Artigos:

* RPG – Reeducação Postural Global
* Lesões em academias
* Boa Postura X Dor
* Pilates – Uma nova era na atividade física
* O que devemos saber sobre Hérnia de Disco
* A influência do aquecimento global na prática esportiva
* A escolha certa do seu calçado na prevenção de lesões
* Lesões Esportivas no Tênis
* Aquecimento, Alongamento, Desaquecimento, Desidratação e Alimentação

Graduado em Fisioterapia pela Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP; Pós-Graduado em Ortopedia e Traumatologia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP; Possui os Cursos de SPIRAL TAPING, BANDAGEM FUNCIONAL, MOBILIZAÇÃO ARTICULAR, ORTOPEDIA AQUÁTICA, RPG e PILATES; Já atuou como fisioterapeuta nos times de futebol e basquetebol profissionais do XV de Piracicaba. Em Campinas atuou pelo time de futebol profissional da Ponte Preta. Já em São Paulo atuou ao lado do fisioterapeuta do time de futebol profissional do Corinthians. Foi o pioneiro na região de Tatuí, em desenvolver o trabalho de fisioterapia dentro de uma academia. Atualmente possui uma Clínica situada na Rua 7 de setembro, 310, Bairro: Dr. Laurindo, na cidade de Tatuí-SP, CEP 18.271-590, onde atua nas áreas de ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA, POSTURA, NEUROLOGIA, RESPIRATÓRIA e RPG com atendimentos particular e convênio. Nesta mesma clínica possui um moderno e completo STUDIO DE PILATES, onde trabalha com reabilitação ortopédica e traumatológica, postura e condicionamento físico consciente e eficiente; aulas com super desconto para convênios.

Dr. João Vitor de Almeida



Atualizado: 25 de Março de 2018


RPG – Reeducação Postural Global

Philippe Souchard após estudos sobre cadeias musculares, juntamente com Françoise Mézière, ainda na França, titulou esses estudos como RPG – Reeducação Postural Global e trouxe o Método ao Brasil.

Este Método possui uma abordagem corretivo-preventiva, fundamentando-se na Biomecânica Moderna e na Neurofisiologia.

Partindo do sintoma para chegar até a causa de uma dor ou um problema no sistema músculo-esquelético, o Método RPG trata o indivíduo e não a doença, porque cada um de nós tem a sua própria resistência à agressão e sua própria maneira de reagir a ela, muitas vezes adotando padrões individuais para evitar uma dor ou um bloqueio.

O que nos mantém de pé, contra a gravidade, é a cadeia de músculos estáticos. Para exercer esta função antigravitacional, que requer um estado de contração parcial, os músculos estáticos têm um alto teor de tecido conjuntivo e um tônus elevado. Por isso eles tendem a se tornar hipertônicos, hipoflexíveis e encurtados, especialmente em casos de patologias ou estresse, podendo causar desvios em ossos e articulações.

Para produzir movimento, nós usamos a cadeia dos músculos dinâmicos, os quais apresentam menos tecido conjuntivo e baixo tônus. Daí a tendência a tornarem-se excessivamente flácidos e hipotônicos como, por exemplo, os músculos abdominais de pessoas sedentárias.

Podemos pensar em nosso corpo como um quebra cabeças, em que, se uma peça está fora do lugar, todo o conjunto se desequilibra.

O tratamento com RPG é realizado através de posturas estáticas, com o objetivo de atuar neste conjunto de cadeias musculares, de modo que os músculos estáticos sejam alongados, enquanto que os dinâmicos devem ser contraídos. Partindo da conseqüência até a causa do problema, buscando reencontrar a boa morfologia corporal e solucionando os problemas relacionados a ela. As posturas são feitas juntamente com exercícios respiratórios, no qual o paciente faz 80% do trabalho, seguido da orientação do fisioterapeuta. O tratamento pode durar de 3 meses a 2 anos, com uma sessão semanal de 50/60 minutos.

Este Método pode ser indicado sem limite de idade, para a maioria das patologias do sistema músculo-esquelético, agudas ou crônicas, com sintomas de dor ou não; como: escoliose, hiperlordose, hipercifose, hérnia de disco, torcicolo, lombalgia, cervicalgia, artrose, dores musculares, entre outros. Também se usa o RPG para a preparação para o parto e no Esporte.



Lesões em academias

A busca pelo corpo perfeito, muitas vezes influenciado pela mídia, tem elevado o número de praticantes de atividade física dentro das academias do mundo inteiro, as quais procuram desenvolver exercícios e atividades cada vez mais inovadoras para o tratamento do corpo, onde unem práticas aeróbias com pesos, aparelhos de última tecnologia e assim por diante. Porém, junto com estas inovações, cresce também o número de lesões ocasionadas por situações diversas, tais como má aplicação do exercício, falta de formação especializada na área e até mesmo a falta de estudos científicos sérios nos quais as atividades aplicadas possam estar embasadas.

