Artigos:

* Qual a melhor tensão para o encordoamento?
* Saiba como fazer sua bola andar mais
* Existem diferenças nos equipamentos femininos?
* Grandes lançamentos no mercado de raquetes
* Quer mais controle da bola? Conheça as opções
* O que um iniciante precisa para começar no tênis?
* Entenda a diferença que o antivibrador pode fazer
* Conheça tudo sobre os overgrips
Um dos mais renomados especialistas em equipamentos para tênis do Brasil, com quase duas décadas de experiência. Encordoador oficial do Australian Open 2017; encordoador oficial do Brasil Open em 3 oportunidades além de outros torneios ATP nível Challenger. Certificado pelo francês Lucién Nogues durante a convenção Babolat Brasil. Esteve presente em Roland Garros 2017, convidado para acompanhar a sala de encordoamento do torneio e últimas tendências do circuíto. Autor de dezenas de matérias sobre equipamentos de tênis nos maiores veículos de comunicação do esporte. Proprietário e responsável pela área de tênis no grupo Tivolli Sports/Raquetemania, em Alphaville -SP.

Fabrízio Tivolli



Atualizado: 07 de Julho de 2018


Qual a melhor tensão para o encordoamento?

Olá, amantes do tênis, como estão? Falamos muito aqui na coluna sobre os equipamentos e tecnologias que os envolvem, mas o uso adequado e particular dentro da realidade de cada tenista é imprescindível. Por isso, desta vez, irei abordar um tema de extrema importância para o jogo de todos nós, algo essencial e que ajuda e soma ainda mais, ou compromete um bom kit de raquete + corda: a tensão a ser usada nas cordas.

A tensão das cordas a ser usada em sua raquete parece algo bem simples de se definir. Em geral, o fabricante faz a recomendação da corda e tensão a ser utilizada em cada raquete e basta ficar naquele intervalo que você estará dentro do correto, certo? Não; não é bem assim! Esse tema merece uma atenção especial, se você quer extrair o máximo de seu equipamento e também evitar/prevenir focos de possíveis lesões que nenhum tenista quer ter.

Qual a tensão ideal que devo usar em minha raquete? A resposta a esta pergunta é totalmente particular e bate de frente com os objetivos de cada jogador, de onde ele quer chegar. Existem alguns fatores que você deve levar em consideração na hora de, juntamente com seu encordoador de confiança, escolher a tensão adequada. São eles:

- Seu foco é potência ou controle? A regra básica do encordoamento é esta: maior tensão = maior firmeza e controle, mas você terá que bater mais; menor tensão = maior potência e conforto, mas você terá que controlar mais os golpes; lembrando que potência, nesse caso, significa sua bola passar da rede e chegar ao fundo com maior facilidade, diferente de "peso de bola" onde a bola chega agressiva à quadra adversária, mas dependendo mais de sua batida e não, necessariamente, da tensão das cordas. Assim sendo, tenha claro que direção quer para seu jogo ou a deficiência que quer melhorar!

- Modelo de corda: Atualmente existem as cordas mais macias e confortáveis (multifilamentos), as mais firmes e de controle (monofilamentos) e ainda há a possibilidade (cada vez mais comum) de se misturar esses 2 tipos de cordas em encordoamentos híbridos, que já abordamos em matérias anteriores. O natural, no caso de cordas multi, é poder (não necessariamente dever) usar mais tensão, pois tendem a perder tensão e assim parte da precisão. No caso dos mono, que são cordas "duras", não é recomendado que se usem tensões muito elevadas (apesar de não ser obrigatório), pois isso resulta em um encordoamento mais desconfortável e "duro"; a menos que o objetivo seja o máximo de controle e também dependerá do modelo da raquete, como veremos a seguir. Outro fator de grande importância a se atentar é a espessura das cordas, o que poderá colaborar ainda mais para sua sensibilidade e sucesso na escolha de um novo conjunto de corda e tensão.

Número de cordas x tamanho da cabeça da raquete: Existem raquetes com cabeça tradicional ou menores, que possuem uma furação bem elevada, como 18 x 20, 16 x 20, etc. Isso faz com que as cordas fiquem bem próximas umas das outras, o que deixa a tensão mais concentrada e consequentemente mais dura. Nesses modelos, há um cuidado em geral de se usar tensões menores. Uma raquete com cabeça maior e com menor furação (16 x 19, 16 x 18, etc.), faz o efeito contrário, podendo se utilizar uma tensão mais elevada.

- Diferentes tensões dentro do mesmo encordoamento: Podemos também, dentro do mesmo encordoamento, usar diferentes tensões na vertical e na horizontal. Em geral, usa-se mais tensão na vertical (em torno de 2 libras), principalmente por termos maior perda de tensão nas verticais (mains) pelo espaço ser maior do que nas horizontais (crosses), mas isso não é uma regra. Diversos tenistas (inclusive profissionais) usam o mesmo padrão de libras em toda a raquete e outros usam mais nas horizontais, seja por usarem cordas híbridas e em geral, nas horizontais se usar cordas mais macias, ou por preferências de jogo.

- Modelo da raquete: Se sua raquete já for uma raquete de configurações de controle e que solta pouco a bola, provavelmente você não precisará de uma corda de controle com alta tensão. Até por isso, os tenistas profissionais (que usam raquetes desse perfil) têm usado tensões cada vez mais baixas, em geral, abaixo das 55 libras. Se sua raquete for de um modelo que solte bem a bola, você poderá usar tensões mais elevadas. Mais uma vez afirmo: não se trata de uma regra e depende muito da fase que você está fisicamente e dentro do próprio jogo.

