.: LRT - Temporada 2020 - Tatuí Tênis :.

Fabrizio Tivolli


  • Atualizado: 28 de Junho de 2020
    Um dos mais renomados especialistas em equipamentos para tênis do Brasil, com quase duas décadas de experiência. Encordoador oficial do Australian Open 2017; encordoador oficial do Brasil Open em 3 oportunidades além de outros torneios ATP nível Challenger. Certificado pelo francês Lucién Nogues durante a convenção Babolat Brasil. Esteve presente em Roland Garros 2017, convidado para acompanhar a sala de encordoamento do torneio e últimas tendências do circuíto. Autor de dezenas de matérias sobre equipamentos de tênis nos maiores veículos de comunicação do esporte. Proprietário e responsável pela área de tênis no grupo Tivolli Sports/Raquetemania, em Alphaville -SP.


  • Olá amigos tenistas, como estão?

    Vivemos uma nova realidade em que o tênis está cada vez mais tecnológico e muitos jogadores, amadores ou profissionais, têm levado vantagem em pequenos detalhes. A meu ver, esses pequenos detalhes podem muitas vezes resultar em maior confiança dentro da quadra e, por que não, alterar o resultado de uma partida. Por isso é muito importante ficar antenado em novas tendências, pois elas poderão se encaixar perfeitamente em seu jogo e preencher a lacuna que faltava para subir mais um degrau.?

    Ultimamente, tenho visto uma necessidade e recomendado mais aos meus clientes um detalhe que até parece pequeno, mas traz uma diferença enorme ao jogo: o balanceamento e a customização das raquetes.?

    Quem nunca pensou em algum momento que gostaria de uma adição extra de controle, potência, estabilidade ou peso de bola em seu equipamento? Aquela famosa frase "Ah, se minha raquete soltasse (ou segurasse) um pouco mais a bola..."?

    Acredito que todos durante algum jogo pensaram! Com o passar do tempo e a evolução do jogo, que consequentemente pede novas prioridades e objetivos, está aí algo que realmente modifica consideravelmente os resultados dos golpes. Hoje, a sutil modificação das características de sua raquete é uma realidade que muitos têm aproveitado e sugiro que você também pense com carinho nessa possibilidade para não ficar para trás!?

    Claro que mexer por mexer não adianta e não é necessário. Você tem que estar sentindo falta de algo ou ter algo a melhorar/ modificar para chegar no resultado esperado; se não pode, deixe como está.?

    Na prática, temos dois cenários que precisam ser levados em consideração para que seja alterada ou customizada a raquete:?

    Balancear: esse trabalho é necessário quando você tem duas ou mais raquetes e quer deixá-las idênticas. Sim, na grande maioria dos casos suas raquetes têm diferenças, mesmo sendo do mesmo modelo. Como existem alguns detalhes manuais na linha de produção, é normal que o mesmo modelo do mesmo lote e acabado pelo mesmo profissional tenha algum tipo de alteração (tolerável em produção em grande escala). Quando você sabe que tem raquetes totalmente idênticas, terá um ganho enorme de confiança e jogabilidade, quando precisa do "estepe" ou mesmo para fazer rodízio entre elas. Sua cabeça sempre estará tranquila quando precisar optar por outra raquete de sua raqueteira. É justamente por isso que muitos clientes têm raquetes do mesmo modelo, mas sem saber por que sempre preferem uma específica.?

    Customizar: a partir do momento que as raquetes estão balanceadas, vem a pergunta: "O que eu quero somar/ melhorar no conjunto que tenho hoje?" A resposta a essa pergunta irá direcionar o trabalho do profissional a fim de dar o retorno esperado em quadra e também irá ajudar a saber quanto e onde de peso deverá ser adicionado na raquete. Se você tem apenas uma raquete e também quer modificar alguma característica, isso é tranquilamente possível e recomendada a customização.?

    Quase todas as raquetes dos tenistas de competição são balanceadas e customizadas de acordo com suas preferências e muitas vezes modificadas de uma temporada para outra ou até mesmo na mesma temporada, de acordo com as necessidades do momento. É natural que isso aconteça também com os amadores, pois temos, com o passar do tempo, uma mudança de jogo e adversários, o que faz com que mudemos nossas prioridades com o equipamento!?

    Portanto, após um razoável período de testes (também do encordoamento), se houver algo que de fato esteja te limitando em quadra, é certamente hora de customizar suas raquetes. O melhor de tudo é que isso pode ser feito devagar e é totalmente reversível caso necessário um dia.?

    O trabalho de customização é algo surpreendente, mas deve ser feito com que tem capacitação para tal, caso contrário não será uma boa ideia. Comparo muito com o piloto de F1 e o mecânico, na hora de buscar o fino ajuste para se chegar no rendimento ideal do carro e aproveitar 100% do que o equipamento tem a oferecer!?