Em exercícios aeróbios, por exemplo, modalidades de dança ou atividades aceleradas ao ritmo de música, 80% das lesões ocorrem nos membros inferiores. Entre estas, as pernas, incluindo a região tibial, panturrilha e tendão do calcâneo, são as regiões anatômicas mais freqüentemente lesionadas em todos os estudos já realizados sobre o tema. As aulas de ginástica aeróbica em academias estão atraindo um número cada vez maior de adeptos. Mas é importante que essas pessoas tomem alguns cuidados e providências para que os benefícios dessa atividade física sejam completos. Usar tênis macio e com boa palmilha amortecedora. Não fazer mais do que uma aula por dia, principalmente em dias quentes. Variar os exercícios nas aulas. Evitar o excesso de saltos. Manter a freqüência cardíaca dentro da zona alvo estipulada para o grau de treinamento de cada um. Só passar para nível mais alto de aula, quando realmente se for capaz de conseguir isso. Alongamentos pré e pós-aula são obrigatórios. Jamais usar roupas plásticas ou emborrachadas. Beber líquido com carboidrato, dez minutos antes da aula. Dar um intervalo de pelo menos uma hora entre o final da aula e a próxima alimentação, que deve ser leve. Aprimorar a técnica de amortecimento de impacto principalmente sobre os joelhos, flexionando-os levemente nas quedas dos saltos, evitando possíveis lesões.

Grande sucesso de público, o Spinning traz para dentro das academias o espírito das competições de ciclismo, com um objetivo principal, desenvolver a capacidade aeróbia e, eventualmente, muscular localizada para membros inferiores sendo recomendado para aqueles que já tenham um bom nível de condicionamento. Apresenta mais de 50% de relato de dor em joelhos, causadas, principalmente, por causa dos ajustes errados da altura do banco, que sobrecarrega esta área. A dor nas costas aparece em média em 20% dos casos, em virtude do ajuste entre o banco e o guidão.

As aulas de Step são muito dinâmicas e têm como um dos seus principais atrativos a grande diversidade de coreografias das mais simples às mais complexas. Quanto maior for o nível de complexidade coreográfica, maiores serão os riscos de lesões.

Os principais fatores de risco para uma eventual lesão muscular ou articular são: Altura do Step (quanto mais alto pior) altura máxima recomendada, 25 cm; Elementos coreográficos de alta complexidade fazem com que o aluno volte sua atenção muito mais para o professor(a) do que para o step provocando abordagens imprecisas ou deslizes que podem resultar em queda e ou lesão articular; Velocidade da música. A técnica correta de execução dos movimentos no step esta diretamente ligada à velocidade com que são executados. Quanto mais rápida a música, mais imperfeitos serão os movimentos comprometendo músculos, ligamentos e articulações; Stress. Aulas ou movimentos repetidos em excessos podem ocasionar problemas de dores musculares, articulares ou também dores nas costas ao alto nível de stress sofrido por tais elementos; Aulas com dois, três ou quatro steps ao mesmo tempo podem ser muito interessantes, mas devem ser feitas eventualmente devido ao alto nível de complexidade coreográfica e atenção devido à presença de mais de um step.

A aula de jump também faz parte do grupo de exercícios aeróbios. Os alunos praticantes permanecem em cima de uma cama elástica durante toda a aula, onde executam coreografias com muitos saltos, movimentos de corrida e outros, numa seqüência muito dinâmica. A aula é considerada segura, pois o impacto nas articulações e coluna é mínimo (este equipamento amortece cerca de 87% do impacto), o que dificilmente causa lesões; porém cuidados como os já descritos anteriormente em relação ao Step, podem ser colocados em prática também às aulas de jump e outros acrescentados, como: Usar calçados apropriados; Não pisar na borda do aparelho; Verificar se o aparelho está firme e distante de objetos que podem causar acidentes; Controlar a Freqüência Cardíaca, que deve estar entre 60% e 80% da FC máxima (220 – a sua idade), e principalmente ser evitado a mulheres grávidas, instabilidade articular e labirintite não medicada.

Sobrecarga de peso nos aparelhos de musculação, somado a posição inadequada nos mesmos é outro grande desencadeador de lesões. As articulações, principalmente os joelhos, são as que mais sofrem com o peso excessivo e as séries de exercícios constantes e de impacto. Isso porque o joelho é a maior articulação do corpo e também a mais vulnerável, já que não é cercada por muitos músculos. Sua estrutura é complexa, envolvendo um significativo número de ligamentos (colaterais e cruzados), menisco e tendões. A principal causa das lesões nos joelhos tem origem na atividade atlética, principalmente com atletas mal condicionados, com preparação deficiente, má coordenação motora e desenvolvimento muscular inadequado. Além de freqüente, estas lesões podem acarretar problemas em diferentes partes do corpo, já que o indivíduo acaba mancando e conseqüentemente sobrecarregando outras articulações, como por exemplo, a coluna e o quadril. Existem duas causas de dor nesta região: um problema local, ou seja, quando uma ou mais estruturas da articulação apresentam algum defeito congênito ou causado por traumas, ou porque há inchaço ou inflamação articular, devido a vários estímulos inadequados. Os problemas mais comuns são as entorses, que podem gerar lesões no menisco e ruptura de ligamentos. As tendinites também são comuns e provocadas por trauma ou por esforço físico e são caracterizadas pelo desgaste dos tendões.

O principal sintoma é a dor localizada, principalmente após os exercícios.

Outro fator de risco importante dentro das academias, é o aluno, principalmente aquele que algum dia já praticou atividade física em alguma academia no passado, e quer treinar sozinho, sem qualquer tipo de orientação profissional especializada, que por sua vez tem um conhecimento de áreas específicas para atuação no treinamento corporal, como anatomia humana, fisiologia básica e do exercício, biomecânica, treinamento desportivo, musculação, ginástica em academia e corretiva, entre outras. E na hora de prescrever o treinamento de um aluno, este profissional utiliza todos estes conhecimentos para ajudar o mesmo a atingir seus objetivos específicos, de forma segura e objetiva.

