bruno Soares e Marcelo Melo – este no topo do ranking de duplas.

O tênis profissional é disputado em forma de um circuito durante o ano todo, com disputas válidas pelo ranking em todos os continentes do planeta. Isso obriga o tenista a viajar muito, cuidar de suas malas, achar um lugar para treinar, ter disciplina para se alimentar e dormir fora de casa. Os torneios federados infanto-juvenis seguem o mesmo sistema, o que potencialmente desenvolve a disciplina, a responsabilidade e a autonomia numa idade bastante tenra. Conhecer outros clubes, outras culturas, falar outras línguas, brincar com os diferentes sotaques dentro do Brasil, abre a cabeça do jovem para outras possibilidades de vida e aumenta a criatividade.

Futuro

Tudo isso sem falar no planejamento estratégico de longo prazo e no estabelecimento de metas. Uma carreira esportiva é planejada e avaliada com base no cumprimento de metas. Elas podem ser qualitativas – que golpes aprender, que competências emocionais adquirir, que capacidades físicas melhorar – ou quantitativas – quantos torneios disputar, que ranking atingir, em que prazos. Sim, primeiro experimentar o esporte, participar de gincanas, de festivais de jogos, de torneios dentro do próprio clube ou escola. Mas, se o “vírus do tênis” pegar, seu filho vivenciará o esporte com visão de processos no longo prazo. Bom ou não?

Os pais são fundamentais no primeiro estímulo para a prática esportiva. Sabemos como a vida nas grandes cidades está puxada, plena de responsabilidades, tarefas e horas perdidas no trânsito. Reconhecemos que os pais que acordam cedo no sábado para levarem seus filhos em disputas esportivas na escola ou no clube são verdadeiros heróis modernos. Mas, a participação de vocês é crucial para a educação de seus filhos. Sempre. E vale muito a pena o sacrifício.

As crianças infelizmente têm vivido mais enclausuradas do que nunca. O excesso de compromissos, a falta de segurança nas grandes cidades e os jogos eletrônicos têm tornado as crianças mais gordinhas e com menos tônus muscular. Muitas não conseguem nem sentar direito, não apenas pela postura viciada graças a muito estudo e manipulação de tablets, mas principalmente pela falta de atividade física. Nós, professores de Educação Física engajados no tênis, estamos extremamente preocupados. E, queridos pais, com ou sem espírito esportivo, contamos com vocês todos em 2016 para virarmos este jogo.

Em 2016, pai, escolha o tênis. Escolha a vida saudável ao ar livre.

Fonte: http://revistatenis.uol.com.br/artigo/entenda-quais-os-beneficios-que-o-tenis-pode-trazer-ao-seu-filho_13449.html



Qual o papel dos pais no desenvolvimento do filho tenista?

Dicas de como incentivar o tênis da forma correta na vida de seus filhos

A formação de um tenista engloba vários aspectos. Os principais dizem respeito à aprendizagem propriamente dita (técnica e tática do tênis), ao meio social e cultural no qual o tenista está inserido e às relações que são estabelecidas a partir da prática do tênis (relação do tenista com ele próprio, com a família, com o professor ou técnico e equipe, com o clube, estado e país onde vive; e ainda com o público).

Sabemos que o tênis está cada vez mais rápido e o jogador (profissional e amador) que conseguir maximizar o aproveitamento do tempo que tem desde quando a bola sai da raquete do seu adversário até que saia da sua, leva larga vantagem em uma partida. Os equipamentos têm uma grande contribuição nessa equação para que você possa ter mais ou menos sucesso, pois você poderá ter uma combinação de raquete/corda/tensão que poderá ajudar ou prejudicar com que use a força de seu adversário em um contra- ataque ou que possa imprimir com eficiência seu golpe mais agressivo, quando o adversário joga defensivamente.

A família é o primeiro grupo do qual a criança participa. É o núcleo que a aguarda com expectativas diversas. É fundamental que os pais tenham desejos com relação aos filhos, pois é isso que torna possível a formação dos vínculos afetivos.

Segundo a teoria do psicólogo Bruno Bettelheim, o objetivo básico de criar um filho é permitir que ele, em primeiro lugar, descubra quem quer ser e, depois, torne-se uma pessoa capaz de satisfazer-se consigo mesma e com sua maneira de viver. Deve ser capaz de fazer na vida o que lhe pareça importante, desejável e conveniente, de desenvolver relações construtivas, satisfatórias e mutuamente enriquecedoras com outras pessoas, e de suportar bem as pressões e as dificuldades que inevitavelmente encontrará durante a vida.