    Precisamos também ter ciência que no mundo dos equipamento de tênis, se você ganha mais em uma característica, acaba provavelmente perdendo em outra (talvez na mesma proporção), mas existem inúmeros ajustes a serem feitos. As lojas especializadas contam com máquinas que fornecem um perfeito diagnóstico da raquete, que é imprescindível para que se customize de forma correta.?

    Sempre digo que o ideal é ir testando e ajustando, assim certamente se chegará no resultado esperado. Conforme citei acima, com a customização e muitas vezes com pouco peso, você poderá ganhar consideravelmente maior potência, controle, estabilidade, peso de bola etc. Mas não todos de uma vez!. Também é possível aumentar apenas o peso estático da raquete, sem mexer no balanço original.?

    Espero que a partir deste texto você possa ter o empurrãozinho que faltava em seu jogo. Sempre é ideal testar!?

    Grande abraço e até a próxima.

  • Salve-salve amigos tenistas! Cada vez mais têm sido frequentes perguntas sobre, talvez, o principal item do jogo de tênis: as bolas. Tendo em vista que esse item também divide muitas opiniões e gostos e tem despertado crescentemente um nível de exigência dos jogadores (amadores ou profissionais), resolvi fazer um guia das principais bolas presentes no mercado para que possamos entender também o motivo das variações de preço e as consequências que determinados níveis de bolas trazem para a quadra!

    Podemos dividir os tipos de bola em 3 níveis principais: bolas de treino (Practice); tradicionais (Championship) e as tops de linha (Premium). Esses níveis trazem diferenças significativas em tecnologias e qualidade de materiais de feltro e borracha. Isso modifica a sensação de conforto, a durabilidade e principalmente a garantia de bolas homogêneas dentro do mesmo tubo. É muito importante frisar que independente do nível da bola, é essencial que ela tenha ao menos o selo da ITF (Federação Internacional de Tênis), que garante que esse tipo de bola passou pelo controle de qualidade, tendo o tamanho, circunferência, pressão, etc., dentro dos padrões e é uma segurança a mais de que as bolas estarão em estado praticamente idêntico dentro do tubo.

    Bolas para treino: São denominadass bolas de treino os modelos que são feitos para terem o mais baixo custo possível. Dentro dessa linha de bolas (muitas com o selo da ITF), o feltro e a borracha são mais simples, o que faz com que esse tipo de bola dure menos. As bolas de treino são ideais para jogadores que buscam uma grande quantidade de bolas para usar nos treinamentos. Importante: nada impede que esse tipo de bola seja usado para jogos. Em geral, todas as marcas têm bolas dessa linha. Exemplos comuns no mercado brasileiro: Babolat First e Gamma Practice; essas bolas podem ser usadas em qualquer tipo de quadra.

    Bolas tradicionais (Championship): Toda marca tem a tradicional Championship, que se trata de uma bola que respeita todas as normas de qualidade de sua marca, possuindo bons materiais e controle de qualidade em sua produção (mas não os tops). São as bolas mais comuns de vermos dentro da quadra para nossos jogos com amigos ou torneios regionais. Esse tipo de bola, apesar de ter permissão de ser usado em torneios profissionais, não costuma ser usado em grandes torneios. Seria a melhor relação custo x benefício para os tenistas amadores ou para treino de tenistas competitivos. Exemplos: Wilson Championship (já foi usada no Brasil Open), Head Championship, Babolat Championship, Tretorn Championship (usada pela Federação Paulista) e Dunlop Championship All Court. Em geral, essas bolas podem ser usadas em qualquer superfície.

    Bolas Top de linha (Premium): Essa linha de bolas reúne as principais tecnologias e materiais de feltro e borracha de suas marcas. Em geral, essas bolas são usadas nos principais torneios do mundo e oferecem ao jogador, além de ótima durabilidade, uma sensação única de batida. São as bolas mais procuradas pelos tenistas com grau de exigência elevado, que em geral não usam bolas em grandes quantidades. Exemplos: Tretorn Micro X, possui tecnologia única de partículas internas (que deixam a bola maciça) fazendo com que esse modelo nunca murche (todos os tipos de quadra), além de acompanhar um imponente tubo; Slazenger Wimbledon, bolas usadas no Grand Slam inglês, vem em tubo de lata com a logomarca do torneio (ideal para quadras rápidas); Babolat Roland Garros Clay Court: considerada uma das melhores bolas para saibro, mesmo modelo usado no Aberto da França; Dunlop Fort Clay: usada no torneio de Roma e Monte Carlo, ambos no saibro; Head ATP: ideal para quadras duras, usada no Master finals; Wilson US Open e Australian Open, usadas nos torneios que levam seus nomes. A bola premium de melhor custo é a Dunlop Grand Prix.

    Forte abraço e até a próxima!