Quando se prescreve um treinamento, deve-se levar em consideração uma série de fatores, como divisão da rotina semanal de treino, tipo de série a ser utilizada, número e ordem dos exercícios, número de exercícios por grupamentos musculares, números de séries e repetições, percentual de sobrecarga, intervalo entre as séries e os exercícios, velocidade de execução dos movimentos, entre outros; Além de que esse profissional deve orientar quanto à importância dos alongamentos, aquecimento e ingestão de água, durante a prática esportiva. Então pense bem, será que você possui todos os conhecimentos necessários para treinar por conta própria?

As lesões podem ocorrer por gestos motores realizados incorretamente, onde as posturas incorretas colocam a coluna vertebral e as articulações em descompensação de cargas, gerando riscos de lesões articulares e desvios posturais da coluna; por excesso de sobrecarga de peso, onde os músculos e tendões ficam submetidos a excesso de tensão, podendo haver lesões graves (nos músculos, tendões ou ligamentos) ou microlesões (pequenas rupturas nas fibras musculares) que comprometeriam os treinos seguintes, gerando uma quebra na rotina de treinamento; por sobrecarga na rotina de treino, onde se treina sem permitir que o corpo se recupere adequadamente, levando o corpo a fadiga e gerando assim, síndrome de supertreinamento (overtraining).

Sabe-se dos benefícios trazidos pela prática da atividade física, embora se saiba também da dificuldade de se padronizarem exercícios em grupos visando à prevenção de lesões osteoarticulares, motivo pelo qual a avaliação física e postural individualizada são importantes para quem vai iniciar qualquer tipo de programa de exercícios, assim como as informações e orientações com o objetivo de prevenir lesões decorrentes do esforço e de movimentos inadequados que poderão gerar lesões capazes de interromper o programa de exercícios.

A realização de exames cardiopulmonares é de extrema importância e indispensável a todos aqueles sem exceção que irão começar a realizar atividade física. Atualmente algumas academias já contam com a presença de médico e fisioterapeuta junto à equipe, o que diferencia as mesmas e oferece aos alunos um trabalho mais seguro. Outra novidade é a criação da musculação terapêutica, onde os exercícios são voltados a alunos que sofreram algum tipo de lesão de qualquer especialidade.

Lembre-se, a prática de atividade física é sinônimo de saúde, quando praticada de forma correta e consciente.



Pilates – Uma nova era na atividade física

O método foi criado pelo alemão Joseph Humbertus Pilates, por isso o nome PILATES. A partir de seus estudos para superar sua debilidade física criou um programa de exercícios. Primeiro, ele se beneficiou de seu método; depois, na Primeira Guerra Mundial, o aplicou nos mutilados. Devido à inexistência de atividade física, o que, em sua opinião, dificultava a reabilitação das vítimas, Joseph Pilates criou os aparelhos e os vários acessórios, tracionados por molas retiradas dos leitos dos pacientes. Pilates realizava exercícios de fortalecimento utilizando cordas e roldanas adaptadas à cama deles. Em 1926 migrou para os Estados Unidos onde o seu método atraiu os bailarinos, que sofriam com lesões provocadas pela dança. Mas foi na década de 1990, com resultados comprovados, que o seu trabalho ultrapassou os limites dos EUA e se popularizou por diversos países, através de seus discípulos que divulgaram a sua metodologia.

Como princípio básico do Método Pilates identificamos o Controle do Centro. Este princípio busca o enrijecimento e fortalecimento do músculo abdominal transverso, músculo esse, intrínseco e estabilizador da coluna vertebral, que quando solicitado, além de proteger a coluna, faz com que os movimentos se tornem mais precisos, facilitando a correção postural e melhorando o movimento dinâmico. O movimento deve ser realizado com o máximo de seu controle, deixando-o fluir de forma harmônica e sem interrupções, promovendo ao máximo uma estabilidade dinâmica, através da conscientização individual da sua imagem corporal. A função respiratória exerce um papel importante no Método, pois ela organiza o movimento.

Foco e concentração constantes durante a execução dos exercícios, equipamentos de alta qualidade, instrutores bem treinado, ambiente bem apropriado, são condições fundamentais para a boa evolução do Método. Utilizando a técnica adequada, a biomecânica da consciência corporal e do controle motor, a mobilização neural e fascial, os exercícios de Pilates, alongam, flexibilizam, tonificam, condicionam, aliviam as tensões e o estresse, melhoram a coordenação motora e a mobilidade articular, estimulam o sistema circulatório e a oxigenação do sangue, facilitam a drenagem linfática, reorganizam os espaços dos órgãos internos melhorando o seu funcionamento, e transformam o corpo-mente, enquanto corrigem a postura.

O Método Pilates não possui contra-indicações para a sua prática, porém devemos adotar precauções na aplicação do Método com vistas a identificar as características individuais de cada praticante.
Cada sessão de Pilates tem duração aproximada de 60 minutos. Os exercícios podem ser realizados no solo ou em aparelhos como: Reformer, Wunda Chair, Ladder Barrel e Unidade de Parede (Wall Unit, uma versão simplificada do Trapézio); além de acessórios como: bola, bastão, rolo, faixa elástica, magic circle; todos esses mencionados, podem facilitar ou dificultar os movimentos.



Boa Postura X Dor

A coluna vertebral é constituída por um conjunto de ossos ou vértebras empilhadas umas sobre as outras não como uma pilha de cubos de brinquedo mas, arranjadas de maneira funcional. Vista de frente a coluna é reta, mas, se observada lateralmente ela tem a forma que lembra um "S". Estas vértebras ligam-se entre si através dos discos que são constituídos de material fibroso e gelatinoso e das facetas articulares que permitem a mobilidade de toda a coluna. Esta mobilidade depende também da ação dos músculos e ligamentos que estão presos a estas estruturas.