Assim sendo, vamos transpor isso para o universo do esporte. Os pais devem, de preferência, deixar que o próprio filho escolha o esporte que irá seguir. Vários esportes devem ser oferecidos e experimentados pela criança para que ela depois possa escolher o que mais gosta e se identifica. Mesmo que o pai seja tenista, não deve incutir no filho que o melhor esporte a fazer seja o tênis. É claro que o modelo pode ser seguido pela criança, mas nem sempre é. E é evidente também que todo pai se sente prestigiado e gosta quando o filho segue o seu caminho.



Seguindo os passos


No caso do filho optar pelo mesmo esporte do pai – o tênis, por exemplo – o genitor deverá ter alguns cuidados com comparações e cobranças e com expectativas e frustrações. Se o filho não seguir o pai no tênis, ele deverá mostrar interesse pela escolha do filho, apoiando e incentivando-o a crescer no esporte escolhido.

Vale lembrar que o tênis é um esporte individual, então, absolutamente tudo recai sobre o atleta. Ele é o único vencedor ou perdedor. Ele é aquele que recebe as glórias da vitória ou a culpa pela derrota. Ele é o agente ativo e passivo da história. Daí a importância em “pegar leve” com o tenista.

Dependendo da forma como foi educado, como foi criado, o tenista terá uma autocrítica muito grande e ninguém melhor que ele para sentir na pele a alegria ou a tristeza de um dia bem ou mal sucedido. Com certeza, a criança que observa os pais, vendo como fazem e reagem a situações de vida, quer seja exibindo ou reprimindo seus sentimentos, terá mais capacidade em lidar com as dificuldades e frustrações que a vida coloca.

Os pais dos jovens tenistas devem construir com o filho vínculos visando a alegria e a satisfação. O tênis, antes de tudo, deve ser um prazer, uma alegria. Se o tenista ama estar na quadra jogando, certamente seu desenvolvimento será melhor. Seu empenho em atingir um objetivo será maior e, consequentemente, seu êxito será maior também.

Como ajudar?

A partir disso, podemos pensar em alguns passos para os pais ajudarem seus filhos a se desenvolverem no tênis. São eles:

1- Cultivem o otimismo. Façam sempre com que o seu filho olhe o lado bom das situações, seja nos treinos, nos jogos de competição, nas vivências com outras pessoas, nas oportunidades criadas pelo esporte, como viajar, conhecer outros países, outras culturas, estudar fora, se profissionalizar, ganhar dinheiro jogando ou dando aulas ou administrando algo no tênis etc.

2- Evitem fazer comparações. Mostrem que cada um é bom em algo diferente. Ensinem a respeitar e aceitar as diferenças. Valorizem as qualidades de seus filhos, mas não deixem de apontar também as coisas passíveis de melhora. Seu filho pode não ser um campeão, mas é feliz jogando, aprende e cresce como pessoa no tênis.

3- Incentivem seus filhos a fazer amizades e cultivá-las. Mostrem a importância das parcerias. Um adversário que luta contra você com respeito pode se tornar um parceiro.

4-Ensinem seus filhos a praticarem a humildade e a espiritualidade. Desenvolvam com seu filho situações em que ocorra a discussão sobre a dimensão da vida. Nada é mais importante que a saúde e a paz de espírito. Jogar tênis é bom demais para ser vivido com sofrimento. Jogar tênis e ser tenista é uma alegria. É a possibilidade de ter experiências positivas para a vida toda.

5- Desenvolvam estratégias junto com seu filho para superar os momentos difíceis que podem ser uma derrota, a perda de um campeonato importante, uma lesão grave, uma mudança de técnico etc. Ajudem a superar o estresse, a tristeza e a frustração. Ajudem a superar e vencer a situação.

Aos filhos

Aos jovens tenistas sugiro que:

1- Valorizem demais a possibilidade criada e oferecida por seus pais de jogarem tênis. Aceitem suas opiniões. Conversem abertamente sobre o que está acontecendo nas aulas, nos jogos de torneios, com os amigos do tênis.

2-Aproveitem cada dia na quadra. Tirem o máximo de proveito de cada treino, de cada jogo, de cada viagem e, principalmente, de cada relação estabelecida a partir do tênis.

3-Não se deixem paralisar pelo passado. Um ponto, um game, um set ou um jogo. Tenham consciência daquilo que foi importante ou não. Reflitam sempre sobre o que precisam melhorar. Aprendam com as derrotas. Procurem jogar bem, dando o máximo de si. Joguem com paixão, com amor que os resultados virão.

4-Acreditem em vocês. Vocês podem alcançar o objetivo que desejarem. Lutem e persistam nos seus sonhos.

Fonte: http://revistatenis.uol.com.br/artigo/qual-o-papel-dos-pais-no-desenvolvimento-do-filho-tenista_13480.html