  • Olá, amantes do tênis, como estão? Falamos muito aqui na coluna sobre os equipamentos e tecnologias que os envolvem, mas o uso adequado e particular dentro da realidade de cada tenista é imprescindível. Por isso, desta vez, irei abordar um tema de extrema importância para o jogo de todos nós, algo essencial e que ajuda e soma ainda mais, ou compromete um bom kit de raquete + corda: a tensão a ser usada nas cordas.

    A tensão das cordas a ser usada em sua raquete parece algo bem simples de se definir. Em geral, o fabricante faz a recomendação da corda e tensão a ser utilizada em cada raquete e basta ficar naquele intervalo que você estará dentro do correto, certo? Não; não é bem assim! Esse tema merece uma atenção especial, se você quer extrair o máximo de seu equipamento e também evitar/prevenir focos de possíveis lesões que nenhum tenista quer ter.

    Qual a tensão ideal que devo usar em minha raquete? A resposta a esta pergunta é totalmente particular e bate de frente com os objetivos de cada jogador, de onde ele quer chegar. Existem alguns fatores que você deve levar em consideração na hora de, juntamente com seu encordoador de confiança, escolher a tensão adequada. São eles:

    - Seu foco é potência ou controle? A regra básica do encordoamento é esta: maior tensão = maior firmeza e controle, mas você terá que bater mais; menor tensão = maior potência e conforto, mas você terá que controlar mais os golpes; lembrando que potência, nesse caso, significa sua bola passar da rede e chegar ao fundo com maior facilidade, diferente de "peso de bola" onde a bola chega agressiva à quadra adversária, mas dependendo mais de sua batida e não, necessariamente, da tensão das cordas. Assim sendo, tenha claro que direção quer para seu jogo ou a deficiência que quer melhorar!

    - Modelo de corda: Atualmente existem as cordas mais macias e confortáveis (multifilamentos), as mais firmes e de controle (monofilamentos) e ainda há a possibilidade (cada vez mais comum) de se misturar esses 2 tipos de cordas em encordoamentos híbridos, que já abordamos em matérias anteriores. O natural, no caso de cordas multi, é poder (não necessariamente dever) usar mais tensão, pois tendem a perder tensão e assim parte da precisão. No caso dos mono, que são cordas "duras", não é recomendado que se usem tensões muito elevadas (apesar de não ser obrigatório), pois isso resulta em um encordoamento mais desconfortável e "duro"; a menos que o objetivo seja o máximo de controle e também dependerá do modelo da raquete, como veremos a seguir. Outro fator de grande importância a se atentar é a espessura das cordas, o que poderá colaborar ainda mais para sua sensibilidade e sucesso na escolha de um novo conjunto de corda e tensão.

    Número de cordas x tamanho da cabeça da raquete: Existem raquetes com cabeça tradicional ou menores, que possuem uma furação bem elevada, como 18 x 20, 16 x 20, etc. Isso faz com que as cordas fiquem bem próximas umas das outras, o que deixa a tensão mais concentrada e consequentemente mais dura. Nesses modelos, há um cuidado em geral de se usar tensões menores. Uma raquete com cabeça maior e com menor furação (16 x 19, 16 x 18, etc.), faz o efeito contrário, podendo se utilizar uma tensão mais elevada.

    - Diferentes tensões dentro do mesmo encordoamento: Podemos também, dentro do mesmo encordoamento, usar diferentes tensões na vertical e na horizontal. Em geral, usa-se mais tensão na vertical (em torno de 2 libras), principalmente por termos maior perda de tensão nas verticais (mains) pelo espaço ser maior do que nas horizontais (crosses), mas isso não é uma regra. Diversos tenistas (inclusive profissionais) usam o mesmo padrão de libras em toda a raquete e outros usam mais nas horizontais, seja por usarem cordas híbridas e em geral, nas horizontais se usar cordas mais macias, ou por preferências de jogo.

    - Modelo da raquete: Se sua raquete já for uma raquete de configurações de controle e que solta pouco a bola, provavelmente você não precisará de uma corda de controle com alta tensão. Até por isso, os tenistas profissionais (que usam raquetes desse perfil) têm usado tensões cada vez mais baixas, em geral, abaixo das 55 libras. Se sua raquete for de um modelo que solte bem a bola, você poderá usar tensões mais elevadas. Mais uma vez afirmo: não se trata de uma regra e depende muito da fase que você está fisicamente e dentro do próprio jogo.

    Notem que há uma "equação" para se chegar à tensão ideal para seu jogo. Por isso, o primeiro passo é ter definido qual seu principal objetivo, pois no tênis e, principalmente nos equipamentos, quando ganhamos em uma área perdemos proporcionalmente em outra. O segundo passo é fazer alguns testes para sentir na prática como as diferenças poderão afetar positivamente (ou não) dentro de quadra, assim você terá a bagagem necessária para achar a melhor tensão dentro do seu kit de equipamentos. Como atualmente há uma enorme variedade de raquetes e cordas disponível no mercado, é muito recomendável que de fato teste algumas configurações diferentes, tendo como ponto de partida seus objetivos e preferências/deficiências específicas. Apesar de parecer algo complexo, nada como uma pequena conversa com um profissional de confiança na área, que te dará facilmente uma boa indicação para começar.