Uma boa postura é aquela em que a pessoa assume utilizando a menor quantidade de esforço muscular e, ao mesmo tempo, protegendo as estruturas de suporte contra traumas. Os desvios posturais tais como a hiper-lordose cervical (menos comum), hiper-cifose dorsal, hiper-lordose lombar e escoliose podem levar ao uso incorreto de outras articulações, tais como as dos ombros, braços, articulações têmporo-mandibulares, quadris, joelhos e pés. Manter posturas erradas por tempo prolongado pode acarretar alterações posturais ocasionando enrijecimento das articulações vertebrais e encurtamento dos músculos.

A hiper-lordose lombar é o aumento anormal da curva lombar. Os músculos abdominais fracos e um abdome protuberante são fatores de risco. Caracteristicamente, a dor nas costas em pessoas com aumento da lordose lombar ocorre durante as atividades que envolvem a extensão da coluna lombar, tal como o ficar em pé por muito tempo (que tende a acentuar a lordose). A flexão do tronco usualmente alivia a dor, de modo que a pessoa freqüentemente prefere sentar ou deitar.

A hiper-cifose dorsal ou torácica é definida como um aumento anormal da concavidade posterior da coluna vertebral, sendo as causas mais importantes dessa deformidade, a má postura e o condicionamento físico insuficiente. Doenças como espondilite anquilosante e a osteoporose senil também ocasionam esse tipo de deformidade.

Já a escoliose é caracterizada por uma curvatura lateral da coluna vertebral, podendo ser estrutural ou não estrutural. A progressão da curvatura na escoliose depende, em grande parte, da idade que ela inicia e da magnitude do ângulo da curvatura durante o período de crescimento na adolescência, período este onde a progressão do aumento da curvatura ocorre numa velocidade maior. O tratamento fisioterápico usando alongamentos e respiração são essenciais para a melhora do quadro.

Se você nunca se preocupou com a saúde da sua coluna vertebral, adotando posturas erradas e movimentos inadequados, saiba que essas são as principais causas de dor. Com o passar do tempo, vai ocorrendo um desgaste das articulações da coluna, podendo levar à degeneração dos discos intervertebrais, conhecida como artrose na coluna vertebral com a formação de osteófitos (bicos de papagaio), além das famosas hérnias discais. Em um grande número de casos de dor nas costas, não se chega a um diagnóstico claro. Geralmente, no decorrer do tempo, vários fatores de risco atuam em conjunto ocasionando a dor: condicionamento físico deficiente, má postura, mecânica anormal dos movimentos, pequenos traumas, esforço repetitivo, etc..Várias estruturas da coluna podem causar dor, incluindo os ligamentos que conectam as vértebras, fibras externas do disco intervertebral, músculos, vasos sanguíneos e raízes nervosas.

A coluna tem a capacidade de armazenar traumas ao longo do tempo, sem apresentar nenhum sintoma. Por isso, quando a dor aparece, é sinal que sua coluna pode estar num grau considerável de degeneração de suas estruturas. Se você sente dor nas costas, deve tentar mudar os hábitos errados que produzem lesões nas estruturas de sua coluna.

Para manter uma boa postura e os músculos flexíveis, é importante fazer diariamente uma série de exercícios de alongamento. Os exercícios de alongamento são especialmente importantes para pessoas que precisam manter uma determinada postura por um tempo prolongado, executando tarefas repetitivas. As pessoas que se exercitam regularmente vão sofrer menos de dor nas costas e, por outro lado, as pessoas que se exercitam de forma exagerada têm grande chance de contrair dor ou desconforto nas costas. Os exercícios praticados regularmente, dentro de critérios biomecânicos e de forma progressiva, levarão ao ganho de força muscular e resistência, protegendo as estruturas musculares e osteoarticulares contra desgastes. Os músculos abdominais são muito importantes, pois são a base para todo repertório motor do ser humano e, em coordenação com os músculos dorsais, ele nos suportam contra a ação da gravidade e nos ajudam a manter boa postura. Você deve tomar bastante cuidado com sua postura se quiser se exercitar em equipamentos de ginástica, tais como: bicicleta, esteira e demais equipamentos para fortalecimento muscular. Geralmente nesses equipamentos, os exercícios podem ser feitos com carga. O que você deve saber é que, em primeiro lugar, a postura correta nesses equipamentos é fundamental para o bom desempenho dos movimentos no exercício e, em segundo, colocando uma carga maior do que você pode suportar, pode levar a uma sobrecarga na coluna, ocasionando desgaste das suas estruturas, e conseqüentemente, o aparecimento da dor.

O tratamento consiste não só em uma avaliação postural do paciente, como também o alívio da dor por meio de recursos físicos como manipulações, alongamentos, exercícios, massagem, calor, eletroterapia, crioterapia, biofeedback, etc., e através de um histórico fornecido pelo paciente determinar quais os fatores mecânicos que estão provocando a dor. A partir dos dados da avaliação, o terapeuta irá traçar um programa de tratamento visando a melhora das condições físicas, funcionais e posturais do paciente. Uma avaliação cuidadosa do ambiente doméstico e do trabalho também faz parte do tratamento, juntamente com orientações quanto à ergonomia dos móveis e instrumentos de trabalho. A análise dos padrões motores usados nas execuções das tarefas diárias e hábitos é importante para a reeducação motora, isto é, de como usar bem o corpo na prevenção de futuros traumas. Após o alívio da dor e das principais alterações físicas, o condicionamento físico é indicado ao paciente, a fim de melhorar a sua aptidão física e assim, evitar novos episódios de dor nas costas.