Notem que há uma "equação" para se chegar à tensão ideal para seu jogo. Por isso, o primeiro passo é ter definido qual seu principal objetivo, pois no tênis e, principalmente nos equipamentos, quando ganhamos em uma área perdemos proporcionalmente em outra. O segundo passo é fazer alguns testes para sentir na prática como as diferenças poderão afetar positivamente (ou não) dentro de quadra, assim você terá a bagagem necessária para achar a melhor tensão dentro do seu kit de equipamentos. Como atualmente há uma enorme variedade de raquetes e cordas disponível no mercado, é muito recomendável que de fato teste algumas configurações diferentes, tendo como ponto de partida seus objetivos e preferências/deficiências específicas. Apesar de parecer algo complexo, nada como uma pequena conversa com um profissional de confiança na área, que te dará facilmente uma boa indicação para começar.

Lembre-se: mesmo que você encordoe sua raquete e não jogue, a tensão será perdida! Algumas cordas mais rapidamente, outras menos. Mas a interferência do tempo e clima, além do próprio jogo, fazem as cordas perderem tensão naturalmente. Sendo assim, não deixe as cordas mais do que 4 meses em sua raquete, caso queira um melhor aproveitamento!

Grande abraço e até a próxima!



Saiba como fazer sua bola andar mais

"Fabrizio, quero um encordoamento e/ou raquete que faça minha bola andar mais." Esta é talvez uma das frases que mais escutei ao longo de quase duas décadas em contato com os mais variados níveis de tenistas! Como ultimamente isso tem acontecido com maior frequência, passei a tentar entender o que o jogador está realmente buscando. Aresposta, além de ter um certo grau de complexidade, não é uma verdade universal e, sim, uma adaptação para cada jogador.

Sabemos que o tênis está cada vez mais rápido e o jogador (profissional e amador) que conseguir maximizar o aproveitamento do tempo que tem desde quando a bola sai da raquete do seu adversário até que saia da sua, leva larga vantagem em uma partida. Os equipamentos têm uma grande contribuição nessa equação para que você possa ter mais ou menos sucesso, pois você poderá ter uma combinação de raquete/corda/tensão que poderá ajudar ou prejudicar com que use a força de seu adversário em um contra- ataque ou que possa imprimir com eficiência seu golpe mais agressivo, quando o adversário joga defensivamente.

A primeira pergunta que disparo ao tenista é o que, de fato, ele busca: se ele quer uma combinação que o ajude a ter menor esforço físico para que a bola passe da rede e chegue ao fundo com maior facilidade; ou se ele quer uma combinação que o ajude a ter mais peso de bola, ou seja, que possa ter mais agressividade em seus golpes, na hora de tomar as rédeas do ponto e imprimir velocidade. Como iremos notar, "soltar a bola" e gerar "peso de bola" são duas características bem distintas e o tenista deve ter ciência de qual caminho seguir.

Equipamentos para soltar a bola: Existem no mercado diversos itens que ajudam o tenista a fazer menor esforço físico e que conseguir gerar potência na batida (usando também a força do adversário), para que a bola passe da rede e chegue ao fundo com maior facilidade. Pense em uma trajetória da bola percorrendo por completo um ângulo de 180 graus. Ela chegará ao fundo, mas não de maneira agressiva. Equipamentos que ajudam essa necessidade encaixam-se em tenistas que não têm batida forte e/ou swing completo, em geral, suprem a necessidade de força para ajudar o jogador a colocar a bola do outro lado com maior facilidade.

Pense em um jogador nesse estilo, que tenha uma raquete/corda que segurem a bola? Incompatível, certo? Além de ser incompatível, poderão resultar em uma série de dores. Em geral, jogadores mais defensivos ou que tenham movimento de curto para médio se darão melhor com uma raquete mais leve, com maior peso na cabeça (para impulsionar o braço e consequentemente a batida) e com cordas mais elásticas (não necessariamente com pouca tensão).

Também por esses motivos, raquetes mais recreacionais quase sempre não serão demasiadamente pesadas e quase sempre terão peso na cabeça, pois o iniciante não terá o swing para uma raquete mais pesada e que controla a bola. Se o seu caso for esse, recomendo raquetes de até no máximo 280 gramas e se sua bola estiver quicando muito antes do fundo, aconselho usar uma raquete com maior peso na cabeça e encordoamentos que afundem mais a bola. São recomendadas cordas multifilamentos (tripas sintéticas) com uma tensão um pouco mais alta ou monofilamentos (co- polímeros) com tensões mais baixas.

EQUIPAMENTOS PARA COLOCAR PESO NA BOLA
Ao contrário do abordado acima, quando o tenista gosta de ditar as regras do ponto e imprimir velocidade nas batidas (principalmente nos winners), deverá buscar um equipamento que ofereça maior controle. Obviamente quanto maior o controle mais seu equipamento segurará a bola e dependerá do jogador soltar o braço para fazer a bola andar, usando uma raquete com maior peso.