    Lembre-se: mesmo que você encordoe sua raquete e não jogue, a tensão será perdida! Algumas cordas mais rapidamente, outras menos. Mas a interferência do tempo e clima, além do próprio jogo, fazem as cordas perderem tensão naturalmente. Sendo assim, não deixe as cordas mais do que 4 meses em sua raquete, caso queira um melhor aproveitamento!

    Grande abraço e até a próxima!

  • "Fabrizio, quero um encordoamento e/ou raquete que faça minha bola andar mais". Esta é talvez uma das frases que mais escutei ao longo de quase duas décadas em contato com os mais variados níveis de tenistas! Como ultimamente isso tem acontecido com maior frequência, passei a tentar entender o que o jogador está realmente buscando. Aresposta, além de ter um certo grau de complexidade, não é uma verdade universal e, sim, uma adaptação para cada jogador.

    Sabemos que o tênis está cada vez mais rápido e o jogador (profissional e amador) que conseguir maximizar o aproveitamento do tempo que tem desde quando a bola sai da raquete do seu adversário até que saia da sua, leva larga vantagem em uma partida. Os equipamentos têm uma grande contribuição nessa equação para que você possa ter mais ou menos sucesso, pois você poderá ter uma combinação de raquete/corda/tensão que poderá ajudar ou prejudicar com que use a força de seu adversário em um contra- ataque ou que possa imprimir com eficiência seu golpe mais agressivo, quando o adversário joga defensivamente.

    A primeira pergunta que disparo ao tenista é o que, de fato, ele busca: se ele quer uma combinação que o ajude a ter menor esforço físico para que a bola passe da rede e chegue ao fundo com maior facilidade; ou se ele quer uma combinação que o ajude a ter mais peso de bola, ou seja, que possa ter mais agressividade em seus golpes, na hora de tomar as rédeas do ponto e imprimir velocidade. Como iremos notar, "soltar a bola" e gerar "peso de bola" são duas características bem distintas e o tenista deve ter ciência de qual caminho seguir.

    Equipamentos para soltar a bola: Existem no mercado diversos itens que ajudam o tenista a fazer menor esforço físico e que conseguir gerar potência na batida (usando também a força do adversário), para que a bola passe da rede e chegue ao fundo com maior facilidade. Pense em uma trajetória da bola percorrendo por completo um ângulo de 180 graus. Ela chegará ao fundo, mas não de maneira agressiva. Equipamentos que ajudam essa necessidade encaixam-se em tenistas que não têm batida forte e/ou swing completo, em geral, suprem a necessidade de força para ajudar o jogador a colocar a bola do outro lado com maior facilidade.

    Pense em um jogador nesse estilo, que tenha uma raquete/corda que segurem a bola? Incompatível, certo? Além de ser incompatível, poderão resultar em uma série de dores. Em geral, jogadores mais defensivos ou que tenham movimento de curto para médio se darão melhor com uma raquete mais leve, com maior peso na cabeça (para impulsionar o braço e consequentemente a batida) e com cordas mais elásticas (não necessariamente com pouca tensão).

    Também por esses motivos, raquetes mais recreacionais quase sempre não serão demasiadamente pesadas e quase sempre terão peso na cabeça, pois o iniciante não terá o swing para uma raquete mais pesada e que controla a bola. Se o seu caso for esse, recomendo raquetes de até no máximo 280 gramas e se sua bola estiver quicando muito antes do fundo, aconselho usar uma raquete com maior peso na cabeça e encordoamentos que afundem mais a bola. São recomendadas cordas multifilamentos (tripas sintéticas) com uma tensão um pouco mais alta ou monofilamentos (co- polímeros) com tensões mais baixas.

    EQUIPAMENTOS PARA COLOCAR PESO NA BOLA
    Ao contrário do abordado acima, quando o tenista gosta de ditar as regras do ponto e imprimir velocidade nas batidas (principalmente nos winners), deverá buscar um equipamento que ofereça maior controle. Obviamente quanto maior o controle mais seu equipamento segurará a bola e dependerá do jogador soltar o braço para fazer a bola andar, usando uma raquete com maior peso.

    Obviamente, quanto maior a massa do corpo em contato com a bola, maior o peso da batida (de preferência peso voltado para o cabo) combinada com uma batida forte e swing longo. Sem estes, de nada adianta uma raquete mais pesada. O jogador terá o máximo de agressividade em sua batida, assim, mandando uma bola que chegue do outro lado com peso. Claro que isso não é tão fácil, pois esse é o perfil dos profissionais!