O que devemos saber sobre Hérnia de Disco

O disco intervertebral é um composto tecido fibrocartilaginoso posicionado entre duas vértebras da nossa coluna, possui uma área central gelatinosa (núcleo pulposo) circundada por um anel fibroso, que mantém esse núcleo no seu interior. O núcleo gelatinoso funciona como um amortecedor de impactos sobre a coluna. Devido a fatores como seu envelhecimento (degeneração), ou como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vão, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco intervertebral, ou um trauma severo sobre a coluna, esse anel se rompe e permite a saída de parte do núcleo. Esse material gelatinoso sofre uma protusão e comprime a raiz nervosa correspondente e provoca os sintomas de uma hérnia de disco.

Existem, normalmente, 31 pares de raízes nervosas que saem da coluna e se distribuem por todo o corpo. O maior nervo do corpo humano é o nervo ciático, formado por cinco dessas raízes. Quando uma delas é comprimida pela hérnia, ocorre dor e outros sintomas.

A maioria das hérnias ocorre na região lombar (perto da cintura pélvica), entre L4 e L5 e L5 e S1, comprimindo as raízes L5 e S1 respectivamente, mas também existem hérnias da região torácica e cervical (pescoço).
O paciente com hérnia discal lombar apresenta dor ao longo da perna, originando-se na região lombar ou nas nádegas. Esta dor limita o paciente a se curvar ou levantar para uma posição completamente vertical sem um certo grau de desconforto.

Geralmente a hérnia sofre uma protusão posterior ocasionando uma inflamação local, fazendo com que o paciente sinta dores ao fazer a extensão da coluna e alívio na flexão, adotando assim, uma postura e marcha antálgica (de dor), com inclinação anterior do tronco.

Quando a hérnia ocorre na região cervical, a dor é uma cérvico-braquialgia, ou seja, inicia-se no pescoço e se irradia pelo braço. Além da dor, pode haver alterações da sensibilidade, como dormência e formigamento (parestesia).

O tratamento tem o objetivo de restabelecer a estabilidade da coluna vertebral comprometida com a ruptura da estrutura discal. Não basta sedar a dor, mas sim restabelecer o equilíbrio da unidade funcional. O tratamento pode ser conservador como repouso, bloqueio anestésico, uso de analgésicos e antiinflamatórios, fisioterapia e reeducação através de exercícios corporais. Existem diversos métodos de tratamento conservador para a hérnia discal, porém eles devem ser utilizados no momento certo e com um profissional competente. O RPG é muito utilizado no tratamento desta patologia, é uma ferramenta muito poderosa, desde que seja usada com inteligência.
Já a cirurgia é aconselhada para garantir o restabelecimento da resistência e estabilidade da coluna vertebral. Sendo esta uma estrutura que suporta grandes cargas, apenas a retirada da hérnia não alcança esse objetivo principal, sendo necessário à fixação dos elementos operados, e também não podemos pensar que a cirurgia ela é única, pois todos os pacientes que passam por uma cirurgia para esta patologia, “devem” fazer um programa de reabilitação, ou seja, exercícios para manter os objetivos alcançados pela cirurgia. Hoje o método de reabilitação pós-cirúrgica de hérnia discal mais utilizado é o Pilates, pois o mesmo proporciona exercícios que buscam o equilíbrio muscular da região afetada, com um fortalecimento do cinturão pélvico e conseqüentemente proteção da coluna vertebral, além do equilíbrio corporal e alinhamento postural.

Muitos pacientes apresentam hérnia discal assintomática, ou seja, sem apresentar dor, ou pequenos episódios de desconforto, isto porquê essas hérnias não comprimem nenhuma raiz nervosa, porém devem ser tratados da mesma forma, mas nesses casos o tratamento conservador é o mais indicado, visto que, a cirurgia muitas vezes é indicada devido à dor do paciente. O número de cirurgias para hérnias de disco diminuiu consideravelmente, o que nos mostra o importante papel da fisioterapia no tratamento desta patologia.

Mas todos sabemos que o melhor método de tratamento para hérnia de disco seja ela qual for e onde for, é a prevenção.

A postura é um fator importante no dia a dia, para que possamos evitar as dores musculares e articulares. A má postura por si só causa dor, ainda mais se estamos realizando uma tarefa em situação de má postura, dormindo em colchão inadequado, e pior ainda, em posição incorreta. Situações no dia-a-dia podem evitar diversos fatores que podem gerar lesões ou desvios que, juntamente com a dor, propiciarão desconfortos e problemas futuros.
A prática de atividade física regular também é muito importante na prevenção desta patologia, desde que seja realizada de forma correta e consciente seguida de alongamentos, sem exageros, respeitando os limites individuais. Hoje é comum encontrarmos pacientes realizando RPG e também o Pilates como forma de prevenção desta patologia e de outras que ocorrem na coluna vertebral.



A influência do aquecimento global na prática esportiva

Os esportes já sentem os efeitos do aumento da temperatura do planeta, a ponto de algumas estações de esqui improvisarem com neve artificial para não perder a temporada. Mas não é só na neve que os atletas vêm sentindo os efeitos de alterações climáticas. Segundo o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) da ONU, se a emissão de gases de efeito estufa não diminuir, a temperatura média do planeta vai subir 4oC até 2100, por isso a preocupação em relação aos reflexos alarmantes nas cidades, nos hábitos e nas paisagens e as previsões pessimistas para o futuro.

Obviamente, isso se reflete também na prática esportiva. As alterações afetarão também o cenário dos esportes: tanto nas condições para a prática, quanto no organismo dos atletas, pois com um clima incerto e alterado, as provas terão de ser canceladas ou adiadas. Os atletas expostos ao sol e às variações de temperatura sofrerão queda na performance.