Obviamente, quanto maior a massa do corpo em contato com a bola, maior o peso da batida (de preferência peso voltado para o cabo) combinada com uma batida forte e swing longo. Sem estes, de nada adianta uma raquete mais pesada. O jogador terá o máximo de agressividade em sua batida, assim, mandando uma bola que chegue do outro lado com peso. Claro que isso não é tão fácil, pois esse é o perfil dos profissionais!

Em comparação com o perfil citado no parágrafo anterior, se um tenista tem swing longo e bate forte na bola, se usa um equipamento que também solte a bola, terá que ter um controle e tempo de bola absurdo! Caso contrário as bolas terão grande chance de parar na tela. Justamente por isso, para buscar o máximo de potência e controle, as empresas do tênis têm investido em raquetes/cordas que proporcionem o MÁXIMO de spin, pois quanto maior o efeito que o tenista puder colocar, mais forte e com mais controle seus golpes chegarão na quadra adversária. Para esse perfil, sugiro raquetes com mais de 300 gramas e distribuição de peso equilibrada para peso no cabo; cordas híbridas com tensão pelo menos na média do indicado pelo fabricante também poderão ajudar, além, é claro, de customização da raquete com pesos.

Importante: é comum ver tenistas que precisem de equipamentos que soltem mais a bola usar equipamentos que seguram mais a bola e vice-versa. Essa incompatibilidade, além de resultar na falta de evolução no próprio jogo, tem grande possibilidade de lesões. Por isso, é fundamental conversar com seu técnico ou professor a fim de saber qual seu estilo de batida/swing e depois conversar conosco, técnicos em equipamentos, para chegar a um denominador comum. Do mesmo jeito que um jogador que precisa gerar força através do equipamento pode se lesionar quando usa uma raquete mais pesada, um tenista que bate muito forte poderá ter dores jogando com raquetes muito leves, pois colocar peso de bola com raquetes mais leves dá a impressão (acertada) de que o tenista tem de fazer muita força para fazer a bola andar. Nos dois casos, movimentos incompatíveis com os equipamentos resultarão em maiores vibrações para o braço.

Acredito que o principal é a conversa com seu professor e principalmente com um técnico em raquetes/encordoamentos. É imprescindível que venha à loja com seu equipamento atual e uma noção de estilo de batida que tem e o que gostaria de mudar. E o principal entre os principais: teste 2 ou 3 configurações diferentes, combinando cordas/tensões diferentes, balanceamento com fitas de chumbo (minha loja é uma das poucas no Brasil com uma máquina digital de balanceamento de raquetes) e, se for o caso, troque de raquete. Mas é muito válido buscar inovações pois certamente poderão trazer resultados surpreendentes dentro de quadra.

Grande abraço e até a próxima!



Existem diferenças nos equipamentos femininos?

Olá amigas e amigos que acompanham a área de instrução do site Liga Regional de Tênis! De alguns meses para cá, tenho acompanhado um crescimento no interesse do público feminino pelo tênis. Tanto crianças como adultas têm procurado mais o esporte e, além do público iniciante, tenho visto várias mulheres evoluindo seu patamar de jogo. Não é por menos que também vivemos nesse ano resultados profissionais no tênis feminino que não víamos há anos. Com base nessa nova realidade do tênis nacional, nos deparamos com perguntas como se existem diferenças ou algo exclusivo para mulheres. Vamos portanto explorar alguns pontos.

Primeiramente, não se pode generalizar afirmando que determinadas cordas ou raquetes sejam específicas para mulheres (isso é claro não entrando no mérito das roupas ou calçados, que aí sim tem linhas específicas e cada vez mais bem elaboradas para o público feminino), muito embora possamos afirmar que normalmente a maioria das mulheres, por uma questão natural de menor força quando comparada com os homens em geral, use equipamentos mais confortáveis.

No caso da raquete, são recomendáveis modelos mais leves e normalmente com cabos mais finos (esse último ponto, é de extrema importância para se levar em consideração). Isso se dá ao fato da estatura e do biotipo médios da mulher brasileira, ou seja, por aqui em geral as mulheres tendem a não bater muito forte. Precisam portanto de raquetes e cordas que ajudem a gerar potência na batida sem exigir tanto do braço.

No caso da empunhadura, é tão verdade que o público feminino tem obtido maior espaço no tênis que hoje algumas marcas de raquetes já trazem ao Brasil modelos com cabos mais finos: L1, que tem 4 polegadas e1/8, e até o L0, de 4 polegadas e 0/8). Em raquetes com mais peso; obviamente isso não se aplica, já que as mulheres com biotipo mais competitivo imprimem um ritmo de batida muito mais pesado, exigindo do equipamento outros atributos.

O essencial nesse caso é sempre ser instruída corretamente para montar um kit de encordoamento + raquete específicos para a faixa etária, biotipo e objetivos de cada tenista, o que é totalmente possívei graças às variantes que o mercado oferece hoje no país.

Ultimamente, também tem sido normal encontrarmos, além das roupas e calçados, raquetes e cordas com visual feminino, ou seja, com com detalhes roxos ou rosas. São equipamentos idênticos aos do mercado tradicional, mas com visual adaptado ao público feminino. A Babolat por exemplo trará uma linha exclusiva de produtos femininos em dois dos maiores torneios do mundo (Wimbledon e Roland Garros).

Outros equipamentos de muita utilidade no mercado são acessórios como viseiras, prendedores de cabelo, suporte de bolas e overgrips. Vale dizer que todos esses itens têm cosméticas bem particulares, voltadas para as mulheres.