    Em comparação com o perfil citado no parágrafo anterior, se um tenista tem swing longo e bate forte na bola, se usa um equipamento que também solte a bola, terá que ter um controle e tempo de bola absurdo! Caso contrário as bolas terão grande chance de parar na tela. Justamente por isso, para buscar o máximo de potência e controle, as empresas do tênis têm investido em raquetes/cordas que proporcionem o MÁXIMO de spin, pois quanto maior o efeito que o tenista puder colocar, mais forte e com mais controle seus golpes chegarão na quadra adversária. Para esse perfil, sugiro raquetes com mais de 300 gramas e distribuição de peso equilibrada para peso no cabo; cordas híbridas com tensão pelo menos na média do indicado pelo fabricante também poderão ajudar, além, é claro, de customização da raquete com pesos.

    Importante: é comum ver tenistas que precisem de equipamentos que soltem mais a bola usar equipamentos que seguram mais a bola e vice-versa. Essa incompatibilidade, além de resultar na falta de evolução no próprio jogo, tem grande possibilidade de lesões. Por isso, é fundamental conversar com seu técnico ou professor a fim de saber qual seu estilo de batida/swing e depois conversar conosco, técnicos em equipamentos, para chegar a um denominador comum. Do mesmo jeito que um jogador que precisa gerar força através do equipamento pode se lesionar quando usa uma raquete mais pesada, um tenista que bate muito forte poderá ter dores jogando com raquetes muito leves, pois colocar peso de bola com raquetes mais leves dá a impressão (acertada) de que o tenista tem de fazer muita força para fazer a bola andar. Nos dois casos, movimentos incompatíveis com os equipamentos resultarão em maiores vibrações para o braço.

    Acredito que o principal é a conversa com seu professor e principalmente com um técnico em raquetes/encordoamentos. É imprescindível que venha à loja com seu equipamento atual e uma noção de estilo de batida que tem e o que gostaria de mudar. E o principal entre os principais: teste 2 ou 3 configurações diferentes, combinando cordas/tensões diferentes, balanceamento com fitas de chumbo (minha loja é uma das poucas no Brasil com uma máquina digital de balanceamento de raquetes) e, se for o caso, troque de raquete. Mas é muito válido buscar inovações pois certamente poderão trazer resultados surpreendentes dentro de quadra.

    Grande abraço e até a próxima!

  • Olá amigas e amigos que acompanham a área de instrução do site Liga Regional de Tênis! De alguns meses para cá, tenho acompanhado um crescimento no interesse do público feminino pelo tênis. Tanto crianças como adultas têm procurado mais o esporte e, além do público iniciante, tenho visto várias mulheres evoluindo seu patamar de jogo. Não é por menos que também vivemos nesse ano resultados profissionais no tênis feminino que não víamos há anos. Com base nessa nova realidade do tênis nacional, nos deparamos com perguntas como se existem diferenças ou algo exclusivo para mulheres. Vamos portanto explorar alguns pontos.

    Primeiramente, não se pode generalizar afirmando que determinadas cordas ou raquetes sejam específicas para mulheres (isso é claro não entrando no mérito das roupas ou calçados, que aí sim tem linhas específicas e cada vez mais bem elaboradas para o público feminino), muito embora possamos afirmar que normalmente a maioria das mulheres, por uma questão natural de menor força quando comparada com os homens em geral, use equipamentos mais confortáveis.

    No caso da raquete, são recomendáveis modelos mais leves e normalmente com cabos mais finos (esse último ponto, é de extrema importância para se levar em consideração). Isso se dá ao fato da estatura e do biotipo médios da mulher brasileira, ou seja, por aqui em geral as mulheres tendem a não bater muito forte. Precisam portanto de raquetes e cordas que ajudem a gerar potência na batida sem exigir tanto do braço.

    No caso da empunhadura, é tão verdade que o público feminino tem obtido maior espaço no tênis que hoje algumas marcas de raquetes já trazem ao Brasil modelos com cabos mais finos: L1, que tem 4 polegadas e1/8, e até o L0, de 4 polegadas e 0/8). Em raquetes com mais peso; obviamente isso não se aplica, já que as mulheres com biotipo mais competitivo imprimem um ritmo de batida muito mais pesado, exigindo do equipamento outros atributos.

    O essencial nesse caso é sempre ser instruída corretamente para montar um kit de encordoamento + raquete específicos para a faixa etária, biotipo e objetivos de cada tenista, o que é totalmente possívei graças às variantes que o mercado oferece hoje no país.

    Ultimamente, também tem sido normal encontrarmos, além das roupas e calçados, raquetes e cordas com visual feminino, ou seja, com com detalhes roxos ou rosas. São equipamentos idênticos aos do mercado tradicional, mas com visual adaptado ao público feminino. A Babolat por exemplo trará uma linha exclusiva de produtos femininos em dois dos maiores torneios do mundo (Wimbledon e Roland Garros).