Mais poluição, calor, poeira, excesso ou escassez de chuvas, maior amplitude térmica (diminuição das temperaturas mínimas e aumento das máximas), serão resultados do aquecimento global. Os dias muito quentes e as noites muito frias causarão desconforto térmico que favorece o aparecimento de doenças respiratórias. Com isso, atividades físicas e trabalhos braçais serão feitos à noite ou jornadas de trabalhos serão interrompidas por conta do calor.

Para amenizar o calor, as provas e treinos de corrida e bicicleta, por exemplo, terão de ser transferidos para a noite com a intenção de impedir problemas de saúde nos participantes. Nos esportes de inverno, haverá cancelamento e adiamento de provas, uso de neve artificial e dificuldade de esquiar e deslizar por falta de neve fofa. Nos esportes de aventura, se houver secas e perdas de ecossistemas, as provas terão um cenário de vegetação desmatada, redução ou elevação dos níveis de água nos rios, alterações bruscas de temperatura entre o dia e a noite.

Conforme aumenta a emissão de gases, com as queimadas e forte industrialização, por exemplo, aumenta a temperatura. Outro alerta é para o fenômeno El Nino, o aquecimento de águas do Pacífico Sul, que vai se somar ao aquecimento gerado pelo efeito estufa, assim, as temperaturas tendem a ficar mais elevadas.

Outra preocupação aos praticantes de atividade física é a camada de ozônio, que já se encontra bastante alterada devido à poluição e conseqüente ao grande número de gás carbônico liberado. Sem a proteção necessária desta camada, a exposição solar parece está relacionada com os altos índices de câncer de pele.

Diante das alterações ambientais já verificadas (e sentidas), observe os efeitos da prática de atividade física em temperaturas elevadas:

Sem hidratação adequada, ocorre a perda da coordenação motora e do raciocínio, devido à desidratação das células do sistema nervoso;

Possibilidade de desenvolver pterígio, camada de gordura que surge sobre a córnea que prejudica a visão, catarata e conjuntivite, causadas pela exposição excessiva à luz solar, clima seco e quente com umidade relativa do ar abaixo de 20%;

Pressão alta, queda do desempenho, mal-estar, vertigens e convulsão, todas ocasionadas pela sudorese excessiva, com diminuição do fluxo sanguíneo, que levam a um descompasso cardíaco e um desequilíbrio eletrolítico. Para que isso não ocorra deve-se evitar treinar nas horas mais quentes do dia, entre 11h e 16h e tomar água durante a prática esportiva, atitudes que também previnem o aumento do número de lesões musculares, microtraumas e fadiga;

Bolhas nos pés, assaduras, ressecamento e envelhecimento precoce da pele, micose e queimaduras do sol. Para amenizar esses acometimentos, existem atualmente meias e roupas tecnológicas com tramas que não retém o suor; vaselina para evitar atritos nos mamilos e entre as pernas; sprays que retiram a umidade dos tênis e filtro solar.
Se alterações implicarem em estações muito mais rigorosas, as ondas de frio também serão freqüentes. Nesse caso, o organismo também vai sofrer:

Maior incidência de doenças respiratórias, além de mais irritação e risco de contágios de inflamações oculares. Pois, devido ao frio, o clima tende a ser mais seco, o que torna a concentração de poluentes ainda maior. Devemos evitar treinar em dias muitos secos e em horários de tráfego intenso de veículos. Pela manhã, antes das 8 horas, é considerado o melhor horário para a prática de exercícios, pois durante a noite os gases e a poeira dispersam;

Diminuição da irrigação sanguínea em algumas partes do corpo causa cãibras, além das dores articulares, devido à demora para o tecido ósseo ser irrigado e lubrificado, conseqüências da vasoconstrição (que também causa dores de cabeça), para a retenção do calor corporal. Investir em aquecimento e alongamento antes e após os exercícios estimula a circulação nos músculos e articulações e podem evitar esses acometimentos;

Hidratar a pele com cremes que ajudam a reter água e impedem a desidratação, também é bastante importante no frio, pois ela tende a ficar seca.



A escolha certa do seu calçado na prevenção de lesões

Tão importantes quanto às especificidades de cada calçado são as características físicas do indivíduo, seja ele atleta ou não. Esta é a informação indispensável na hora da escolha de um tênis, pois podem influenciar benéfica ou maleficamente os corredores, por exemplo. O uso de um calçado errado, ou seja, que não busque estabilização na passada, pode acentuar o seu desequilíbrio, potencializando possíveis alterações posturais e deficiências na mecânica da corrida e acarretando, por vezes, lesões articulares.

O que diferencia os tipos de pisadas, é a maneira que o calcanhar toca no chão e "rola" até que o corpo seja impulsionado pela ponta dos pés. Em caso de extremo desequilíbrio, após um tempo de uso, o corredor poderá perceber um desgaste em determinada área do seu calçado. Isto o ajudará (de uma forma leiga) a perceber qual o seu tipo de pisada, porém esse tipo de desgaste pode estar associado ao tipo de solo em que a pessoa se movimenta e a hábitos como arrastar o pé no chão quando está parada. É essencial que você guarde esta informação para a escolha do seu próximo companheiro de corrida, ou de uma simples caminhada regular.