Para concluir, podemos dizer que existem sim diferenças entre os equipamentos de tênis masculinos e femininos, principalmente no aspecto visual, mas não podemos afirmar que todos esses itens são voltados para todos os níveis de jogadoras. Por isso. é sempre bom ter o aconselhamento de um profissional da área que saiba detectar as necessidades de cada tenista e assim utilizar melhor a grande variedade disponível de equipamento e acessórios.

Falaremos hoje sobre o modelo mais comentado e procurado: a Pure Strike. Com 98 Sq. in. de cabeça, 305 gramas (sem corda), 16x19 de número de cordas, esta raquete foi desenvolvida para jogadores de fundo de quadra agressivos, ou seja, preferem atacar o oponente pegando a bola na subida e usando a força do golpe do adversário, precisando assim de muita sensibilidade, firmeza e controle.

Grande abraço e ótimos winners a todos!



Grandes lançamentos no mercado de raquetes

Olá amigos apaixonados por tênis! 2014 começou bem agitado para o nosso esporte: estamos em época de vários torneios de primeiro nível em nosso país e as marcas de raquetes, sabendo disso, fizeram vários lançamentos muito bem comentados em todo o mundo. Por isso, trazemos a vocês várias informações em forma de "release" sobre três dos modelos mais procurados e aguardados que selecionamos do mercado de raquetes. Em breve, traremos mais três releases. Espero que sejam úteis para ajudar na escolha de suas próximas raquetes.

- Wilson BLX Blade 98 S
O mais novo membro da "família Blade" de raquetes Wilson para 2014: a novíssima Blade 98S. Primeiramente, vale lembrar que alguns modelos da Blade já passaram pelas mãos de inúmeros profissionais de peso, como Djokovic, Tsonga, Raonic, entre outros, o que consagrou esta raquete como uma das potências mundiais quando o assunto é firmeza e controle. Para complementar a linha, a Wilson acaba de trazer ao Brasil o modelo 98S, que é uma mescla de configurações já conhecidas desta raquete, com a inclusão da "Spin Effect Technology".
Spin Effect Technology: trata-se de um avanço inovador na configuração de algumas das raquetes Wilson, que permite ao jogador produzir significativamente mais spin sem alterar seu swing. As raquetes com essa tecnologia podem adicionar até 200 rpms de rotação em cada batida. Consequentemente, o jogador ganha com esse spin a mais, 2 polegadas a mais na rede, fazendo com que a bola caia mais rápido dando ao jogador 12 polegadas a mais de margem de erro. Outro dado importante desta tecnologia, é que gera 3.3x mais movimento das cordas, resultando em um retorno de batida até 69% mais rápido (gerando spin e ótima potência) do que uma raquete tradicional (com as mesmas configurações).
No caso específico da Blade 98S, o padrão de cordas inovador é 18 (verticais/mains) x 16 (horizontais/crosses), em um peso de 310 gramas (aproximadamente, com corda) ou 294 gramas (sem corda); perfil de aro fino (que garante maior firmeza e controle de bola) e balanço equilibrado (33,0 cm). Esta certamente será uma das raquetes mais comentadas em 2014, ela é ideal para tenista de swing longo que não queira uma raquete muito pesada.

- Yonex Ezone AI 98
Um dos modelos mais aguardados de 2014 da excelente marca japonesa (que está em alta atualmente no Brasil), a Ezone AI 98. Trata-se da evolução da antiga Ezone 98 (preta), uma raquete de ótima firmeza, um pouco mais de peso (longe de ser exageradamente pesada) fabricada no Japão e contando com as principais tecnologias da marca, como o sistema consagrado e conhecido da cabeça "isométrica" (formato quase retangular denominado "New isometric"), que garante uma área doce de batida maior ao tenista, combinado com uma nova configuração e formato de aro, que oferece 7% a mais de sweet spot do que sua antecessora.
Além disso, ela não vibra praticamente nada, graças às novas tecnologias "Shockless Grommets", que ficam no coração da raquete e agem como um antivibrador, e o "Quake shut gel", que fica dentro do grip e minimiza as poucas vibrações que ainda vieram do aro.
Estas tecnologias, combinadas com a estrutura da raquete, possibilitam ao tenista uma sensação muito mais "viva" de batida, com ótima sensibilidade. Ideal para jogadores de swing longo que procuram firmeza e controle, mas com conforto. Peso: 310 gramas (sem corda); cabeça 98 Sq. In. Balanço: 31,0 cm (levemente voltado para o cabo); número de cordas: 16 x 19. É o modelo de Ana Ivanovic.