    Outros equipamentos de muita utilidade no mercado são acessórios como viseiras, prendedores de cabelo, suporte de bolas e overgrips. Vale dizer que todos esses itens têm cosméticas bem particulares, voltadas para as mulheres.

    Para concluir, podemos dizer que existem sim diferenças entre os equipamentos de tênis masculinos e femininos, principalmente no aspecto visual, mas não podemos afirmar que todos esses itens são voltados para todos os níveis de jogadoras. Por isso. é sempre bom ter o aconselhamento de um profissional da área que saiba detectar as necessidades de cada tenista e assim utilizar melhor a grande variedade disponível de equipamento e acessórios.

    Falaremos hoje sobre o modelo mais comentado e procurado: a Pure Strike. Com 98 Sq. in. de cabeça, 305 gramas (sem corda), 16x19 de número de cordas, esta raquete foi desenvolvida para jogadores de fundo de quadra agressivos, ou seja, preferem atacar o oponente pegando a bola na subida e usando a força do golpe do adversário, precisando assim de muita sensibilidade, firmeza e controle.

    Grande abraço e ótimos winners a todos!

  • Ano novo, todos têm novas metas e objetivos, entre elas, praticar mais esportes (o que é extremamente positivo!). Como no ano que acabou, mais do que nos anteriores, eu tenha percebido mais o interesse das pessoas de começar (ou recomeçar) no tênis, achei o momento mais do que oportuno para oferecer importantes dicas de equipamentos aos novos jogadores.

    Quando se estabelece o início das atividades no tênis, é recomendado que as pessoas deem uma sondada nas lojas especializadas, a fim de terem um contato mais próximo com os ítens necessários, além de conversar com profissionais do ramo buscando opiniões.

    É importante ter-se uma idéia do tipo de material que se busca, se equipamentos para curto, médio ou longo prazo. Isso porque além do preço, estarão em análise a qualidade dos materiais e tecnologias presentes em cada modelo, que podem trazer diferentes consequências no aprendizado.

    Sabemos que muitos, ao iniciar no esporte, não têm uma ideia clara se realmente irão gostar e, por isso, acabam optando por equipamentos mais simples. Acreditem: após todos esses anos em contato com o esporte, afirmo que é muito difícil iniciar e não se apaixonar pelo tênis. Por esta razão, recomendo que, se puderem, iniciem com produtos de maior qualidade. Além de terem um ganho em conforto, podendo evitar lesões, investirão menos, a médio prazo, pois equipamentos mais simples têm vida útil curta uma vez que se dá continuidade no esporte.

    Obviamente, não podemos dizer que usando produtos voltados para iniciantes, o aprendizado será mais difícil ou de menor qualidade (levando-se em consideração os primeiros 6 meses). A grande diferença está em não ter de trocar os itens como raquetes e calçados a curto prazo – e precisando, muitas vezes, de uma readaptação - e na diferença "inconsciente"que está no conforto. Após em média 6 meses do início no esporte, afirmo que realmente o tenista passa a sentir diferenças reais no jogo quando usa equipamentos de maior qualidade.

    Devo citar como produtos primordiais para o início ou retorno no tênis, a raquete e o calçado específico. Como sem raquete é, obviamente, impossível de jogar, é importante dar maior atenção ao calçado, pois as pessoas normalmente esquecem desse detalhe e acham que qualquer modelo serve, o que é um grave erro. Quando se usa um tênis "normal", não há segurança nenhuma ao jogador, havendo grande risco de torções e quedas, pois como foi dito em uma das matérias anteriores sobre o assunto, os movimentos do tênis são em média 85% laterais e diagonais, enquanto o calçado normal é feito apenas para usar andando para frente.

    Outros itens como um vestuário adequado podem facilitar muito no aprendizado, devido à facilidade na movimentação, como um shorts específico (com bolsos para as bolinhas) e uma camiseta de fácil absorção de suor. As mulheres também têm uma grande variedade de roupas específicas. No caso das raquetes, é muito importante que se tenha noções básicas, por isso, recomendo que leiam atentamente as outras matérias desta coluna tratando do assunto.

    Aos que vão recomeçar no esporte, é preciso lembrar que muito provavelmente não estão nas mesmas condições físicas e técnicas da época de quando jogavam mais frequentemente. Portanto, mudar de raquete se baseando no biotipo atual e faixa etária, segundo os conselhos de profissionais capacitados para a indicação do equipamento, é extremamente importante.

    Lembramos que raquetes top de linha não são necessariamente raquetes em que é preciso fazer movimentos semelhantes aos profissionais, já que toda marca possui uma linha que reúne as principais tecnologias e materiais de cada fabricante, cada uma voltada para um tipo específico de tenista e de estilo de batida. Isto vale também para iniciantes que pretendem começar com raquetes top de linha.