O tipo de pisada é dividido em três categorias básicas: supinada (pé cavo), neutra (60% das pessoas, considerado normal) e pronada (pé chato). Na primeira, o peso do corpo é colocado principalmente na borda externa do pé. Já a pisada pronada ocorre na situação contrária, a tendência, na "pisada para dentro", é sobrecarregar a parte interna do pé. Na pisada neutra, o peso é colocado primeiro sobre a lateral externa do calcanhar e, em seguida, sobre o dedão, (tecnicamente hálux).

Para as pisadas supinadas o mais indicado são tênis macios em toda sua extensão, principalmente na parte lateral do calcanhar. Os pés pronadores devem contar com reforço na parte interna do calcanhar. É importante lembrar que as pessoas com pé chato tendem a desenvolver processos inflamatórios como tendinites, por isso é tão importante ficar atento na compra do tênis. O pé cavo, que sofre um impacto maior, que é absorvido pelos ossos do pé, tem a carga transferida para o membro inferior. Na prática, isso pode gerar uma fratura por estresse, mesmo que a pessoa não sofra nenhum tipo de impacto extra. A má notícia é que esse impacto negativo pode chegar ao joelho e ocasionar artroses na região entre a coluna e a bacia (tecnicamente quadril). Desconforto ou dores articulares ao caminhar, especialmente nos pés e nos joelhos, são sintomas de que algo anda errado. O ideal para tirar a prova dos nove sobre o tipo de pisada é fazer o exame de baropodometria. O teste é feito através de uma palmilha composta de filetes computadorizados que identificam os pontos de maior tensão da pisada e transmitem os dados para um computador. O teste com a palmilha minimiza a margem de erro porque avalia a pisada da pessoa com o tênis, ao contrário de alguns testes que são feitos com pé descalço. Isso porque, a palmilha analisa a característica do pé dentro do calçado em momentos distintos, ou seja, quando a pessoa está parada, quando está caminhado e por fim correndo.

Hoje é possível encontrar diversos modelos de tênis e de marcas. As opções são muitas e escolher o modelo certo pode ser complicado. Os diferentes modelos de tênis não têm a função de corrigir o problema ortopédico, mas é fato que podem adaptar o pé para que o passo seja correto, ou seja, para amenizar as falhas na pisada, além de amortecer o impacto do pé com o solo, uma vez que a cada pisada a reação do solo no calcanhar corresponde de três a quatro vezes o peso corporal. O local da caminhada também deve ser levado em consideração na decisão da compra do calçado, pisos de concreto (mais duros e que demandam maior esforço) pedem calçados mais reforçados. A beleza é um item que conta bastante, mas nem sempre o mais bonito é o mais adequado. Respeitar essas características ao escolher um tênis não é só uma questão de conforto e performance, mas também de saúde. O uso de tênis inadequados pode levar a lesão no tendão-de-aquiles, fascite plantar, entorses do joelho e do tornozelo, lombalgias, hematomas sob a unha e fratura de estresse na ossatura dos pés, local onde temos 26 ossos, unidos por um complexo de músculos e ligamentos. Isso tudo além das indesejáveis bolhas e calosidades, que, embora menos problemáticas, podem fazer uma grande diferença no placar final.

Tipos de pisada:

Exame de baropodometria:

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Lesões Esportivas no Tênis

Em estudos das lesões que acometem os tenistas, importa saber qual o nível de solicitação de determinada articulação para esses atletas. Hoje sabe-se que as lesões em atletas competitivos (teoricamente os que têm um melhor nível técnico) se comportam de maneira diferentemente daquelas encontradas em jogadores recreativos.
De um modo geral, o tênis é um esporte que apresenta uma baixa incidência de lesões, embora a literatura descreva várias lesões que de alguma maneira aparecem com uma maior freqüência em tenistas. Entre essas pode-se citar a epicondilite lateral do úmero – tennis elbow, a lesão muscular da panturrilha – tennis leg, o hematoma subungueal do hálux – tennis toe, e o chamado ombro do tenista – tennis shoulder.

Outras, mais raras, entretanto, não exclusivas dos praticantes de tênis, já foram descritas como sendo causadas por esse esporte. Citam-se aqui as lesões toracoabdominais e lombares, a ruptura da fáscia plantar, a lesão longitudinal do tendão do músculo fibular curto, a presença do músculo flexor do hálux aberrante, lesão do músculo flexor longo do hálux, falha de ossificação do centro secundário no olécrano, a luxação do extensor ulnar do carpo, a osteocondrite dissecante do úmero, a lesão do nervo supra-escapular, anomalias vasculares do membro superior, fraturas de estresse da ulna, rádio e metacarpo.

Como na maioria dos esportes praticados em nosso país, a lesão muscular no tênis é uma das mais freqüentemente encontradas. O tennis leg, caracterizado pela ruptura muscular do músculo gastrocnêmio medial na perna, que causa dor em forma de pedrada, e que na maioria das vezes o trauma ocorre no início de uma corrida inesperada durante o jogo, para uma subida à rede após a bola tocar a fita, por exemplo, ou em um deslocamento lateral súbito. A avaliação adequada desta lesão é de grande importância, e exames como ultra-sonografia e ressonância magnética, para fechar um diagnóstico e o retorno ao esporte. Proteção local, repouso, gelo, compressão do local e elevação do mesmo, associado ao uso de analgésicos por via oral para tratamento inicial; e tratamento fisioterápico, por meio de exercícios passivos, ativos assistidos e proprioceptivos em uma fase secundária. É desaconselhável a imobilização do local, pois pode gerar um grau de atrofia muscular, prejudicando assim o retorno ao esporte.

Apesar de pouco freqüentes, as lesões do punho merecem atenção. As tendinopatias são o que mais incomodam o atleta, porém deve-se sempre realizar um exame minucioso do punho e da mão, pois eventualmente podem ocorrer instabilidades do carpo, que requerem atenção especial.