- Babolat Pure Strike
Fazia algum tempo que a marca francesa usada por Rafael Nadal, Jo Wilfred Tsonga, entre tantos outros, vinha buscando uma raquete de firmeza e controle. Desta vez, o fizeram com estilo! A família Pure Strike e Pure Control, vieram preencher a lacuna que a Babolat tinha quanto a esse tipo de raquete.
Falaremos hoje sobre o modelo mais comentado e procurado: a Pure Strike. Com 98 Sq. in. de cabeça, 305 gramas (sem corda), 16x19 de número de cordas, esta raquete foi desenvolvida para jogadores de fundo de quadra agressivos, ou seja, preferem atacar o oponente pegando a bola na subida e usando a força do golpe do adversário, precisando assim de muita sensibilidade, firmeza e controle.
Pensando nisso, a Babolat, após meses de pesquisas e testes, combinou a estrutura e configurações dessa raquete, com diversas tecnologias inovadoras, como: "Stabilizer technology" e "Evo beam": consistem em um aro de diferentes medias ao longo da cabeça, feito de estrutura híbrida (quadrado e elíptico) e fibras de carbono que reduzem a torsão, melhorando a estabilidade e oferecendo maior precisão ao golpe. Na área do conforto, temos as tecnologias "X-sider", que é uma extensão da cabeça dentro do aro, que aumenta em até 10% a área doce de batida combinada com o "Response Woofer", que fica na parte externa da cabeça e age em conjunto com o X sider, possibilitando que o jogador possa usar mais do aro da raquete com ótima potência e resposta nos golpes (uma espécie de elástico e fica bem evidente na batida com a bola). O modelo Pure Strike 305 gramas é o mais comercial e versátil da linha, é a grande aposta da Babolat.

Espero que estas informações tenham sido úteis para você que está buscando uma nova raquete. Devo dizer que este é um momento bem conveniente para isso, pois nos vários anos que estou no tênis, nunca vi o mercado tão preparado, com tantos modelos e tantas ótimas tecnologias de raquetes e cordas, bem alinhado com os mercados do resto do mundo. Em caso de dúvida, não hesitem em enviar uma mensagem no e-mail abaixo e para os que quiserem conhecer melhor estes e outros lançamentos de 2014, basta acessar o site: www.raquetemania.com.br

Grande abraço e ótimos winners a todos!



Quer mais controle da bola? Conheça as opções

Cada vez mais, tenho acompanhado vários tenistas à procura de uma raquete que lhes proporcione maior controle de bola. Esse tipo de raquete certamente traz muito mais firmeza, controle, e por ter o aro mais fino oferece menos atrito com o ar, ajudando também nos efeitos. Em contrapartida, apesar de oferecer inúmeros benefícios ao jogo, elas também exigem mais do tenista em alguns quesitos, como veremos a seguir.

Todas as marcas fabricantes de raquetes têm em sua família modelos voltados para o extremo controle. Esses modelos estão, na maioria dos casos, nas mãos dos jogadores profissionais que vemos no circuito, além de nas de diversos juvenis e até veteranos que jogam competitivamente.

A primeira pergunta que muitos tenistas amadores fazem é: Será que eu também posso usar esse tipo de raquete? Bom.... Vamos analisar: Raquetes desse tipo possuem inúmeras características que as fazem controlar mais a bola, como o peso mais elevado, distribuição de peso mais voltada para o cabo, aro mais fino, cabeças menores e maior número de cordas x tamanho da cabeça. Todos esses valores, quanto mais "radicais",mais ajudarão a controlar, muito embora realmente exijam do tenista um swing, em 80 a 85% das suas batidas, bem longo e na mesma proporção batidas em uma área mais centralizada do aro. Isso a fim de ter o máximo de rendimento e evitar problemas com lesões, pois se um tenista usa uma raquete desse tipo e bate muitas vezes fora do centro ou com swing mais curto do que a raquete pede, a chance de gerar maior vibração na raquete aumenta muito, trazendo problemas. A boa notícia é que as raquetes de tecnologias atuais têm expandido bastante a área de batida, mesmo em cabeças menores, e reduzido bastante as vibrações. Concluindo este raciocínio, na minha opinião tenistas amadores podem sim usar esse tipo de raquete, desde que atendam os requisitos acima!

Acho fundamental que o jogador tenha bem definido em sua cabeça suas reais necessidades no jogo e onde quer chegar, pois é muito simples: esse tipo de raquete não é nenhum "bicho papão", mas realmente não pode ser usado por um iniciante no tênis, por crianças ou jogadores que tenham swing curto ou médio. Sabendo que esse tipo de equipamento está na mão dos ídolos que vemos na TV, muitas pessoas querem a mesma raquete dos profissionais (aconteceu muito na época do Guga e do Sampras) e não tinham o swing que a raquete exigia. Isso resultou em um grande contingente de amadores com lesões (principalmente de cotovelo e ombro). As fabricantes de raquetes, felizmente, passaram a criar modelos com a mesma cosmética e tecnologias das raquetes dos pro's, mas com configurações mais "soft".

Aos que não se encaixam no que foi dito acima e caso estejam percebendo que suas raquetes atuais estão soltando muito a bola, que estão tendo que restringir seus movimentos para a bola entrar na quadra (o que é altamente prejudicial) ou que está faltando peso em suas raquetes e em seus golpes, SIM, está na hora de procurar uma raquete de maior controle.