    É sempre recomendado aos jogadores que vão começar do zero, que iniciem no esporte com aulas para não correrem o risco de fazerem movimentos incorretos que muitas vezes podem trazer problemas à sua integridade física, além de criar "vícios"que, com certeza, trarão problemas no futuro, limitando a evolução no jogo. Aos que já jogam, não acho menos importante, para que possam ser corrigidos possíveis erros de movimentação.

    Grande abraço e até a próxima!

  • Eles são um dos menores equipamentos da prática do tênis (se não me falha a memória, só perdem dos "bate forte" ou string savers), mas nem por isso são deixados em segundo plano. Pessoalmente, já testemunhei inúmeras discussões sobre sua eficácia e o assunto tem sempre um toque de polêmica. Estou falando dos antivibradores, que são peças de silicone ou borracha que ficam acoplados na parte inferior do encordoamento da raquete. Suas funções conheceremos a seguir.

    Antes de opinar sobre sua eficiência e quanta diferença pode fazer, precisamos conhecer o equipamento tecnicamente. Os antivibradores fazem parte de todos os catálogos das grandes empresas de artigos para tênis, podem ser produzidos de formas menores (normalmente os mais fáceis de escapar) ou em formato comprido, que além de estar em contato com mais cordas, são mais difíceis de escapar. Se isso vier a acontecer, será também mais fácil de achá-lo!

    Normalmente, os antivibradores menores são de materiais mais simples, como borracha (são aqueles famosos logos dos fabricantes). Já os mais compridos geralmente são de silicone, material que se mostra muito mais eficiente em termos de eliminar as vibrações, lembrando que cada marca apresenta uma particularidade em seus modelos, sejam elas diferenças na hora de prendê-lo ou materiais extras que maximizam o efeito de eliminar a vibração (existem modelos que vêm com micro-esferas de quartzo em seu interior).

    Onde usá-lo? Qualquer golpe no tênis tende a gerar uma vibração, vibração essa que, eventualmente, pode até chegar ao cotovelo/ombro do jogador, e pode ser minimizada com o encordoamento, antivibrador, tecnologias das raquetes e musculatura do braço, além do próprio movimento do tenista. Esses "filtros" normalmente reduzem a porcentagem de vibração a um nível que o nosso físico pode tolerar. E a vibração sempre desce, por isso, quanto mais baixo o antivibrador é colocado, melhor, ao contrário do que muitos tenistas fazem, colocando-o em cordas mais superiores. Obs: Em torneios oficiais não é permitido o uso do antivibrador acima da primeira corda.

    Quais diferenças eles trazem? Ao usar um antivibrador, a primeira diferença que um tenista irá sentir é o som da batida, que fica mais "seco". Este é um dos principais pontos, pois eu, por exemplo, gosto de ouvir o som da batida, outros detestam. Mas isso é muito particular de cada jogador. No mais, no golpe propriamente dito, eles deixam também a batida mais seca e a consequência disso também varia de tenista para tenista, pois isso afeta o psicológico e cada um recebe de uma maneira. Falando da vibração, em si, o acessório ajuda, sim, a eliminar parte da vibração da corda, mas prestem atenção: a vibração que pode chegar ao braço do tenista de maneira nociva é a causada pela raquete, ou seja, uma excelente corda e um ótimo antivibrador em uma raquete que vibra muito (normalmente as de alumínio/fusionadas, mas algumas raquetes tops de linha (principalmente as de maior controle, que têm uma área de batida muito restrita) não mudam este quadro.

    Devo usá-lo? Particularmente, sou da opinião que os antivibradores fazem, sim, diferença, pois parto do princípio que, além dos tenistas amadores, alguns profissionais usam e outros não. Posso exemplificar: Djokovic, Nadal, Sampras e Agassi são alguns dos que usam. Por isso, acho vital que cada tenista faça ao menos alguns testes para saber na prática as diferenças que irão sentir e, a partir daí, chegar à conclusão de se deve ou não usar em suas raquetes. Conheço casos de tenistas que usam antivibrador em um determinado modelo, mas em outro, não, tamanha a peculiaridade que cada jogador, mais o seu equipamento, têm.

    Conforme comentei acima, os antivibradores não "salvam" uma raquete que vibra muito, mas se você é aquele tenista que vive sofrendo com dores, principalmente de tennis elbow, ter uma raquete que não vibre, uma corda que proporcione conforto aliada com uma tensão adequada e um bom antivibrador, garanto que mal não fará, pelo contrário. O máximo que pode acontecer é somar maior conforto.

    Grande abraço e até a próxima!

  • Como o próprio nome diz, o overgrip é, na maioria dos casos, um item que é instalado acima do cushiongrip, em geral muito fino, apesar de a espessura sutilmente variar de modelo para modelo ou de marca para marca. Portanto, seu uso não altera muito sensivelmente a grossura do cabo, quando colocado mais esticado por exemplo. A escolha do overgrip adequado varia muito da necessidade e prioridade de cada tenista.