Na articulação do cotovelo a mais relatada é a epicondilite lateral, lesão que acomete a origem e a aponeurose do músculo extensor radial curto do carpo no epicôndilo lateral do úmero. Atletas mais idosos são eventualmente mais suscetíveis a lesões, pois os tecidos do organismo já apresentam um certo grau de degeneração, devido ao desgaste próprio da idade. Para diagnóstico da lesão, o teste de Maudsley, que consiste na palpação do ponto doloroso na altura do epicôndilo lateral do úmero, solicitando a extensão do punho contra-resistência do terapeuta. Exames de imagem, como a ressonância, traz dados precisos da situação do local da lesão. O tratamento é realizado de acordo com a fase da lesão; quando ainda aguda, o uso de analgésicos e antiinflamatórios não hormonais e fisioterapia, quando crônica as infiltrações podem ser o melhor caminho para tentar mobilizar o tecido fibrótico que geralmente se forma no local; e após 6 meses de lesão o tratamento é cirúrgico, que consiste na retirada do tecido fibrótico e liberação parcial da origem do extensor lateral do úmero. Após a cirurgia deve ser realizado um tratamento fisioterápico para o retorno do atleta às quadras.

O ombro se apresenta como uma articulação pouco lesionada, porém as lesões que ocorrem são devido à sobrecarga da mesma.

As lesões da coluna, de modo geral, são muito prejudiciais ao tenista. Muitos profissionais, tanto no passado como nos dias de hoje, chegaram a encerrar a carreira devido a patologias da coluna ou lesões associadas. Uma das mais freqüentes é a dor ou contratura muscular lombar, causada pela força de cisalhamento que leva a uma sobrecarga no lado dominante da coluna do atleta no momento do saque. A hérnia de disco e a espondilolistese também são patologias que perseguem o tenista.

Na cintura pélvica, a pubialgia, dor na região pubiana, que pode se irradiar ou não para o membro inferior na região dos adutores. Quando o tenista se queixa de dor nesse local, é importante o conhecimento dos possíveis diagnósticos, como hérnia inguinal, pubeíte ou patologias intra-articulares. A ressonância magnética é o exame complementar mais indicado e o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico.

As lesões de joelho podem ser divididas em lesões por sobrecarga (tendinopatias, principalmente) e lesões traumáticas (lesões ligamentares e meniscais agudas). Um trabalho de prevenção dessas lesões é a busca do equilíbrio entre os músculos que envolvem essa articulação.

As lesões do pé e tornozelo, na maior parte, traumáticas, estão relacionadas ao tipo de quadra onde o esporte é praticado. As quadras sintéticas podem causar sobrecarga desta articulação, pois apresentam um coeficiente de atrito (fricção) maior do que o das quadras lentas (como as de saibro, por exemplo). Estudos de calçados apropriados à prática pode ser o caminho para a prevenção de lesões nesse local.



Aquecimento, Alongamento, Desaquecimento, Desidratação e Alimentação

O aquecimento é a primeira parte da atividade física e tem como objetivo preparar o indivíduo tanto fisiologicamente como psicologicamente. A realização do aquecimento visa obter o estado ideal psíquico e físico, prevenir lesões e criar alterações no organismo para suportar um treinamento, uma competição ou um lazer, onde o mais importante é o aumento da temperatura corporal.

O próximo passo é o alongamento, com o objetivo de aumentar a flexibilidade muscular, e promover o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento. O principal efeito do alongamento é o aumento da flexibilidade, aumentando a amplitude de movimento possível de uma determinada articulação. Quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior sua flexibilidade. O tempo ideal para realizar um bom alongamento é de 20 a 30 segundos, com 2 repetições para cada músculo trabalhado. O alongamento deve ser realizado se possível antes e após a prática da atividade física.

O desaquecimento é tão importante quanto o aquecimento. Realizado após o término da atividade física retorna o organismo ao seu estado normal. Deve-se fazer uma redução progressiva da intensidade do exercício até que a freqüência cardíaca chegue próxima ao normal, de acordo com a idade do indivíduo.

A desidratação é um grande perigo para os que praticam esportes ao ar livre, como o tênis, por exemplo. Devemos ingerir de 2 a 3 litros de água por dia normalmente; quando praticamos esportes, essa quantidade deve ser aumentada, pois nosso organismo perde maior quantidade de água e sais quando o consumo de energia aumenta. Há um equilíbrio delicado entre a sensação de sede e a ingestão de excesso de líquidos. O melhor é não chegar a sentir sede e beber regularmente pequenas quantidades de líquido durante o exercício. A sede é um sintoma de que o corpo já está sentindo falta de alguma quantidade de líquido, mas tomá-lo em quantidades exageradas não é uma boa solução. Beber quantidades pequenas a cada 20 minutos de atividade é o mais indicado.

O aumento do gasto de energia com atividade esportiva demanda um maior aporte de calorias, podendo ser feito com alimentação adequada e suplementação. Baseie sua alimentação em carboidratos, proteínas, frutas, verduras e legumes. Procure comer quantidades moderadas a cada três horas, isso faz com que o seu organismo sempre tenha energia disponível e não se preocupe em armazená-la. Evite ingerir doces, especialmente antes do exercício, isto pode levar a uma liberação maior de insulina durante a atividade e causar hipoglicemia. Já em atividades de longa duração é recomendável repor as energias durante o percurso. Evite altos índices calóricos e principalmente de gorduras saturadas. Planeja uma dieta que seja compatível com o gasto calórico do seu organismo.