Outro fator determinante para o sucesso do uso de uma raquete de controle é o tipo de encordoamento e tensão que será usado, pois uma corda mais macia e com menos tensão ajudará a raquete a oferecer certo controle. No caso dos profissionais, que usam cordas não tão macias (a maioria usa co-polímeros), o que se tem visto é uma grande redução de tensão, pois usando uma raquete tão firme e uma corda firme, não há necessidade, em muitos casos, de se usar uma tensão tão elevada, mesmo porque isso aumenta também o risco de lesões.
Vamos conhecer agora alguns dos principais modelos que se encaixam nessa linha de raquetes, presentes no mercado brasileiro:

Wilson BLX Pro Staff Six one Tour 90 -  É a raquete atual de Roger Federer, tem cabeça reduzida e alto peso. Talvez a raquete que mais ofereça controle entre as disponíveis no mercado.
Peso: 339 gramas (sem corda);
Balanço: 30,5 cms;
Número de cordas: 16 x 19;
Tamanho da cabeça: 90 sq. in.
Distribuição de peso: voltado para o cabo;

Head Youtek Prestige IG Mid Plus - Uma das raquetes de maior firmeza da marca austríaca. É um modelo clássico, que oferece área de batida um pouco maior, menos radical em termos de peso;. Foi o modelo usado por Gustavo Kuerten em praticamente toda sua carreira. Dsponível também nos modelos "Pro"e "Mid size".
Peso: 320 gramas (sem corda);
Tamanho da cabeça: 98 Sq.In. ;
Número de cordas: 18 x 20;
Balanço: 31,0 cms;
Distribuição de peso: voltado para o cabo.

Dunlop Biomimetic 300 Tour -  Modelo usado por Jurgen Melzer. Trata-se de uma raquete bem semelhante à Prestige Mid plus, pois suas configurações são praticamente idênticas.
Peso: 320 gramas (com corda);
Número de cordas: 18 x 20;
Tamanho da cabeça: 97 Sq.In.
Balanço: 32,0 cms;
Distribuição de peso: levemente voltado para o cabo.

Babolat Pure Storm Tour GT - Dentre as citadas anteriormente, esta raquete oferece maior potência e área de batida, porém um pouco menos de controle. Foi usada pelo chileno Fernando Gonzalez em praticamente toda sua carreira.
Peso: 320 gramas (com corda);
Número de cordas: 16 x 20;
Tamanho da cabeça: 98 Sq.In.
Balanço: 31,0 cms;
Distribuição de peso: Voltado para o cabo.

Prince Exo3 Tour 16 x 18 - Raquete usada pelos espanhóis David Ferrer e Juan Carlos Ferrero, é um bom meio termo entre potência e controle - apesar de soltar mais a bola, competitivamente falando. No mais, é uma raquete que devido às suas tecnologias oferece menor atrito com o ar, sendo muito eficiente para batidas com efeitos.
Peso: 310 gramas (com corda);
Número de cordas: 16 x 18;
Tamanho da cabeça: 100 Sq.In.
Balanço: 31,0 cms;
Distribuição de peso: Moderadamente voltado para o cabo.

Caso tenham maiores dúvidas sobre as raquetes, acessem o site www.raquetemania.com.br. Nele existem perguntas frequentes feitas por internautas nos tópicos de cada uma dessas raquetes, além de maiores descrições.

Grande abraço e até a próxima!



O que um iniciante precisa para começar no tênis?

Ano novo, todos têm novas metas e objetivos, entre elas, praticar mais esportes (o que é extremamente positivo!). Como no ano que acabou, mais do que nos anteriores, eu tenha percebido mais o interesse das pessoas de começar (ou recomeçar) no tênis, achei o momento mais do que oportuno para oferecer importantes dicas de equipamentos aos novos jogadores.

Quando se estabelece o início das atividades no tênis, é recomendado que as pessoas deem uma sondada nas lojas especializadas, a fim de terem um contato mais próximo com os ítens necessários, além de conversar com profissionais do ramo buscando opiniões.

É importante ter-se uma idéia do tipo de material que se busca, se equipamentos para curto, médio ou longo prazo. Isso porque além do preço, estarão em análise a qualidade dos materiais e tecnologias presentes em cada modelo, que podem trazer diferentes consequências no aprendizado.

Sabemos que muitos, ao iniciar no esporte, não têm uma ideia clara se realmente irão gostar e, por isso, acabam optando por equipamentos mais simples. Acreditem: após todos esses anos em contato com o esporte, afirmo que é muito difícil iniciar e não se apaixonar pelo tênis. Por esta razão, recomendo que, se puderem, iniciem com produtos de maior qualidade. Além de terem um ganho em conforto, podendo evitar lesões, investirão menos, a médio prazo, pois equipamentos mais simples têm vida útil curta uma vez que se dá continuidade no esporte.

Obviamente, não podemos dizer que usando produtos voltados para iniciantes, o aprendizado será mais difícil ou de menor qualidade (levando-se em consideração os primeiros 6 meses). A grande diferença está em não ter de trocar os itens como raquetes e calçados a curto prazo – e precisando, muitas vezes, de uma readaptação - e na diferença "inconsciente"que está no conforto. Após em média 6 meses do início no esporte, afirmo que realmente o tenista passa a sentir diferenças reais no jogo quando usa equipamentos de maior qualidade.

Devo citar como produtos primordiais para o início ou retorno no tênis, a raquete e o calçado específico. Como sem raquete é, obviamente, impossível de jogar, é importante dar maior atenção ao calçado, pois as pessoas normalmente esquecem desse detalhe e acham que qualquer modelo serve, o que é um grave erro. Quando se usa um tênis "normal", não há segurança nenhuma ao jogador, havendo grande risco de torções e quedas, pois como foi dito em uma das matérias anteriores sobre o assunto, os movimentos do tênis são em média 85% laterais e diagonais, enquanto o calçado normal é feito apenas para usar andando para frente.