    Podemos classificá-los em quatro famílias:

    1- Apenas como complemento, a fim de evitar que o cushion estrague mais rápido (pois os overgrips, em geral, tem custo bem menor que um cushion);

    2- Os que podem ser usados para maximizar o efeito de absorver o suor (no caso dos modelos que buscam máxima absorção, principalmente quando combinados com um cushion também absorvente como conhecemos na matéria anterior);

    3- Para o caso de tenistas que buscam o máximo de aderência, pois existem modelos extremamente emborrachados e/ou com ranhuras que garantem melhor tração, como veremos a seguir e;

    4- Os overgrips para durabilidade.

    É muito importante salientar, que o ideal é não deixar o overgrip tempo demais na raquete, pois ele tem uma vida útil limitada e muitos tenistas o mantém durante tempo demais, acabando com todos os benefícios que eles podem trazer. Não existe um tempo correto de troca, pois depende do grau de exigência do jogador, bem como da frequência de jogos semanais. Outro fato a ser lembrado é que não se deve usar vários grips um acima do outro, pois isso interfere no balanço e peso da raquete, além de acabar com o formato do cabo. É comum um par ou trio de raquetes aparentemente iguais estarem diferentes por conta disso.

    Vários jogadores, amadores ou profissionais, resolvem abdicar do cushiongrip e usar apenas 1 ou 2 overgrips para buscar o máximo de "feeling" no cabo da raquete, pois o formato do cabo e do "copinho", ou terminal do cabo, ficam mais evidentes proporcionando um melhor tato.

    Gustavo Kuerten, por exemplo, usava apenas o overgrip no cabo de sua raquete, mas lembrem-se que a colocação correta é muito importante, pois instalar um grip mais ou menos esticado, com tarjas mais ou menos largas, etc, trará resultados diferentes, como maior conforto ou maior feeling. Por esses motivos, recomendo que o tenista sempre faça os testes para, na prática, saber as reais diferenças que poderão acarretar em seu jogo e para ajudá-los na escolha mais correta possível.

    Segue um guia de alguns modelos de overgrips existentes no mercado e suas características:

    Overgrips para serem usados como complemento: é usado sem grandes pretensões, mais para proteger o cushion. Em geral são os grips intermediários, ou seja, são mais versáteis e genéricos, costumam ser lisos. Quase todas as características dos grips dessa família são medianas, ou seja, normalmente eles terão rendimento médio em espessura, durabilidade, absorção e aderência. Consequentemente, são usados por jogadores que não tenham características que exijam grips mais específicos. Exemplos: Prince Maxtac, Babolat Syntec (Nadal) ou Vc original, Head Confortac, Gamma Supreme, etc. Obs: o melhor overgrip dessa família é o Babolat Symbio, que apresenta maior absorção e tem tecnologia antibactéria.

    Overgrips para absorção de suor: são os overgrips que tem tecnologias e materiais que possibilitam a máxima absorção de suor, em geral são aqueles que lembram um "veludo" e agem como se fossem uma toalha. Costumam durar menos por absorverem mais, por isso, devem ser trocados com maior frequência. Exemplo: Tourna grip. Começaremos pelo famoso "grip do Sampras", pois o Tourna grip nada mais é do que um overgrip com outro nome e é o que mais absorve suor (apesar de durar um pouco menos); Babolat Pro Team, Wilson H2over, etc.

    Overgrips para aderência: possuem películas que possibilitam que eles "grudem na mão", são extremamente emborrachados, variam bastante, pois enquanto alguns deles são lisos, outros possuem ranhuras para maior tração ou orifícios para absorver o suor combinando com a aderência. Exemplos: Wilson Pro Overgrip (Federer-liso) ou Pro Overgrip Tacky (com orifícios), Head Xtremetrack (ranhuras) ou Xtremesoft (orifícios), Yonex Supergrap (Liso), Babolat Mygrip (ranhuras), etc.

    Overgrips para durabilidade: normalmente são os mais grossos e não costumam proporcionar absorção de suor ou aderência, mas oferecem boa durabilidade e menos custo. Exemplos: Pro Kennex, Babolat Easy grip, Sigma, Tecnifibre, etc.

    Torno a frisar que a empunhadura é uma área essencial que merece nossa atenção, por isso, como sempre, recomendo que façam testes baseados em suas prioridades e fiquem ligados no rendimento que tanto o cushion quanto o overgrip pode estar fazendo ao seu jogo. Saibam que o uso contínuo do overgrip não significa que o cushion não deve ser trocado (mesmo que com menor frequência), principalmente para os jogadores que transpiram demais nas mãos. Não se esqueçam de mandarem as dúvidas em meu e-mail: fabrizio@tivollisports.com.br