Outros itens como um vestuário adequado podem facilitar muito no aprendizado, devido à facilidade na movimentação, como um shorts específico (com bolsos para as bolinhas) e uma camiseta de fácil absorção de suor. As mulheres também têm uma grande variedade de roupas específicas. No caso das raquetes, é muito importante que se tenha noções básicas, por isso, recomendo que leiam atentamente as outras matérias desta coluna tratando do assunto.

Aos que vão recomeçar no esporte, é preciso lembrar que muito provavelmente não estão nas mesmas condições físicas e técnicas da época de quando jogavam mais frequentemente. Portanto, mudar de raquete se baseando no biotipo atual e faixa etária, segundo os conselhos de profissionais capacitados para a indicação do equipamento, é extremamente importante.

Lembramos que raquetes top de linha não são necessariamente raquetes em que é preciso fazer movimentos semelhantes aos profissionais, já que toda marca possui uma linha que reúne as principais tecnologias e materiais de cada fabricante, cada uma voltada para um tipo específico de tenista e de estilo de batida. Isto vale também para iniciantes que pretendem começar com raquetes top de linha.

É sempre recomendado aos jogadores que vão começar do zero, que iniciem no esporte com aulas para não correrem o risco de fazerem movimentos incorretos que muitas vezes podem trazer problemas à sua integridade física, além de criar "vícios"que, com certeza, trarão problemas no futuro, limitando a evolução no jogo. Aos que já jogam, não acho menos importante, para que possam ser corrigidos possíveis erros de movimentação.

Grande abraço e até a próxima!



Entenda a diferença que o antivibrador pode fazer

Eles são um dos menores equipamentos da prática do tênis (se não me falha a memória, só perdem dos "bate forte" ou string savers), mas nem por isso são deixados em segundo plano. Pessoalmente, já testemunhei inúmeras discussões sobre sua eficácia e o assunto tem sempre um toque de polêmica. Estou falando dos antivibradores, que são peças de silicone ou borracha que ficam acoplados na parte inferior do encordoamento da raquete. Suas funções conheceremos a seguir.

Antes de opinar sobre sua eficiência e quanta diferença pode fazer, precisamos conhecer o equipamento tecnicamente. Os antivibradores fazem parte de todos os catálogos das grandes empresas de artigos para tênis, podem ser produzidos de formas menores (normalmente os mais fáceis de escapar) ou em formato comprido, que além de estar em contato com mais cordas, são mais difíceis de escapar. Se isso vier a acontecer, será também mais fácil de achá-lo!

Normalmente, os antivibradores menores são de materiais mais simples, como borracha (são aqueles famosos logos dos fabricantes). Já os mais compridos geralmente são de silicone, material que se mostra muito mais eficiente em termos de eliminar as vibrações, lembrando que cada marca apresenta uma particularidade em seus modelos, sejam elas diferenças na hora de prendê-lo ou materiais extras que maximizam o efeito de eliminar a vibração (existem modelos que vêm com micro-esferas de quartzo em seu interior).

Onde usá-lo? Qualquer golpe no tênis tende a gerar uma vibração, vibração essa que, eventualmente, pode até chegar ao cotovelo/ombro do jogador, e pode ser minimizada com o encordoamento, antivibrador, tecnologias das raquetes e musculatura do braço, além do próprio movimento do tenista. Esses "filtros" normalmente reduzem a porcentagem de vibração a um nível que o nosso físico pode tolerar. E a vibração sempre desce, por isso, quanto mais baixo o antivibrador é colocado, melhor, ao contrário do que muitos tenistas fazem, colocando-o em cordas mais superiores. Obs: Em torneios oficiais não é permitido o uso do antivibrador acima da primeira corda.

Quais diferenças eles trazem? Ao usar um antivibrador, a primeira diferença que um tenista irá sentir é o som da batida, que fica mais "seco". Este é um dos principais pontos, pois eu, por exemplo, gosto de ouvir o som da batida, outros detestam. Mas isso é muito particular de cada jogador. No mais, no golpe propriamente dito, eles deixam também a batida mais seca e a consequência disso também varia de tenista para tenista, pois isso afeta o psicológico e cada um recebe de uma maneira. Falando da vibração, em si, o acessório ajuda, sim, a eliminar parte da vibração da corda, mas prestem atenção: a vibração que pode chegar ao braço do tenista de maneira nociva é a causada pela raquete, ou seja, uma excelente corda e um ótimo antivibrador em uma raquete que vibra muito (normalmente as de alumínio/fusionadas, mas algumas raquetes tops de linha (principalmente as de maior controle, que têm uma área de batida muito restrita) não mudam este quadro.

Devo usá-lo? Particularmente, sou da opinião que os antivibradores fazem, sim, diferença, pois parto do princípio que, além dos tenistas amadores, alguns profissionais usam e outros não. Posso exemplificar: Djokovic, Nadal, Sampras e Agassi são alguns dos que usam. Por isso, acho vital que cada tenista faça ao menos alguns testes para saber na prática as diferenças que irão sentir e, a partir daí, chegar à conclusão de se deve ou não usar em suas raquetes. Conheço casos de tenistas que usam antivibrador em um determinado modelo, mas em outro, não, tamanha a peculiaridade que cada jogador, mais o seu equipamento, têm.

Conforme comentei acima, os antivibradores não "salvam" uma raquete que vibra muito, mas se você é aquele tenista que vive sofrendo com dores, principalmente de tennis elbow, ter uma raquete que não vibre, uma corda que proporcione conforto aliada com uma tensão adequada e um bom antivibrador, garanto que mal não fará, pelo contrário. O máximo que pode acontecer é somar maior conforto.

Grande abraço e até a próxima!



Conheça tudo sobre os Overgrips

Como o próprio nome diz, o overgrip é, na maioria dos casos, um item que é instalado acima do cushiongrip, em geral muito fino, apesar de a espessura sutilmente variar de modelo para modelo ou de marca para marca. Portanto, seu uso não altera muito sensivelmente a grossura do cabo, quando colocado mais esticado por exemplo. A escolha do overgrip adequado varia muito da necessidade e prioridade de cada tenista.

Podemos classificá-los em quatro famílias:

1- Apenas como complemento, a fim de evitar que o cushion estrague mais rápido (pois os overgrips, em geral, tem custo bem menor que um cushion);

2- Os que podem ser usados para maximizar o efeito de absorver o suor (no caso dos modelos que buscam máxima absorção, principalmente quando combinados com um cushion também absorvente como conhecemos na matéria anterior);

3- Para o caso de tenistas que buscam o máximo de aderência, pois existem modelos extremamente emborrachados e/ou com ranhuras que garantem melhor tração, como veremos a seguir e;

4- Os overgrips para durabilidade.

É muito importante salientar, que o ideal é não deixar o overgrip tempo demais na raquete, pois ele tem uma vida útil limitada e muitos tenistas o mantém durante tempo demais, acabando com todos os benefícios que eles podem trazer. Não existe um tempo correto de troca, pois depende do grau de exigência do jogador, bem como da frequência de jogos semanais. Outro fato a ser lembrado é que não se deve usar vários grips um acima do outro, pois isso interfere no balanço e peso da raquete, além de acabar com o formato do cabo. É comum um par ou trio de raquetes aparentemente iguais estarem diferentes por conta disso.

Vários jogadores, amadores ou profissionais, resolvem abdicar do cushiongrip e usar apenas 1 ou 2 overgrips para buscar o máximo de "feeling" no cabo da raquete, pois o formato do cabo e do "copinho", ou terminal do cabo, ficam mais evidentes proporcionando um melhor tato.

Gustavo Kuerten, por exemplo, usava apenas o overgrip no cabo de sua raquete, mas lembrem-se que a colocação correta é muito importante, pois instalar um grip mais ou menos esticado, com tarjas mais ou menos largas, etc, trará resultados diferentes, como maior conforto ou maior feeling. Por esses motivos, recomendo que o tenista sempre faça os testes para, na prática, saber as reais diferenças que poderão acarretar em seu jogo e para ajudá-los na escolha mais correta possível.

Segue um guia de alguns modelos de overgrips existentes no mercado e suas características:

Overgrips para serem usados como complemento: é usado sem grandes pretensões, mais para proteger o cushion. Em geral são os grips intermediários, ou seja, são mais versáteis e genéricos, costumam ser lisos. Quase todas as características dos grips dessa família são medianas, ou seja, normalmente eles terão rendimento médio em espessura, durabilidade, absorção e aderência. Consequentemente, são usados por jogadores que não tenham características que exijam grips mais específicos. Exemplos: Prince Maxtac, Babolat Syntec (Nadal) ou Vc original, Head Confortac, Gamma Supreme, etc. Obs: o melhor overgrip dessa família é o Babolat Symbio, que apresenta maior absorção e tem tecnologia antibactéria.

Overgrips para absorção de suor: são os overgrips que tem tecnologias e materiais que possibilitam a máxima absorção de suor, em geral são aqueles que lembram um "veludo" e agem como se fossem uma toalha. Costumam durar menos por absorverem mais, por isso, devem ser trocados com maior frequência. Exemplo: Tourna grip. Começaremos pelo famoso "grip do Sampras", pois o Tourna grip nada mais é do que um overgrip com outro nome e é o que mais absorve suor (apesar de durar um pouco menos); Babolat Pro Team, Wilson H2over, etc.

Overgrips para aderência: possuem películas que possibilitam que eles "grudem na mão", são extremamente emborrachados, variam bastante, pois enquanto alguns deles são lisos, outros possuem ranhuras para maior tração ou orifícios para absorver o suor combinando com a aderência. Exemplos: Wilson Pro Overgrip (Federer-liso) ou Pro Overgrip Tacky (com orifícios), Head Xtremetrack (ranhuras) ou Xtremesoft (orifícios), Yonex Supergrap (Liso), Babolat Mygrip (ranhuras), etc.

Overgrips para durabilidade: normalmente são os mais grossos e não costumam proporcionar absorção de suor ou aderência, mas oferecem boa durabilidade e menos custo. Exemplos: Pro Kennex, Babolat Easy grip, Sigma, Tecnifibre, etc.

Torno a frisar que a empunhadura é uma área essencial que merece nossa atenção, por isso, como sempre, recomendo que façam testes baseados em suas prioridades e fiquem ligados no rendimento que tanto o cushion quanto o overgrip pode estar fazendo ao seu jogo. Saibam que o uso contínuo do overgrip não significa que o cushion não deve ser trocado (mesmo que com menor frequência), principalmente para os jogadores que transpiram demais nas mãos. Não se esqueçam de mandarem as dúvidas em meu e-mail: fabrizio@tivollisports.com.br